Publicado em Sobre a Vida, Sobre Escrever, Sobre o Amor

Isso é também o que eu quero na vida

Imagem

Hoje eu vivi uma experiência muito linda na minha vida, que foi assistir no cinema o filme “A culpa é das estrelas”. Sei que o filme estreou há dois dias e que nesses dois dias várias pessoas já assistiram e já relataram de suas lágrimas e comoção no facebook (o que eu mesma também fiz). Mas logicamente, sendo eu uma pensadora em tempo integral, resolvi elaborar um texto minimamente estruturado para falar das minhas reflexões.

Há muito tempo que eu não parava para assistir uma filme romântico assim, e na verdade não me lembro de ter chorando vendo algum filme no cinema. A história de “A culpa é das estrelas” é realmente muito bonita e tocante, e me deixou encantada porque eu encontrei nela certa profundidade. Gostei muito de ver como o amor entre os protagonistas foi surgindo aos poucos e que começou de um interesse mútuo, por mais que a Hazel tivesse tentado disfarçar ou evitar sentir o que estava sentindo por algum tempo.

Também fiquei completamente encantada pelo Augustus, que de fato é um cara incrível e que provavelmente não existe em sua totalidade na vida real. Tanto ele quanto a Hazel têm umas falas muito bonitas a respeito da vida e especialmente do amor, mas eu me identifiquei muito com o Gus desde o início devido ao seu medo de ser esquecido, porque isso é algo de que de certa forma eu também temo.

Eu também quero ser lembrada pelas pessoas quando eu já não estiver mais por aqui. Na verdade é mais do que isso. Eu quero morrer sabendo que eu fiz a diferença na vida de alguém e que por isso essa pessoa jamais se esquecerá de mim. Por conta disso eu resolvi começar a divulgar meus textos aqui, porque creio que assim, de uma certa forma, eu estou deixando um legado. Se não sair do ar ou acontecer qualquer coisa do tipo, mesmo quando eu já tiver partido, todos vocês poderão vir aqui e ler meus textos e talvez alguma palavra minha faça bem a alguém que ainda nem nasceu e que eu nunca vou conhecer.

Eu fico feliz em saber que, mesmo com pouco tempo, o meu blog tem sido relevante na vida de algumas pessoas. Bem que eu gostaria de ser como Machado de Assis e ter meus textos lidos mesmo depois de um século de que foram escritos… Mas pelo menos eu acho que deixar algumas das minhas palavras registradas já me dá uma certa imortalidade. E quem não quer ser, além de inesquecível, imortal? Todos os poetas são imortais. Mas seria isso o bastante? Não para mim…

Porque, assim como acontece no romance/filme, eu tenho o desejo de ser memorável para alguém especial. Ser o amor da vida de alguém e ser inesquecível para essa pessoa de uma maneira única. Diante disso percebi que além de ser lembrada eu também quero amar e ser amada nessa vida. Isso é também o que eu quero na vida.

Como eu pensei sobre o amor hoje! E pensei tanto, tanto… e no fim das contas acho que tenho mais peguntas do que respostas. Como é que a gente sabe que ama uma pessoa? Como é que a gente sabe que está sendo amada? Como é que a gente sabe que aquela pessoa é o amor da nossa vida? Por que e como a gente se apaixona por alguém? O que é de fato amar alguém?

O amor nem sempre é uma certeza, na maior parte das vezes é mesmo uma grande dúvida… porque a gente não sabe muito bem nem falar sobre ele, apesar de sempre parecer haver muito a se dizer. Acho que quando a gente ama uma pessoa, nós não conseguimos imaginar mais o nosso mundo sem ela, parece que sem ela tudo vai ficar sem graça e sem sentido. Se o amor for isso mesmo, será que eu já amei?

O amor é algo tão fora dos limites da compreensão humana que simplesmente não há uma definição exata e fechada sobre ele e nem dá pra dizer exatamente quando ele surge. E eu fiquei pensando que a gente pode começar a amar uma pessoa através de tantos caminhos diferentes… Eu estava inclinada a achar que isso tinha algo a ver com gostos em comum, afinidades no modo de pensar… Mas não é isso. Porque eu conheço alguns rapazes que tem tanto em comum comigo, na música, na poesia, nos valores, nos sonhos… e no entanto são meus amigos porque o meu coração não bate além do normal quando estamos juntos e os meus olhos não brilham. Como o amor é subjetivo!

Então talvez amar tenho mesmo as suas próprias razões, aquelas que até a própria razão desconhece. E talvez amar alguém tenha muito mais a ver com estar disposto a abrir as portas do seu mundo para o mundo desconhecido de alguém, e talvez o mundo dele não tenha necessariamente muito em comum com o seu. Talvez você simplesmente perceba que o sorriso desse alguém era tudo o que ainda estava faltando na sua vida e pronto. Talvez seja só isso. Talvez seja só não poder mais ser totalmente você sem o sorriso da outra pessoa.

E é claro que, como eu mesma já disse aqui, não precisamos de outra pessoa para sermos felizes. Podemos ser felizes só com o que a vida já nos proporciona, mas seremos sem dúvida pessoas incompletas se vivermos sem amor… sem aquele abraço que te abriga e sem aquele beijo que te dá arrepio. E é claro também que todos nós encontraremos o amor das nossas vidas. Isso eu não digo por experiência própria, mas porque conheço pessoas que já encontraram.

O amor é um sentimento que existe necessariamente para ser compartilhado. E se você ainda não encontrou alguém pra você dar todo esse amor que todos nós temos, ainda te falta algo, como falta a mim. E talvez exista mesmo esse tal acaso que vá nos proporcionar, qualquer dia desses, tamanho encontro de almas! Pra essa pessoa deixar pra sempre um pouco dela em você e pra você poder deixar um pouco de você nela para sempre.

Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

2 comentários em “Isso é também o que eu quero na vida

  1. NOSSA :O… O tipo de texto que nos faz refletir durante minutos depois que terminamos de ler. Você usou as palavras muito bem, descrevendo seus sentimento. E me identifiquei muito com ele, não conseguiria colocar em palavras tão bem estruturadas como a sua, mas penso da mesma forma.

  2. Danilo, eu fico muito feliz em saber que você gostou do texto e que ele também te fez refletir. Eu acredito que a principal função da linguagem e, consequentemente das palavras, é aproximar as pessoas e nos fazer pensar. Então quando vejo que minimamente estou conseguindo fazer isso eu me sinto muito realizada! Obrigada pelo seu comentário tão inspirador!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s