Publicado em Sobre a Vida

Nada como um dia após o outro

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Esse post é dedicado a todas as pessoas ansiosas desse mundo, dentre as quais a maior de todas sou eu mesma.

De todos os defeitos que eu, uma pessoa absolutamente comum, possuo, acredito que o pior de todos é a ansiedade. Diria que, pelo menos no meu caso, a ansiedade é a mãe de todos os outros defeitos que uma pessoa pode ter. Eu bem que tentei ser menos drástica nessa afirmação, mas não consegui pensar em nenhuma vantagem de ser ansiosa. De fato, a ansiedade não traz nada de bom.

Eu sempre detestei esperar e sempre quis que as coisas acontecessem no meu tempo e é claro que isso não me trouxe boas experiências. Hoje eu vejo que a ansiedade fez de mim uma pessoa muito controladora e, ao mesmo tempo, sem auto-controle. Já tomei muita decisão precipitada, já adiantei situações na minha vida que só deveriam ter acontecido mais tarde e já chateei muita gente com o meu jeito impaciente de ser.

Recentemente resolvi me abster se certos ambientes e de certos tipos de gente que só tem me tornado uma pessoa ainda mais ansiosa, impulsiva e frequentemente imprudente. Estou de fato tentando passar mais tempo comigo mesma, tentando resgatar a minha essência e quem sabe assim encontrar o que eu procuro dentro de mim mesma.

Tenho lido muitas coisas e também escutado muitas músicas, pois essas duas coisas sempre me ajudam a encontrar muitas respostas. E, hoje, mais uma vez escutando Tiago Iorc, parei para refletir com mais intensidade na música “Um dia após o outro”. Só Deus sabe o quanto eu acho difícil esperar pelo dia seguinte, nem dormir bem eu consigo por causa disso… E ouvindo essa música hoje eu aprendi muitas coisas.

É preciso viver cada dia de uma vez, sem correr, sem ter pressa (especialmente quando ainda não sabemos bem aonde queremos chegar).  É preciso entender que tudo que acontece em nossas vidas tem o seu propósito: as quedas, as lágrimas, tudo no final nos servirá de ensinamento. E é preciso esperar… Esperar pelo novo, deixar o tempo dizer o que haverá de acontecer.

Este é para mim um grande desafio, mas hoje vejo que já consegui vencer muitas barreiras e superar coisas complicadíssimas. Nada é impossível. Sei que levando uma vida sem ansiedade levarei uma vida melhor, serei uma pessoa melhor e poderei mostrar ao mundo com muito mais frequência a melhor parte de mim.

E você, provável leitor ansioso, espere! A vida ainda reserva muitas surpresas para nós e nem adianta começar a pensar em que surpresas seriam essas porque nós não temos como saber… E ainda bem! Caso contrário não seriam surpresas e a vida seria algo extramente massante e previsível! Que possamos viver um dia após o outro… Viver o que há de melhor em cada um deles.

Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

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