Publicado em Sobre a Vida, Sobre Música, Sobre o Amor

O Tempo Certo

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Quase duas semanas se passaram até que o presente momento chegasse! O momento em que eu finalmente me senti com inspiração suficiente para escrever algo de relevante para vocês!

Quem convive comigo ou está sempre conversando comigo já deve ter percebido que, no geral, infelizmente eu sou uma pessoa ansiosa (apesar de estar tentado a cada dia me livrar desse mal) e que especialmente nessas últimas semanas eu ando com a cabeça a mil e consequentemente ando ainda mais impaciente e até um pouco desconcentrada. Resolvi então parar um pouco, desacelerar, ouvir minhas músicas com mais calma, refletir…

Com isso acabei percebendo que a grande lição que a vida está tentado me ensinar nesse ano é esperar o tempo certo das coisas. Até em alguns posts anteriores eu já falei sobre essa questão da ansiedade, da afobação e do quanto isso atrapalha as nossas vidas. Mas me faltou ainda escrever sobre o oposto disso, que é justamente o que eu quero: paciência.

Uma música que sempre me ajuda em relação a isso é “Um dia após o outro”, do Tiago Iorc (que inclusive já foi tema de um post meu aqui e inspirou indiretamente alguns outros). Mas uma outra música, com uma letra muito mais sucinta e, por outro lado, muito mais metafórica, tem ocupado meus pensamentos recentemente e ela se chama “Ensaio sobre o Amor”, do meu querido amigo Ian Veras.

É muito bom você poder conhecer o autor de um texto ou o compositor de uma música para poder fazer a típica pergunta: “O que você quis dizer com isso?”. Eu já conheço o Ian há bastante tempo e conheço a música desde o dia em que ela foi escrita, mas antes de ‘conferir’ se eu tinha entendido tudo certo, resolvi escrever aqui a minha reflexão. E como acredito que a maioria dos meus possíveis leitores não conhece a música, vou colocar a letra aqui para facilitar a compreensão do que eu vou dizer depois…

“Nascerá no tempo certo uma flor

Diferente de tudo o que você já viu

Deixa estar, sim

Quem procura geralmente não vai encontrá-la assim tão fácil

Ela acontece enfim, quando aquieta sua alma e ela pode descansar

 

Chega e faz morada em mim, ó linda flor

Floresça e mostre que isso tudo foi um ensaio sobre o amor”

Uma das coisas que mais me chamou atenção nessa música logo de cara, que grudou mesmo na minha cabeça e que aparece logo no primeiro verso é a expressão “tempo certo”. O maior problema de uma pessoa ansiosa é achar que o tempo certo para alguma coisa acontecer coincide com o tempo que ela quer que a tal coisa aconteça. Até hoje eu nunca vi tal coincidência, mas tenho aprendido que realmente há um tempo específico, certo e perfeito para tudo que tem de acontecer em nossas vidas.

Esse tempo é justamente o que a música apresenta como o momento em que a gente “aquieta nossa alma e ela pode descansar”. Enquanto estamos atormentados pela ansiedade, nervosismo, afobação, pressa e tudo que não combina com a velha e boa paciência, nada na nossa vida anda. Só ficamos cansados, estressados, com dor de cabeça e tudo isso em vão! Então descanse e aquiete sua alma porque o seu tempo está por vir!

Mas o que dizer dessa flor que está para nascer em cada um de nós? Essa música não poderia ser tão especial para mim se não falasse da minha eterna matéria de poesia: o amor. Sim, essa flor é o amor que um dia surgirá em nossas vidas (acredito que na vida de todos os que acreditam e esperam por ele). Um amor simples, suave, sublime, ideal e pontual! Um amor que surgirá no tempo certo e que, assim como uma flor, não nascerá de uma hora para outra e que, além de tempo, vai depender de adubo e de terreno fértil.

Esse amor é raro e portanto não pode ser encontrado “assim tão fácil” e o seu florescer há de ocorrer na sua alma e jamais fora dela. Esse amor é frágil e precisará ser cercado de cuidados… Mas como esperar que esse amor cresça e floresça em meio aos espinhos da inquietação? Em meio ao terreno pedregoso da ansiedade? Ele precisa ser regado a cada dia com esperança, com calma, com paciência.

É esse amor único, extraordinário e singular que esperamos que brote em nossa vida. O amor capaz de nos mostrar que todo o resto eram apenas flores comuns e vulgares… que todo o resto não passou de experiências, apenas um grande Ensaio sobre o Amor!

Assim como tudo na vida, o amor certo há de surgir no tempo certo!

Publicado em John Mayer, Sobre Música, Sobre o Amor

Top 15 do John Mayer para o Dia dos Namorados

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Como vocês sabem, sou uma grande fã do John Mayer. E ele que me acompanha em tantos momentos, também será minha companhia nesse dia dos namorados. Pensando nisso, resolvi partilhar com vocês, meus queridos leitores, algumas sugestões de como passar bem o seu Dia dos Namorados ao som do John Mayer.

No meu caso, a minha companhia será só o John mesmo… Mas resolvi fazer aqui três Top 5 para todo mundo poder se encontrar e achar a trilha sonora certa.:Top 5 para os solteiros, Top 5 para os enamorados e Top 5 para os corações partidos. Eu adorei preparar esse post super diferente de tudo que eu já coloquei aqui no meu blog junto com o meu querido amigo e super fã do John Mayer, Joe Fernandes! Espero que vocês gostem também!

Vamos começar com o Top 5 “Dia dos namorados sem namorado/a – by John Mayer” porque esse é o meu grupo e porque estar solteiro/a é algo que faz parte da vida de todo mundo em algum momento…

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1 – Bigger Than My Body (Para você se sentir bem consigo mesmo em primeiro lugar)

2 – The Age of Worry (Que tal aproveitar um pouco a vida sem se preocupar tanto?)

3 – Perfectly Lonely (Sobre algumas vantagens de não ter um/a namorado/a)

4 – Who Says ( Para fazer coisas fora da rotina e se libertar)

5 – Good Love Is On The Way (Vamos pensar positivo!)

O Top 5 “Dia dos namorados com namorado/a – by John Mayer”, além de ser uma trilha sonora inspiradora ainda funciona como um roteiro da conquista quase infalível, já que o seu desenvolvedor é um pegador e tanto!

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1 – Heart of Life (Ainda amiguinhos, mostrando que você quer cuidar da pessoa)

2 – St. Patrick’s Day ( Dizendo que quer passar o ano todo ao lado dela)

3 – Edge of Desire ( Se declarando de vez, aquela coisa beeem romântica)

4 –  Your Body is a Wonderland ( Dizendo o quanto ela é linda, o quanto você quer ficar com ela e o quanto você quer… enfim, ouçam a música)

http://www.vh1.com/video/misc/476667/your-body-is-a-wonderland-live-from-vh1-storytellers.jhtml

5 – Come Back to Bed (Porque simplesmente você quer não deixar ela ir embora)

Por fim temos o Top 5 “Dia dos Namorados com coração partido – by John Mayer”, afinal as vezes a gente acaba mesmo é cultivando aquela dorzinha ou aquele caso de amor mal resolvido do passado… Fazer o que né…

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1 – Comfortable (‘Que droga, conheci uma garota nova mas ainda penso em você’)

2 – I’m Gonna Find Another You (‘Tudo bem, você foi embora mas nunca mais farei um verso sequer pra você’)

3 – In Your Atmosphere (‘Agora nem ir em Los Angeles eu vou mais só pra não te encontrar’)

4 – All We Ever Do Is Say Goodbye (‘Ela me partiu meu coração e eu ainda pensando em reconsiderar’)

5 – Dreaming With a Broken Heart ( Quando eu ouço essa música eu só consigo pensar “Cara, quem fez isso com o John?” 0.0 )

Agora cabe a você escolher como quer passar o seu Dia dos Namorados, o que importa mesmo é que o John Mayer faça parte dele! Aproveitem!

Publicado em Sobre Ser Você

Nem mais , nem menos

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Escrever esse post só me foi possível graças a pessoa incrível que conheci recentemente. Ninguém nunca me inspirou tanto e me trouxe tanta reflexão em tão pouco tempo. 

Um dos grandes desafios que cada um de nós tem na vida é achar um meio-termo para as coisas. Falei bastante sobre isso no meu texto “Excessos”, mas agora quero falar sobre esse ponto de equilíbrio que devemos achar em relação à nossa auto-estima.

Há pessoas que são muito confiantes e que estão sempre bem em relação a elas mesmas (bem, pelo menos no facebook parece que existem sim tais pessoas). Mas, seja como for, eu não sou uma delas. Há dias em que eu me sinto ótima, acho que tenho muitos talentos e coisas lindas na minha personalidade, mas infelizmente às vezes também fico achando que todo mundo é melhor do que eu e que eu não mereço nada nessa vida.

Em síntese, tenho uma auto-estima um pouco oscilante e essa balança sempre tendia à me fazer sentir menor do que as outras pessoas e muitas vezes eu nem me dava conta disso. Ontem eu me dei conta disso.

O Cesar é realmente uma pessoa incrível, mas antes de conhecê-lo um pouco melhor eu achava que ele era incrível por ser um excelente músico e compositor. Agora eu sei que ele é incrível porque consegue fazer com que todas as pessoas se sintam especiais e, o mais bonito, nem mais nem menos especiais do que as outras. Especiais por serem quem elas são.

Todos nós temos uma luz que faz com que cada um de nós brilhe a seu próprio modo e isso nos faz únicos. Todos nós somos singulares em alguma coisa, temos algum talento, algo que só nós sabemos fazer daquela forma e isso nos faz especiais. Talvez você não saiba cantar, ou não saiba tocar um instrumento, ou escrever coisas bonitas… mas talvez você saiba de um jeito ímpar fazer um amigo sorrir quando ele está triste. Isso te faz especial!

Achar o meio-termo em relação à nossa auto-estima é não se considerar melhor ou pior do que as outras pessoas. É saber dar o valor devido à nós mesmos, não se engrandecer em relação às outras pessoas por acharmos que temos mais qualidades do que alguém e é também não se diminuir pensando que o que uma outra pessoa tem de raro vale mais do os seus próprios tesouros. É saber que o tempo de cada pessoa tem valor igual e que se você escolhe gastar o seu tempo vivendo, amando, ouvindo, respeitando e fluindo você é mais do que especial!

E eu sei que, mesmo agora que eu já tenho consciência disso tudo, ainda pode ser que haja algum dia que eu me sinta menor do que alguém… mas isso não será frequente e nem vai durar mais que um dia. Porque a minha vida agora tem ganhado novas cores e porque ele tem de fato conseguido me fazer perceber que eu sou única.

Publicado em Sobre a Vida, Sobre Escrever, Sobre o Amor

Isso é também o que eu quero na vida

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Hoje eu vivi uma experiência muito linda na minha vida, que foi assistir no cinema o filme “A culpa é das estrelas”. Sei que o filme estreou há dois dias e que nesses dois dias várias pessoas já assistiram e já relataram de suas lágrimas e comoção no facebook (o que eu mesma também fiz). Mas logicamente, sendo eu uma pensadora em tempo integral, resolvi elaborar um texto minimamente estruturado para falar das minhas reflexões.

Há muito tempo que eu não parava para assistir uma filme romântico assim, e na verdade não me lembro de ter chorando vendo algum filme no cinema. A história de “A culpa é das estrelas” é realmente muito bonita e tocante, e me deixou encantada porque eu encontrei nela certa profundidade. Gostei muito de ver como o amor entre os protagonistas foi surgindo aos poucos e que começou de um interesse mútuo, por mais que a Hazel tivesse tentado disfarçar ou evitar sentir o que estava sentindo por algum tempo.

Também fiquei completamente encantada pelo Augustus, que de fato é um cara incrível e que provavelmente não existe em sua totalidade na vida real. Tanto ele quanto a Hazel têm umas falas muito bonitas a respeito da vida e especialmente do amor, mas eu me identifiquei muito com o Gus desde o início devido ao seu medo de ser esquecido, porque isso é algo de que de certa forma eu também temo.

Eu também quero ser lembrada pelas pessoas quando eu já não estiver mais por aqui. Na verdade é mais do que isso. Eu quero morrer sabendo que eu fiz a diferença na vida de alguém e que por isso essa pessoa jamais se esquecerá de mim. Por conta disso eu resolvi começar a divulgar meus textos aqui, porque creio que assim, de uma certa forma, eu estou deixando um legado. Se não sair do ar ou acontecer qualquer coisa do tipo, mesmo quando eu já tiver partido, todos vocês poderão vir aqui e ler meus textos e talvez alguma palavra minha faça bem a alguém que ainda nem nasceu e que eu nunca vou conhecer.

Eu fico feliz em saber que, mesmo com pouco tempo, o meu blog tem sido relevante na vida de algumas pessoas. Bem que eu gostaria de ser como Machado de Assis e ter meus textos lidos mesmo depois de um século de que foram escritos… Mas pelo menos eu acho que deixar algumas das minhas palavras registradas já me dá uma certa imortalidade. E quem não quer ser, além de inesquecível, imortal? Todos os poetas são imortais. Mas seria isso o bastante? Não para mim…

Porque, assim como acontece no romance/filme, eu tenho o desejo de ser memorável para alguém especial. Ser o amor da vida de alguém e ser inesquecível para essa pessoa de uma maneira única. Diante disso percebi que além de ser lembrada eu também quero amar e ser amada nessa vida. Isso é também o que eu quero na vida.

Como eu pensei sobre o amor hoje! E pensei tanto, tanto… e no fim das contas acho que tenho mais peguntas do que respostas. Como é que a gente sabe que ama uma pessoa? Como é que a gente sabe que está sendo amada? Como é que a gente sabe que aquela pessoa é o amor da nossa vida? Por que e como a gente se apaixona por alguém? O que é de fato amar alguém?

O amor nem sempre é uma certeza, na maior parte das vezes é mesmo uma grande dúvida… porque a gente não sabe muito bem nem falar sobre ele, apesar de sempre parecer haver muito a se dizer. Acho que quando a gente ama uma pessoa, nós não conseguimos imaginar mais o nosso mundo sem ela, parece que sem ela tudo vai ficar sem graça e sem sentido. Se o amor for isso mesmo, será que eu já amei?

O amor é algo tão fora dos limites da compreensão humana que simplesmente não há uma definição exata e fechada sobre ele e nem dá pra dizer exatamente quando ele surge. E eu fiquei pensando que a gente pode começar a amar uma pessoa através de tantos caminhos diferentes… Eu estava inclinada a achar que isso tinha algo a ver com gostos em comum, afinidades no modo de pensar… Mas não é isso. Porque eu conheço alguns rapazes que tem tanto em comum comigo, na música, na poesia, nos valores, nos sonhos… e no entanto são meus amigos porque o meu coração não bate além do normal quando estamos juntos e os meus olhos não brilham. Como o amor é subjetivo!

Então talvez amar tenho mesmo as suas próprias razões, aquelas que até a própria razão desconhece. E talvez amar alguém tenha muito mais a ver com estar disposto a abrir as portas do seu mundo para o mundo desconhecido de alguém, e talvez o mundo dele não tenha necessariamente muito em comum com o seu. Talvez você simplesmente perceba que o sorriso desse alguém era tudo o que ainda estava faltando na sua vida e pronto. Talvez seja só isso. Talvez seja só não poder mais ser totalmente você sem o sorriso da outra pessoa.

E é claro que, como eu mesma já disse aqui, não precisamos de outra pessoa para sermos felizes. Podemos ser felizes só com o que a vida já nos proporciona, mas seremos sem dúvida pessoas incompletas se vivermos sem amor… sem aquele abraço que te abriga e sem aquele beijo que te dá arrepio. E é claro também que todos nós encontraremos o amor das nossas vidas. Isso eu não digo por experiência própria, mas porque conheço pessoas que já encontraram.

O amor é um sentimento que existe necessariamente para ser compartilhado. E se você ainda não encontrou alguém pra você dar todo esse amor que todos nós temos, ainda te falta algo, como falta a mim. E talvez exista mesmo esse tal acaso que vá nos proporcionar, qualquer dia desses, tamanho encontro de almas! Pra essa pessoa deixar pra sempre um pouco dela em você e pra você poder deixar um pouco de você nela para sempre.

Publicado em Poesia

Beautiful Inside (poem/song)

 

When you’re beautiful inside
Your light shines outside
And you have a beautiful face, but also a beautiful mind

Your words make my world worth wide
Your hands give peace to mine
Sometimes I can barely believe
How you’re beautiful inside!

And that’s why
I want to stand by your side
You’re more than a beautiful smile
You’re beautiful inside!

It’s not about your blue eyes
It’s about all the hugs when I cry
It’s not about a beauty that goes with time
It’s about the beauty you have inside

‘Cause you have a beautiful face, but also a beautiful mind

And that’s why
I want to stand by your side
You’re more than a beautiful smile
You’re beautiful inside!

Thaís Bartolomeu

Publicado em Sobre Ser Você

Quanto de beleza você traz no peito?

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(porque hoje eu me dei conta de quanto tempo eu já perdi nessa vida me importando com a aparência das pessoas)

Hoje eu fui para a faculdade e lá me encontrei com uma das professoras mais bonitas que eu já tive na vida! Ela é loira, é magrinha, tem olhos verdes e toda a vez que estou com ela eu penso: eu queria ser bonita assim!

Mas hoje, enquanto conversávamos e eu olhava aquele par de olhos tão lindos, eu comecei a refletir sobre coisas novas. Tudo isso que eu citei e que eu julgava que a faziam bonita são na verdade meros adornos. Ela é bonita, dentre outras coisas, porque é generosa e sempre atenciosa com todas as pessoas, independente de quem elas sejam.

Quando eu era mais nova, já houve um tempo em que eu definitivamente queria ser outra pessoa: ter outros olhos, outro cabelo, outro tamanho, outro corpo. Não me achava bonita. E ainda hoje tenho a mania de me achar bonita sempre em relação: mais bonita que minha vizinha, menos bonita que a Megan Fox. Por quê?

E eu também achava que o fato de uma pessoa ser bonita dava a ela o direito de tratar as outras como se elas fossem nada. E pensando assim, muitas vezes eu mesma já passava a me sentir um nada perto dessas “pessoas bonitas”. Por quê?

Ainda bem que começo agora a mudar meu modo de ver! Porque hoje eu me dei conta de que as pessoas que tem olhos claros não são mais bonitas do que as pessoas que tem olhos castanhos. Mas as pessoas que olham para o pôr-do-sol e sorriem são as pessoas mais bonitas do mundo!

E hoje eu também me dei conta de que ser generoso, gentil, ter disposição em ajudar e tratar as pessoas com atenção e carinho é o que nos deixa bonitos. E foi assim que eu vi alguém bonito diante dos meus olhos se tornar lindo no meu coração. E descobri finalmente que era essa a beleza que eu sempre procurei e que é essa a beleza que eu quero pra mim!

E para finalizar esse post, alguns versos (porque ele me deixou transbordando de beleza e de inspiração hoje):

O que faz uma pessoa ser mais bonita que outra é o quanto ela deixa em cada gesto sua alma vibrar, é o quanto ela se deixa cativar. É o quanto de energia ela traz no peito.

O que faz uma pessoa ser mais bonita que outra é o quanto ela deixa a natureza lhe inspirar, é o quanto de luz ela transmite com o olhar. É o quanto de paz ela traz no peito.

O que faz uma pessoa ser mais bonita que outra é o quanto ela deixa a poesia lhe tocar, é tudo aquilo que não se pode enxergar. É o quanto de amor ela traz no peito.

Publicado em John Mayer, Sobre a Vida

There’s more to things than just one thing

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Aqueles que já leram o meu texto “Para quando você conhecer uma pessoa” já devem ter notado que essa questão de procurar conhecer bem as pessoas e criar laços verdadeiros é algo que já está fornecendo matéria para minhas reflexões há algum tempo. Mas foi nessa semana que eu realmente parei para pensar o quanto nós, infelizmente, ainda julgamos as pessoas sem conhece-las direito.

E quando eu digo julgando, não estou falando necessariamente de uma crítica, mas de conceitos, rótulos que criamos para as pessoas sem sequer saber antes a sua história.

Eu tenho ‘conhecido’ muita gente nova de uns tempos pra cá e eu tenho de fato tentado CONHECER mesmo essas pessoas, conversando, perguntando e principalmente ouvindo. O ruim é que na maioria dos casos, a gente especula muito mas ouve pouco. A pessoa fala de algo que ela gosta, por exemplo, e só com essa informação já criamos toda uma imagem a respeito dela. Às vezes acabamos achando que uma única característica ou gosto pessoal é capaz de defini-la.

Daí eu comecei a pensar: qual será a imagem que as pessoas por aí andam criando a meu respeito?

Eu amo John Mayer, Tiago Iorc… mas também gosto de Rock’n Roll e bato muita cabeça ouvindo System of a Down… e também gosto de músicas fofas de várias séries e animações musicais da Disney. Leio Machado de Assis, Camões, Goethe, Victor Hugo mas também adoro as histórias do John Green e do Nicholas Sparks. Luto Jiu-Jitsu mas também não abro mão de sair de casa sempre com o cabelo bem bonito. E hoje eu vivo feliz com toda essa minha multiplicidade, mesmo correndo o risco de ser julgada como se eu fosse apenas uma parte disso tudo.

Há sempre algo a mais nas pessoas que são incrivelmente legais!

O triste é que, muitas vezes, além de criarmos uma imagem da pessoa apenas por seus gostos, também julgamos o que elas fazem ou deixam de fazer sem saber o porquê disso. E durante essa semana eu aprendi uma coisa importante demais: há sempre uma história!

Os nossos atos do presente não são por acaso, são reflexos de experiências da infância que nos marcaram, frases que ouvimos de pessoas da nossa família, de professores… Tudo tem um porquê, tudo tem uma história! E como é bom poder conhecer um pouco mais da história das pessoas que estão ao nosso lado, para que assim elas possam aos poucos estar também dentro de nós, fazendo parte da nossa própria história.

Obrigada, meu amigo, por compartilhar comigo um pouco mais de você! Um pouco daquilo que ninguém vê e que só me fez ter vontade de te conhecer mais ainda.