Publicado em Sobre Música, Sobre o Amor

Em par (ou “Fone estragado”)

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Quem vive de música conhece o drama
De notar que seu fone estragou de um lado.
Que tristeza! Que incompletude!
Porque a música demanda um sentir total
Tanto que às vezes ficamos
Com todos os sentidos voltados ao som
E não percebemos que o arroz está queimando.

Quem coloca seus fones quer só a música
Só a música.
Nada mais.
Ninguém mais.
E é por isso que só um lado do fone não basta.

Há muitas outras coisas na vida
Que só dão certo se estiverem em par.
O namoro é uma delas.

Por incrível que pareça
Há quem namore sozinho,
Que curte a música do amor pela metade.
É um amor que toca de um lado só.
O outro lado é estéril.

E por mais que você goste do seu fone
Quando isso acontece,
Não negue,
Ele já não te satisfaz.
E ainda que você não possa ter outro por hora
Jogue esse inútil fora
E curta o seu som em alto-falante.

Thaís Bartolomeu – 2015

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Esse é o meu fone que estragou essa semana, devidamente jogado fora. Pequenas inspirações do dia-a-dia. ^^
Publicado em Entrevista, Sobre Música

Entrevista com o músico Eric Maia

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  • Como a música entrou na sua vida?

Meus pais sempre foram pessoas muito envolvidas com a música. Meu pai é músico profissional há muitos anos, ele teve várias bandas e minha mãe o acompanhava, sendo cantora do grupo.  Nós tínhamos centenas de discos de vinil na sala, sempre acessíveis e desde cedo fui me familiarizando com clássicos da MPB e da música internacional. Além disso, sempre tinha um violão no sofá de casa, o que acabou despertando meu interesse.

  • Quais foram as suas primeiras experiências com a música?

Quando eu era muito pequeno, talvez com 4, 5 anos em diante, meu pai me levava com ele pra shows em barzinhos e clubes. Eu cantava algumas músicas infantis da época, no final, ele me dava um dinheiro e dizia que música era trabalho. Quando eu tinha 6 anos, meu pai começou a me ensinar letras de músicas mais famosas até um dia que com uns 7, 8 anos, ele me ensinou a cantar “La barca” e aquilo era muito legal e inusitado. Até hoje pessoas comentam que era muito legal ver uma criança cantando uma música em espanhol. (risos) Nessa época, eu comecei a me interessar por violão, eu observava meu pai tocar e imitava os acordes. Acebei aprendendo. E nessa época eu comecei a estudar bateria, só que quando eu era criança, ter uma bateria, além de barulhento, era extremamente caro. (risos) Então eu acabei me dedicando ao violão e ganhei minha primeira guitarra aos 12 anos.

  • Quando e de que forma você descobriu que gostaria de ser músico?

Desde criança eu queria montar uma banda. Aos 11 anos montei minha primeira bandinha. Nós a chamávamos de “The Mentes”, isso em 1995. Eu era o baterista. Depois, aos 14, tentei montar outras bandas, mas em Itaboraí-RJ, lugar em que nasci e passei a maior parte da vida, nessa época a garotada não ligava pra música. Era muito difícil, frustrante e decepcionante viver num lugar onde ninguém da minha idade compartilhava o interesse pela música. Até que em 1999 eu conheci o Felipe Nunes. Ele veio de Angra dos Reis-RJ estudar no mesmo colégio que eu. Ele é baixista. Nesse ano, fundamos a banda que temos até hoje, a Barbie Suburbana.

  • Comente um pouco da sua rotina como músico.

Minha rotina atual de músico é bem agitada. São muitas noites sem dormir, fins de semana sem vida social. Toco em bares, clubes, boates, festas de aniversário, casamentos, etc. Basicamente de quinta a domingo, nos municípios de Niterói, Rio de Janeiro, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Tanguá, Maricá, etc.

  • Quais são as suas maiores influências na música? Há algum músico em especial que te inspire?

Eu sou muito fã de Beatles. Estou sempre ouvindo. Quanto aos estilos, sou muito eclético. Gosto muito de rock, é meu gênero predileto. O reggae também tá quase ali empatado. Escuto muito Blues como Stevie Ray Vaughan e muita MPB. Os artistas que eu mais me espelho são Eric Clapton, Paul McCartney, John Mayer e Jimi Hendrix.

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  • Comente um pouco sobre os projetos em que já esteve envolvido e quais são seus projetos atuais.

Eu gravei dois discos independentes com a Barbie Suburbana. Um em 2004, chamado “Pare, olhe e escute” e outro em  2009, chamado “Barbie Suburbana”. Os dois estão disponíveis para download gratuito no nosso site: www.barbiesuburbana.com além de estarem disponíveis para ouvir no Youtube.

Atualmente, estou trabalhando num disco solo de músicas autorais e em outro com versões cover de sucessos da música internacional. Devem ficar prontos no final de 2015.

Além disso, tenho tocado na noite da região metropolitana do Rio de Janeiro. Sempre na estrada!

  • Qual é o seu maior sonho como músico?

Ao contrário de muita gente, eu nunca pensei na fama e no sucesso como um fim. Meu objetivo é tocar, é fazer meu som, é continuar fazendo o que eu mais amo na vida. Vejo o sucesso como algo secundário, um meio melhor a se alcançar para conseguir manter o sonho vivo. Meu maior sonho é conseguir divulgar minha arte, compartilhar meu trabalho com pessoas que se identifiquem com a mensagem que eu quero passar, viver disso, cada vez mais e com mais qualidade, tocar muito nessa estrada, encher esse mundo de poesia e música.

  • O que você considera a maior dificuldade para alcança-lo e por quê?

A maior dificuldade é a mesma em qualquer ramo: dificuldade de investimento. A música é um ramo como qualquer outro. Para conseguir divulgar nossa arte é necessário investimento. Conseguir gravar bons materiais, em estúdios de qualidade é um processo muito caro. Instrumentos musicais de ponta também são muito caros, é necessário abrir mão de muitas coisas pra poder ter uma guitarra de primeira linha e equipamentos bons. Outro problema é que no Brasil não há espaço para estilos que não estão na “moda”. Ou você faz o que todo mundo faz, ainda que seja mal feito, ou feito como um produto vagabundo de linha de produção só pra vender o máximo possível, ou então você está fadado ao desconhecimento. Isso é muito duro. E aí, um belo dia, você consegue uma certa projeção, aparecem muitas pessoas criticando seu trabalho apenas por criticar, sem conhecer um décimo da sua história. É um ramo injusto e a aceitação das pessoas é muitas vezes cruel.

  • Comente um pouco sobre suas composições e demais textos que você escreve. Como é isso pra você?

Eu sinto uma inquietação. Sinto necessidade de dividir minhas angústias com as pessoas. Saber se elas também sentem o que sinto em relação ao mundo e às coisas. Sou fascinado pelo debate de ideias, pela humanidade do diálogo, pela rejeição às ideias de senso comum. Gosto de escrever sobre um lado crítico, inquieto e inconformado a respeito da vida e do mundo e vivo na busca por interlocutores que estejam na mesma vibração que a minha. Eu só lamento não ter meios de alcançar mais pessoas.

  • O que é a música pra você?

A música é um instrumento da alma. É uma expressão quase que espiritual do que se pensa. É uma forma perfeita de materializar toda a sensibilidade humana em sons e versos. Eu nunca conseguiria viver sem música. Escuto música o tempo todo, em tudo, em qualquer lugar, esteja eu fazendo qualquer coisa. É a melhor parte da minha vida.

Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Escrever, Sobre Ser Você

Becoming me

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Eu conheci a Jane Austen quando eu tinha cerca de 16 anos e, explorando a linda biblioteca da minha escola, resolvi começar a ler um livro chamado Orgulho e Preconceito. Pelo título eu achei que o livro trataria de ódios e rancores, tramas de vingança! Mas para a minha surpresa, o livro era um romance belíssimo! Até hoje é um dos livros que mais amo na vida! Como eu aprendi com ele! Como ele é parte de quem eu sou!

Esses dias, dando uma olhada em adaptações da Jane para o cinema, acabei descobrindo que havia um filme sobre a vida dela chamado Becoming Jane, horrivelmente traduzido para o português como Amor e Inocência. Fui assisti-lo e simplesmente… é muito lindo e é muito amor! E eu ressaltei aqui o quanto foi ruim o nome dado ao filme em português porque ele trata fundamentalmente de como a Jane Austen se tornou a Jane Austen, como se tornou a escritora que hoje nós conhecemos e (falando de mim e de minhas amigas) amamos.

E depois de conhecer mais da história de vida dela ao assistir Becoming Jane, depois de saber como ela foi crescendo como escritora a partir das experiências que passou como filha, como irmã, como mulher naquela época e principalmente como leitora, eu fiquei pensando em como é que eu me tornei essa pessoinha peculiar e projeto de escritora que sou hoje.

Fiquei lembrando da música Capitão Gancho, da Clarice Falcão, em que ela fala de diversas coisas aleatórias de sua vida que, segundo ela, são responsáveis por ela ser quem é. E acho que é bem assim mesmo, não são só os grandes acontecimentos que nos formam. Cada pequena coisa, palavra dita ou ouvida, carinho recebido ou negado, tudo que até hoje já nos aconteceu foi direcionando os nossos sonhos e as nossas escolhas. E a maneira como nós lidamos com tudo de bom e ruim que acontece ao nosso redor vai aos poucos formando o nosso caráter.

E mais uma vez eu retomo aqui a importância das decepções na nossa vida pra que a gente cresça, pra que a gente descubra a nossa força e a nossa capacidade de se levantar do chão.  E ainda bem que todos os meus amores de adolescência foram platônicos! Pois assim eu fui pesquisar o que queria dizer platônico e assim conheci Platão. E ainda bem porque, por conta disso e da minha mania de ficar escrevendo o nome dos meninos por quem me apaixonava em todo lugar, comecei a rascunhar poemas onde eu repetia e repetia os seus nomes infinitamente.

Talvez se a Jane Austen não tivesse amado tanto o Thomas, ela não tivesse criado um homem tão perfeito como o Darcy. E talvez, se ela tivesse se casado com ele, ela teria visto que ele não era tão tudo de bom assim, daí o Darcy e seus outros protagonistas talvez não seriam tão idealizadamente perfeitos. Vai saber! Mas o que eu quero dizer é: ainda bem que as coisas são como são! Eu aprendi com Luís Fernando Veríssimo que a versão real da nossa vida, aquela que de fato vivemos, é sempre a melhor de todas porque é a única de fato possível. O restante é fantasia.

E por mais que a gente, vez ou outra, se pergunte “E se eu tivesse aceitado aquele emprego?” , “E se eu tivesse entrado para aquela faculdade?” , “E se eu não tivesse terminado com aquele cara?” , o fato é que a vida é como é, e escolhas são sempre difíceis e sempre significam abrir mão de uma outra possibilidade.

Mas se você por acaso se sente insatisfeito com quem você se tornou hoje, é como minha avó semopre diz: ‘enquanto há vida, há esperança’. Busque para você o que ainda te falta e não abra mão do privilégio de ser uma pessoa única para ser só mais uma igual a tantas outras!

Eu me sinto feliz demais por ter me tornado quem sou hoje, com meus gostos, minhas paixões e meus sonhos, por mais que às vezes eu me sinta meio incompreendida e até solitária. Ainda bem que minha vida foi dessa forma e não de outra! Ainda bem que em uma manhã de 2007 eu resolvi ler Orgulho e Preconceito e não outra coisa qualquer. Porque, parafraseando a Clarice Falcão, se não fosse a Jane Austen não seria eu! ❤

Publicado em Sobre Escrever, Sobre o Amor

Escrever à lápis

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Amor é palavra de se escrever à lápis.
Porque na hora em que se escreve
É difícil realmente saber
Se é amor, de fato.
E se é definitivo.
Não sabemos se precisaremos apagá-la
Um dia…
Do diário da nossa vida
Para depois, em seu lugar,
Vir a escrever
‘paixão’
‘encantamento’
‘fascínio’
‘carência’
‘ilusão’
Ou outro termo mais apropriado
Para o momento em que se der conta
De que não era amor, de fato.

Publicado em Entrevista, Sobre Escrever

Entrevista com a escritora Luana Helena

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  • Quando começou a sua paixão pelos livros? O que você se lembra dessa época?

Bom, segundo meu pai, desde bem pequena eu preferia a seção de livros a de brinquedos no supermercado…rsrs… Eu sempre tive livros, gibis, histórias, fantoches e outras coisas do tipo à disposição. Não sei dizer quando começou, creio que eu já nasci apaixonada.

  • Qual foi o primeiro livro que você leu? Conte um pouco sobre essa experiência.

Outra pergunta que não sei te responder! Livro mesmo eu não me lembro. Lembro muito dos gibis da Mônica. Fui alfabetizada, praticamente, em casa, então os gibis tiveram grande importância. Eu costumava brincar de recortar as personagens e criar novas histórias.

  • Você se lembra do primeiro texto literário que escreveu? (foi uma história, uma poesia… do que você se lembra sobre isso?)

Pensando em publicar, foi o Água de Sereia, em 2013, que nasceu em forma de conto, mas tenho me aventurado desde que me conheço por gente. Com uma cara um pouco mais profissional, escrevi de 2007 a 2010 uma história no meu extinto blog, o Sina Nossa. Tinha um número legal de leitores assíduos, fiz amizades, melhorei minha escrita… Foi uma época bem legal.

  • Quando você percebeu que gostaria de ser escritora?

Eu sempre quis trabalhar com a escrita, mas tinha vergonha de dizer que queria ser escritora. Não queria ser tachada de doida e ouvir aquele papo de que isso não dá dinheiro, então fui procurando alguns caminhos alternativos. Já quis ser jornalista, atriz, tive vários blogs, fiz Letras…. Dei muitas voltas até que resolvi assumir a profissão em maio de 2013.

  • Quais autores fizeram parte da sua formação como leitora e em quais você mais se espelha para a sua escrita?

Nossa… Muitos, mas principalmente os brasileiros. Manoel de Barros, Manuel Bandeira, Machado de Assis, Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Pedro Bandeira, Drummond, Vinícius, Guimarães Rosa… Gosto muito dos clássicos.

A simplicidade e o contato com a natureza do Manoel de Barros me inspiram nos textos infantis, enquanto a Lygia me mostra a profundidade nos contos.

  • Fale um pouco da sua carreira como escritora. 

Sou mãe e autora dos livros Água de Sereia e Um Gigante de Estrelas, lançados, respectivamente, em 2013 e 2014. Tenho mais um título infantil em produção com previsão de lançamento para novembro deste ano, além de um livro de contos ainda sem data de lançamento.

Além de autora, sou minha divulgadora! Sou independente, então tenho que vender meu peixe. Visito escolas, desenvolvo projetos de leitura, faço contação do Água de Sereia, palestras sobre os livros e a vida do escritor… Gosto muito de estar entre os leitores!

  • Como você concilia sua carreira de escritora com a de professora?

Correndo e trabalhando muito! O tempo é curto, mas tento aproveitar da melhor maneira possível, então, reservo duas tardes da minha semana para a divulgação do livro. Para escrever, conto com os pequenos momentos livres…rsrs

  • Qual você considera o momento mais bonito de ambas as carreiras?

Na de professora, quando um aluno que não gostava de ler ou estudar passa a gostar porque ouviu uma palavra boa na sua aula. Isso não tem preço.

Na de escritora, quando criamos sonhos na cabeça do leitor. Um leitor com sonhos é a coisa mais linda de se ver!

  • Qual é o seu maior sonho como escritora?

Ter minhas histórias espalhadas pelo Brasil e também traduzidas em outros idiomas. Como divulgadora do meu trabalho, é palestrar em um evento literário internacional.

  • O que a literatura representa pra você?

Representa o que eu sou e o que me falta ser.

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Para conhecer mais do trabalho da Luana, visite 

https://www.facebook.com/pages/%C3%81gua-de-Sereia/1386122131619318?ref=ts&fref=ts

Publicado em Ficção, John Mayer, Poesia, Sobre Música, Sobre o Amor

My dear

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Vem tocar John Mayer pra mim, meu bem
Porque eu gosto de vê-lo mexer com Neon
E vê-lo sorrir com Dear Marie é tão bom!
(Será que gostas do meu sorriso também?)

Vem iluminar minha noite, meu bem
Com os vagalumes que saem do teu violão
E que dançam pra nós a cada canção.
(Será que vai dar tempo pra Stop this train?)

E se você vier ainda hoje, meu bem
Tem aqui um quarto pra gente incendiar
E se escaparemos desse fogo, não sei dizer

Nem sei que efeitos os teus acordes irão ter
Mas certamente a gravidade me fará deitar
(Será que vou acordar no teu colo, meu bem?)

Publicado em John Mayer, Sobre Música

Top 5 John Mayer – Pra você se sentir melhor

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Olá, pessoas! Já fazia um tempinho que eu não fazia um post aqui só falando de músicas do John Mayer, então resolvi postar hoje mais um Top 5 do John ( \o/ ). Dessa vez quis trazer as minhas preferidas pra gente ouvir e se sentir melhor naqueles dias que a gente está meio tristinho, às vezes até sem motivo ou ainda passando por situações bem complicadas mesmo como o próprio John já passou.
E eu sei que o que o John mais tem são músicas que nos fazem sentir bem e nos tiram da fossa, mas nesse post resolvi não colocar mais de uma música do mesmo CD e nem músicas que eu já tenha mencionado em outros posts.

(Se ficaram curiosos pra conhecer outros Top 5 e outros textos em que falo do John é só acessar a categoria John Mayer. 😉 )

Bem, vamos ao Top 5 de hoje!

1 – Waiting on the day

Essa música totalmente lindinha foi sugestão do Derick (porque realmente foi bem difícil escolher só 5 músicas). Mas eu também amo muito essa música, ela realmente traz uma calma incrível, tanto pela letra quanto pela melodia. Faz mesmo a gente acreditar que um dia tudo vai ser bem melhor!

2 – Shadow Days

O que dizer de Shadow Days? Acho que me faltam até palavras! Foi ouvindo essa música um dia numa rádio que eu pensei “Meu Deus! Que música perfeita!!! Preciso ouvir mais desse homem!” e foi então por causa dela e do Born and Raised como um todo que o John entrou na minha vida pra ficar. E o mais maravilhoso é que foi numa fase muito dramática da minha vida e que tudo que eu mais precisava fazer era deixar os meus dias sombrios pra trás! Ai ai… Muito amor envolvido! ❤

3 – War of my life

War of my life é uma música que só fui ouvir quando comprei o Battle Studies e foi amor ao primeiro acorde. Essa música nos fala sobre enfrentar os problemas da vida, por mais difíceis que possam ser, sobre ser forte e principalmente sobre não desistir e esperar pelo melhor sempre. Esse finalzinho que ele fica dizendo “Fight on” realmente foi tudo que eu precisava ouvir quando tive uma infecção braba no rim ano passado. Eu realmente não tinha escolha a não ser lutar até que acabasse. É como eu sempre digo, o John Mayer tem músicas pra cada momento da minha vida!

4 – Stop this train

Essa não poderia faltar de jeito nenhum! Afinal, quem é que nunca pensou “Ah, cara, não aguento mais” ou “O tempo está passando e não consigo fazer nada que eu quero” e coisas do tipo? Pra mim Stop this train é uma das músicas mais perfeitas que o John já escreveu, que traduz diversas inquietações que todo ser humano tem ao longo da vida. E apesar de eu já ter muitas vezes chorado ouvindo essa música, ela sem dúvida tem uma capacidade inexplicável de nos fazer querer continuar seguindo em frente.

5 – New Deep

E por último, mas de jeito nenhum menos importante, temos New Deep que é uma música que sempre que eu ouço eu paro e penso “Quer saber?! Foda-se”. Porque pelo menos no meu caso, sei que muitas das minhas sofrências são sem razão, são porque eu penso demais, me preocupo demais. Às vezes o que a gente tem que fazer é simplesmente parar de querer entender tudo o que acontece na nossa vida, parar de se preocupar tanto e… só viver! Eu considero New Deep como a versão do John Mayer pra Hakuna Matata! 😀

Bem, pessoas queridas, por hoje é o que temos! Espero que tenham gostado, que tenham se identificado e tenham aproveitado pra conhecer ou ouvir de novo essas músicas tão perfeitas do John! ❤

Fiquem à vontade pra comentar e sugerir músicas para próximas playlists!

Publicado em Filmes e Séries, Sobre o Amor

Final Feliz

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Há pouco mais de 2 semanas atrás eu fui ao cinema assistir a estréia de Cinderela e prometi que faria um texto falando um pouco sobre as minhas impressões a respeito do filme. Como eu sempre sou acusada deser “a spoiler”, resolvi deixar passar um tempinho pra postar o texto e com isso também tive tempo para acrescentar outras reflexões.

Eu cheguei a comentar no facebook que não me encantei em nada com o filme e que ele também não me surpreendeu. Todo mundo sabe que eu amo as animações da Disney e amo os filmes de princesa (animações ou não), mas a Cinderela nunca foi uma das minhas princesas favoritas. A questão da submissão à madrasta sempre foi algo que me incomodou , isso porque acho que eu no lugar dela ia dar um jeito que fazer valer os meus direitos como filha ou simplesmente iria fugir dali, ou sei lá. Mas ainda assim fui ao cinema, pensando que essa versão não-animada do filme poderia trazer novos pontos de vista da história já conhecida, como acontece em Malévola Caminhos da Floresta, mas… não.

Essa versão de Cinderela é muito semelhante à animação de 1950, com exceção de alguns poucos detalhes em relação à mãe da personagem e uma questão política envolvendo o Grão-duque. E apesar de ter havido um pouco mais de conversa entre Cinderela e o príncipe antes de se apaixonarem perdidamente um pelo outro (aff), ainda não foi o suficiente pra me convencer. Já falei um pouco sobre essa questão de encontrar o ‘amor verdadeiro’ no post sobre A Pequena Sereia , mas aqui quero ressaltar outras duas questões que me levaram a pensar: a necessidade do príncipe e o final feliz.

Eu tenho que confessar que ainda me surpreende nem tanto o fato de que essas histórias de amor à primeira vista entre duas pessoas mega lindas ainda façam sucesso nos dias de hoje, mas principalmente o fato de ainda ter meninas/mulheres que acham que:

1 – existe um príncipe encantado (lindo, cavalheiro e rico) procurando por elas em algum lugar;
2- elas PRECISAM dele para serem felizes.

Vamos lá. Eu não sou cética e na verdade acredito muito no amor. Só não acredito em príncipes encantados (não mais). Acredito sim em caras legais, que tenham sensibilidade pra música e livros, que gostem de conversar com você e que te dão o devido valor e atenção e que não são perfeitos, mas são capaz de fazer com que qualquer momento seja perfeito quando vocês estão juntos. Esperar por esse cara sim eu acredito que valha a pena. PORÉM…

Ninguém PRECISA de ninguém pra ser feliz (também já falei disso aqui). Há um tempo atrás eu li um texto que dizia que não devemos procurar um amor pra preencher um espaço vazio, mas sim um amor que nos transborde. E eu acho que é bem por aí. Em primeiro lugar a gente tem que se sentir feliz com a gente mesmo, com quem a gente é, com nosso jeito, com nossos gostos, com nossos amigos, com nossa vida. E quando o seu amor vier ele só irá completar a felicidade que você já traz em si e você terá novos motivos para ser feliz.

*

Bem, vamos à segunda questão: o final feliz.
Outro dia eu estava conversando com o Derick sobre essa ideia de ‘final feliz’ e o quanto isso passou a me incomodar a partir do momento em que parei pra pensar um pouco mais sobre essa expressão. Por que será que tanta gente (e até eu mesma há um tempo atrás) tem esse sonho de ter um final feliz? Por que só no final? Por que esperar? Por que deixar pra ser feliz depois?

É como se a gente nunca fosse capaz de ser feliz com o que nós já possuímos. Isso é uma ingratidão gigante se a gente começar a considerar quanta felicidade existe em cada ‘pequena’ coisa que nós temos ou que podemos fazer. Eu, por exemplo, me sinto tão feliz por saber ler! Parece idiota, talvez até seja, mas é um conhecimento que eu tenho e que me ajuda a sim a ser feliz! E o que eu desejo pra mim não é um final feliz e sim um caminho feliz. Desejo ser continuamente feliz. Até porque, que final seria esse?

Esses filmes mostram apenas um recorte da vida e o que chamamos de ‘final’ não é final absolutamente. Final seria se os dois morressem e aí, curiosamente, as pessoas diriam se tratar de um desfecho trágico e triste, nunca de um final feliz. O que nos leva a concluir que esse tal ‘final feliz’ é uma grande utopia, assim como o ‘daqui a pouco’ ou o ‘amanhã’. Se estamos ainda vivos, não há final absolutamente (sei que já usei essa palavra ali em cima, mas ela é tão legal 🙂 ).

E pra terminar esse post bem piegasmente eu digo:
Seja feliz hoje, sinta-se completo, não adie sua felicidade pra outra hora e nem a deixe depender de mais ninguém.
Seja feliz by yourself e along the way! ❤

Publicado em Sobre o Amor

Como coisa que se escreve na areia da praia…

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Como coisa que se escreve na areia da praia, seja por inspiração da paisagem ou por recordação que nos vem à mente sem querer, assim é o amor insistente. Quando não é atropelado por alguém que caminha despreocupado, é a tua palavra ali escrita desfeita por inesperada onda. Assim é o amor insistente, aquele que se está a escrever eternamente em superfície fugaz, só pelo prazer que se sente em deixar na natureza a tua marca. Mas é marca efêmera, logo passa. Logo é levada a passar. O instinto de quem ama é insistir, e é mania de quem escreve querer escrever em todo lugar. É natural a ilusão humana de que as coisas foram feitas pra durar. O amor insistente é a luta constante de querer continuar a escrever na areia da praia, mentindo sempre a si mesmo, como se as ondas e os pés alheios fossem coisas que se pudessem dominar.