Publicado em Poesia

Gravidade

pii

De tanto fingir coragem tornei-me forte
Enfrentei mar bravo em noite de tempestade
Soube vencer a praia vazia e o medo da solidão

De tanto dizer que não doía, curei a ferida
Disse ‘não’ à morte quando ela veio me visitar
(Aonde ninguém vê, sua agulhada ainda machuca)

De tanto chorar só por dentro reguei a alma
Dei meu sorriso pro mundo e pra minha tristeza, casa
(A lágrima que se esconde atrás dos dentes não incomoda)

De tanto ler no escuro aprendi a enxergar além
Vi de perto a verdade que se esconde de dia,
Um mundo avesso que ninguém parece enxergar

De tanto escrever e apagar fiz minha história
De caneta cansada e papel gasto eu nasci
E deles sempre renasço em meio ao temporal que vier.

Thaís Bartolomeu – 2015

Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

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