Publicado em Filmes e Séries, Sobre o Amor

Final Feliz

cinderela

Há pouco mais de 2 semanas atrás eu fui ao cinema assistir a estréia de Cinderela e prometi que faria um texto falando um pouco sobre as minhas impressões a respeito do filme. Como eu sempre sou acusada deser “a spoiler”, resolvi deixar passar um tempinho pra postar o texto e com isso também tive tempo para acrescentar outras reflexões.

Eu cheguei a comentar no facebook que não me encantei em nada com o filme e que ele também não me surpreendeu. Todo mundo sabe que eu amo as animações da Disney e amo os filmes de princesa (animações ou não), mas a Cinderela nunca foi uma das minhas princesas favoritas. A questão da submissão à madrasta sempre foi algo que me incomodou , isso porque acho que eu no lugar dela ia dar um jeito que fazer valer os meus direitos como filha ou simplesmente iria fugir dali, ou sei lá. Mas ainda assim fui ao cinema, pensando que essa versão não-animada do filme poderia trazer novos pontos de vista da história já conhecida, como acontece em Malévola Caminhos da Floresta, mas… não.

Essa versão de Cinderela é muito semelhante à animação de 1950, com exceção de alguns poucos detalhes em relação à mãe da personagem e uma questão política envolvendo o Grão-duque. E apesar de ter havido um pouco mais de conversa entre Cinderela e o príncipe antes de se apaixonarem perdidamente um pelo outro (aff), ainda não foi o suficiente pra me convencer. Já falei um pouco sobre essa questão de encontrar o ‘amor verdadeiro’ no post sobre A Pequena Sereia , mas aqui quero ressaltar outras duas questões que me levaram a pensar: a necessidade do príncipe e o final feliz.

Eu tenho que confessar que ainda me surpreende nem tanto o fato de que essas histórias de amor à primeira vista entre duas pessoas mega lindas ainda façam sucesso nos dias de hoje, mas principalmente o fato de ainda ter meninas/mulheres que acham que:

1 – existe um príncipe encantado (lindo, cavalheiro e rico) procurando por elas em algum lugar;
2- elas PRECISAM dele para serem felizes.

Vamos lá. Eu não sou cética e na verdade acredito muito no amor. Só não acredito em príncipes encantados (não mais). Acredito sim em caras legais, que tenham sensibilidade pra música e livros, que gostem de conversar com você e que te dão o devido valor e atenção e que não são perfeitos, mas são capaz de fazer com que qualquer momento seja perfeito quando vocês estão juntos. Esperar por esse cara sim eu acredito que valha a pena. PORÉM…

Ninguém PRECISA de ninguém pra ser feliz (também já falei disso aqui). Há um tempo atrás eu li um texto que dizia que não devemos procurar um amor pra preencher um espaço vazio, mas sim um amor que nos transborde. E eu acho que é bem por aí. Em primeiro lugar a gente tem que se sentir feliz com a gente mesmo, com quem a gente é, com nosso jeito, com nossos gostos, com nossos amigos, com nossa vida. E quando o seu amor vier ele só irá completar a felicidade que você já traz em si e você terá novos motivos para ser feliz.

*

Bem, vamos à segunda questão: o final feliz.
Outro dia eu estava conversando com o Derick sobre essa ideia de ‘final feliz’ e o quanto isso passou a me incomodar a partir do momento em que parei pra pensar um pouco mais sobre essa expressão. Por que será que tanta gente (e até eu mesma há um tempo atrás) tem esse sonho de ter um final feliz? Por que só no final? Por que esperar? Por que deixar pra ser feliz depois?

É como se a gente nunca fosse capaz de ser feliz com o que nós já possuímos. Isso é uma ingratidão gigante se a gente começar a considerar quanta felicidade existe em cada ‘pequena’ coisa que nós temos ou que podemos fazer. Eu, por exemplo, me sinto tão feliz por saber ler! Parece idiota, talvez até seja, mas é um conhecimento que eu tenho e que me ajuda a sim a ser feliz! E o que eu desejo pra mim não é um final feliz e sim um caminho feliz. Desejo ser continuamente feliz. Até porque, que final seria esse?

Esses filmes mostram apenas um recorte da vida e o que chamamos de ‘final’ não é final absolutamente. Final seria se os dois morressem e aí, curiosamente, as pessoas diriam se tratar de um desfecho trágico e triste, nunca de um final feliz. O que nos leva a concluir que esse tal ‘final feliz’ é uma grande utopia, assim como o ‘daqui a pouco’ ou o ‘amanhã’. Se estamos ainda vivos, não há final absolutamente (sei que já usei essa palavra ali em cima, mas ela é tão legal 🙂 ).

E pra terminar esse post bem piegasmente eu digo:
Seja feliz hoje, sinta-se completo, não adie sua felicidade pra outra hora e nem a deixe depender de mais ninguém.
Seja feliz by yourself e along the way! ❤

Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

2 comentários em “Final Feliz

  1. Sim, é isso! A felicidade é o caminho (mesmo com tropeços) para a busca do final feliz. E concordo também em dizer que a felicidade está em pequenas coisas, mas que são constantes. (Um café da manhã com pão com manteiga, acordar tarde no sabado, assistir um filme num domingo à tarde, receber um smile 😉 de quem se gosta, receber um Bom dia dos amigos, lembrar de uma música favorita, cantar uma música no karaoke, ir a um show, descobrir que um aluno tirou 10,0 na sua prova, receber um elogio de algo que você fez… Poderia ficar horas escrevendo, mas isso tudo é felicidade).

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