Publicado em Curtas de amor

Décimo oitavo amor

Talvez o primeiro amor não seja o seu amor mais especial.
Não precisa ser.
Talvez não seja o amor que você vai lembrar pra sempre e que vai te fazer suspirar e libertar aquele sorrisinho envergonhado dos 13 anos de idade.

Pode ser que o seu amor mais especial seja aquele mais louco e nada a ver.
Aquele que você viveu por poucas semanas.
Aquele amor que só durou enquanto tudo era só beijo e bagunça e roupa jogada no chão.

Pode ser o seu amor mais especial aquele que vocês viveram com tanta intensidade que nem deu tempo pra você notar que era amor. Mas hoje você sabe que era. E que foi bom. E sente falta.

É esse amor que te faz libertar aquele sorrisinho malicioso que você só aprendeu o significado depois dos 20, que ainda te deixa sonhando acordada.
Talvez seja esse mesmo, quebrando todas as expectativas clichês, o seu amor mais especial.

Publicado em Sobre Música

5 bandas que mudaram minha vida! (História da Música na minha vida)

Pra falar de coisas na minha vida que me fizeram ser a pessoa que eu sou hoje, eu não poderia deixar de falar em música, mais uma vez. A minha família nunca foi muito ligada a música, quer dizer, não tenho nenhum músico na família e nenhum dos meus parentes mais próximos são muito de ir a shows e outros eventos que envolvam música. Além do mais, durante toda a minha infância as músicas que eu conhecia eram só músicas evangélicas, porque era o que se ouvia lá em casa. A coisa começou a mudar pra mim quando eu comecei a ouvir Rádio Cidade e assistir MTV escondida. Hahaha

Mas bem, sem mais delongas, vamos à listinha das 5 bandas que mudaram de alguma forma a minha vida.

1 – Legião Urbana

Música preferida: Perfeição

Eu não poderia começar falando de outra banda que não fosse Legião! É até hoje uma das bandas que mais ouço, mais gosto e com mais músicas que me inspiram a escrever (mesmo que indiretamente).

Lembro até hoje do meu primeiro contato com a banda, eu tinha uns 11 anos e estava fazendo uma pesquisa de português em um livro da minha prima. E eis que folheando o tal livro eu encontrei a letra de “Eduardo e Mônica”. Achei a história super fofa e fiquei chocada de saber que era uma música. Fiquei mega curiosa pra saber como aquilo tudo poderia ser cantado. Agora já não sei dizer como eu fiz pra ouvir a música naquela ancestral época em que eu não tinha computador em casa e nunca tinha nem acessado a internet na vida. Mas sei que eu ouvi e me apaixonei.

Fiz questão de aprender a letra toda e quando fiquei sabendo da existência de “Faroeste Caboclo” fiz o mesmo! Me orgulho de dizer: “sim, cara, eu sei a letra toda de “Faroeste Caboclo”.

Passei e ainda passo muitas tardes da minha vida viajando ouvindo Legião e pensando no quanto o Renato Russo foi um cara incrível e em tantas coisas parecido comigo. Ainda quero bater um papo com ele. Espero que seja possível!

2 – Charlie Brown Jr.

Música preferida: Não uso sapato

Hoje em dia eu não tenho mais a coragem de dizer pra ninguém que eu tenho uma banda favorita, mas dos 12 aos 13 anos de idade eu saía sim dizendo por aí que minha banda favorita era Charlie Brown!

A primeira música que eu ouvi do Charlie Brown foi “Vou te levar” porque era tema de Malhação. Mas como sempre tocava na Rádio Cidade eu acabei conhecendo várias outras e sempre que tocava eu gravava em uma das minhas fitas.

Pausa pra dizer que sim: eu passava minhas tardes de início dos anos 2000 sentada na frente do rádio esperando tocar minhas músicas preferidas pra gravar na fita e ouvir depois no meu lendário walkman. ❤ Era legal, mas não sou saudosista, prefiro baixar da internet mesmo. Vamos continuar.

Na minha escola algumas meninas tinham uma situação melhor que a minha e tinham CDs do Charlie Brown. Você está achando que eu peguei emprestado e copiei pra mim? Não, eu peguei emprestado e gravei na minha fita.

Charlie Brown me ajudou muito na minha revolta de pré-adolescência. Foi realmente muito marcante pra mim, apesar de depois de um tempo eu ter parado de ouvir com tanta frequência.

3 – Blink 182

Música preferida: I miss you

Cara… Blink! ❤ Blink mudou tanto minha vida que eu nem sei muito o que dizer! A primeira música do Blink que eu ouvi foi “Feeling this”. E eu não apenas ouvi, mas vi também esse clipe na MTV e falei: “Que maneiro!” Eu já estava naquele estilo meio querendo ser skatista e loucona por conta do Charlie Brown, com Blink então eu praticamente incorporei um novo estilo na minha vida!

Aos 13 anos eu ganhei um diskman! \o/ Um presente que mudou totalmente minha vida! O cd era mais prático , não precisava rebobinar e eu já pedia pra minhas amigas gravarem os CDs delas pra mim e até tinha alguns com artistas variados e tal! Foi tudo de bom!

E foi por causa de Blink 182 que eu quis fazer curso de inglês. Eu queria entender as músicas sem precisar ver a tradução. E até minha mãe poder me colocar no curso eu ficava lá tentando entender e traduzir horrivelmente todas as letras com a ajuda do meu limitadíssimo dicionário escolar. “I miss you” foi a primeira música em inglês que eu aprendi a cantar toda sabendo de verdade a letra toda.

Blink é até hoje uma das bandas que moram no meu coração, que eu curto muito ouvir e que representou uma fase, musicalmente falando, que marcou muito a minha vida.

4 – System of Down

Música preferida: Toxicity

System foi a primeira banda de rock mais pesado que eu ouvi. E juro pra vocês que eu pensei que alguma coisa de ruim poderia me acontecer ouvindo esse tipo de música. Mas eu vi que não aconteceu nada e que era super de boa e que eu me sentia muuuuuito muito bem ouvindo System! Mergulhei de cabeça! \o/

System of a Down é uma das poucas bandas que nunca saiu das minhas playlists, do walkman até o celular, desde que eu ouvi pela primeira vez! E como na época que a banda começou a ser conhecida e tal eu já tinha mais recursos e já tinha uma noção melhor de inglês eu fiquei apaixonada também pelas letras do System. Ainda vou em algum momento da minha vida escrever na parede do meu quarto: Somewhere between the sacred silence and sleep. A desordem já está instaurada então nem precisa escrever. 😉

Lembro de quando eles lançaram B.Y.O.B. em 2005! Noooossa! Eu ouvia todo dia (no fone) e dançava muito! Ainda demorou um tempinho pra eu poder ouvir System no último volume em casa. Mas quando esse dia chegou, foi muito lindo! ❤

Um aviso: se a gente estiver em um barzinho, show, whatever e começar a tocar System, esquece da Thaís! Porque eu vou dançar e pular e cantar como se não houvesse amanhã! ❤

5 – Epica

Música preferida: Cry for the moon

E como essa listinha veio em ordem cronológica, pra fechar tenho que falar de Epica que foi uma banda que conheci em 2007. Até o momento foi a última que teve um papel marcante na minha vida.

Fiquei muito encantada com Epica por ser uma banda que juntava dois lados meus, uma coisa mais fofinha (o que falar da voz maravilhosa da Simone?), aquela coisa do piano, violinos e tal e também o escândalo, os gritos e a revolta!!!

Por causa de Epica eu entrei em aula de canto, aula de teclado e inventei de ficar ruiva. Sim eu queria bastante ser a Simone Simons e ser vocalista de uma banda. Eu acompanhei durante um bom tempo a banda, e era bem fãzona mesmo. Tinha um álbum no Orkut só com fotos da banda. Além disso o meu querido e lendário baixista amado Yves Huts foi por um bom tempo minha proteção de tela no PC. E na verdade secretamente eu também queria me casar com ele.

Divo! ❤

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Bem, encerro essa listinha com alegria, alguma saudade e um certo aperto no peito porque são muitas as bandas que eu amo e que me marcaram de alguma forma. Foi difícil ter que deixar de lado Nirvana, Aerosmith, Bon Jovi, Pearl Jam, ForFun, Creed, Oasis, Guns’n Roses, The Cure, Coldplay, ACDC… Enfim! É muita banda! Hahaha

Mas foi ótimo relembrar um pouco da minha história com a música pra compartilhar com vocês! Comentem também sobre bandas que mudaram suas vidas!

Publicado em Curtas de amor, Poesia

Amor carioca (Soneto)

Meu amor é todo praiano,
Meio boêmio, meio leviano.
Adora uma rede e levanta tarde,
De dia dorme, de noite arde.

Meu amor não tem muito dinheiro,
Mas sabe amar de corpo inteiro.
No calor o mar, no frio a cama,
Se sente saudades logo me chama.

Meu amor é poeta de periferia,
Tudo que vê vira poesia,
Da rua lotada ao céu nublado.

Eu ando orgulhosa com ele do lado!
Afinal meu amor sabe o que faz e diz
E sabe como ninguém me fazer feliz.

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Thaís Bartolomeu – 2015

Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Ser Você

Não julgue um livro pela capa

Muita gente não sabe, mas o meu querido e amado livro da Jane Austen Orgulho e Preconceito iria originalmente se chamar Primeiras Impressões. Não sei bem porque a Jane resolveu mudar, mas de toda forma, o livro ainda tematiza muito isso de criar uma imagem muitas vezes equivocada de alguém baseada nas primeiras impressões que se tem da pessoa.

Apesar de todo mundo já ter ouvido o ditado “Não julgue um livro pela capa”, a gente ainda faz isso e muito na nossa vida! E no post de hoje eu queria ir ainda um pouco além, porque muitas vezes mesmo depois de abrir o livro a gente continua julgando mal. Por que será?

Algumas outras vezes já cheguei a dizer aqui o quanto eu acho que as pessoas são complexas. Ninguém é uma coisa coisa. Todos nós somos múltiplos, temos gostos e aptidões que as vezes parecem não ter nenhuma relação, tipo gostar de poesia e ser lutador de UFC. E mesmo não sendo tão radical assim, acho que todos nós temos as nossas “discrepâncias”.

E acontece que assim que conhecemos uma pessoa, nós temos acesso só a uma parte dela. Pode ser que a gente a tenha conhecido num dia ótimo e ela estava radiante, ou num dia totalmente bosta e ela estava por aí dizendo que nada na vida dela dá certo. Então se a gente for levar em conta aquele outro ditado que diz que “A primeira impressão é a que fica”, imagine quanta gente nós já excluímos da nossa vida porque tivemos o azar de conhecê-la em um dia em que estava vivendo um dia de cão?

Infelizmente o contrário também acontece muito! Às vezes começamos uma amizade com alguém que estava vivendo um momento da vida super legal e parecido com o nosso e por isso houve uma identificação quase total! Mas aí, vai passando o tempo, a vida vai trazendo novas circunstâncias e a gente acaba percebendo que aquela pessoa não tem tem nada a ver com a gente e que não é nada do que a gente pensava. E isso também acontece muito em relacionamentos amorosos.

E é por esse motivo basicamente que eu não acredito nesse tal “Amor à primeira vista”. Porque à primeira vista todo mundo é só 1% daquilo que é. Quem me ver batendo cabeça loucamente em um show de rock e achar que sou o amor da sua vida só por causa daquele momento estará cometendo um grande erro. Assim como um cara que vir toda fofinha declamando um poema meu em um sarau.

Nós não somos nem temos que ser só uma coisa. Eu não sou só a apaixonada por rock, nem só a poetisa, nem só a blogueira ou só a fã do John Mayer. Eu e todos nós somos muitas coisas! Como seria bom se todas as pessoas interessadas em nos conhecer tivessem a disposição de nos conhecer de verdade, de passar muito tempo conversando e sair juntos algumas vezes pra ver como nós somos nas mais diversas situações. Por isso eu acho que só ama de verdade quem conhece a pessoa por inteiro a aceita mesmo assim.

Então além de não se deixar levar pelas aparências, também não podemos nos prender a apenas uma lado de uma pessoa para querer entendê-la. Conhecer uma pessoa é uma tarefa que, infelizmente, poucas pessoas querem fazer hoje em dia. E assim vão se fazendo relacionamentos cada vez mais efêmeros e superficiais.

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Leia também Para quando você conhecer uma pessoa

Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida

Top 5 – Filmes que marcaram minha adolescência

Aqui estou eu novamente pra falar de filmes que eu amo muito! filmes que marcaram minha infância, isso porque durante a adolescência eu vi beeeem mais filmes e foram muitos o que me marcaram de alguma forma. Então aqui vão 5 que tem um lugar muito especial no meu coração!

1 – High School Musical

Resolvi começar com um da Disney  porque é muito amor! E não tem como não amar High School Musical! Primeiro porque eu adoro musicais e além disso o enredo até hoje me faz pensar em muitas coisas. Como é difícil a gente admitir que não precisamos ser só uma coisa ou se dedicar só a um assunto que nos interessa. Nós podemos sim gostar de matemática e literatura, de dançar balet e lutar jiu-jitsu. ❤

E fora que foi com High School Musical que eu aprendi o que significa Status quo. 😉

2 – Nunca fui beijada

Esse filme é muito minha vida! Não porque eu ainda não tenha sido beijada, mas eu levei um certo tempinho pra perder o BV (me senti muito adolescente falando isso). Mas eu fui a última das minhas amigas a dar o primeiro beijo e isso acabava sendo uma coisa chata, né! E nessa época esse filme me dava um conforto sem igual! E mesmo depois de já ter beijado alguém, Nunca fui beijada ainda faz muito sentido na minha vida. Afinal de contas ainda espero encontrar um cara tão maneiro e inteligente e incrível quanto o Sam!

3 – Orgulho e Preconceito

Como não falar desse filme que é tão tudo pra mim? Antes de assistir a essa versão lindona de 2005 protagonizada de pelo Matthew que é o Mr. Darcy dos meus sonhos, eu já tinha lido o livro e já tinha me apaixonado pela história. Ver tudo acontecendo ali na minha frente, os bailes, a milícia chegando na cidade… ai ai! Foi muito amor! Tanto amor que assim que eu pude eu comprei o DVD. Daí além de assistir o filme quase todo dia por um bom tempo eu também ficava vendo e revendo aquele final alternativo que me faltam palavras pra expressar o quanto eu amo de tão lindinho que é! E sem falar das cenas extras… Enfim! Não posso ocupar o post todo só falando desse filme! hahaha

4 – Vivendo na eternidade

Acho que esse filme não é muito conhecido mas vale muito apenas assistir! Ele é muito lindinho e trás uma reflexão muito interessante sobre o que é a vida, o amor e sobre o valor do tempo. Vai aqui uma sinopse breve.

A história se passa no início do século XX e a protagonista Winnie conhece e se apaixona por um rapaz chamado Jesse. Com a convivência com ele, ela acaba descobrindo uma realidade bem diferente da que conhecia de ficar sempre presa em casa, limitada pelas regras sociais. Porém, pra que ela pudesse ficar com ele, teria que fazer uma escolha que mudaria tudo na sua vida. (Eu sou péssima com sinopses porque eu sempre acabo dando um spoiler.)

Enfim, assistam esse filme assim que puderem! Ele muda a nossa percepção das coisas e é muito amor e tem um final surpreendente. (Sou péssima com sinopses :/ )

5 – Escola de Rock

E pra fechar não poderia faltar Escola de Rock! Vi muuuito esse filme e, aliás, sempre que está passando eu paro pra ver e cantar junto, é lógico!

Como eu queria que acontecesse algo do tipo na minha escola! Do dia pra noite todas as matérias seriam relacionadas a rock e música!!! \o/ E como seria tudo ter um professor como o Jack Black!

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Bem, gente, esse foi o Top 5 de hoje! Espero que tenham gostado e se identificado! Eu, particularmente adorei fazer esse flashback pra vocês! ❤

Publicado em Curtas de amor

Rodrigo

De todas as superfícies incomuns que já usei pra escrever um poema, as tuas costas sempre vão ter a minha preferência.

Já foram muitos guardanapos, papeizinhos que as pessoas distribuem na rua, envelopes de banco, notinhas do cartão e até dinheiro. Mas o que poderia ter mais valor do que esse infinito branquinho, salpicado com pintinhas por toda parte?

“Você parece um sorvete de flocos!” – eu te disse quando te vi sem camisa pela primeira vez. Naquela ocasião foi devido ao calor pós-show, mas na vez seguinte o que te fez tirá-la foi o calor pré-sexo.

Mas depois, como dormir com o coração palpitando tantas palavras diante de um espaço em branco tão lindo assim me chamando?!

“Quero escrever um poema pra você… em você… Posso?”

“A partir de hoje sou teu caderno, pequena.”

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Amor em meio ao medo
falha.
Amor, se é meio a meio,
fica.

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Projeto – Conheça a nossa banda!

Não há como negar que sou um pessoa apaixonada por música e que eu adoro conhecer música nova.
Então, pensando em poder ajudar a divulgar um pouco o trabalho de bandas que estão começando a carreira e/ou ainda não são conhecidas por um grande público, resolvi criar esse projeto especial para o mês de julho.

A ideia é bem simples:

As bandas interessadas em ter uma entrevista sua divulgada aqui no blog e também na página do facebook, possibilitando que mais gente conheça não só as músicas mas também um pouquinho mais da trajetória de vocês, devem responder a essas 10 perguntas que estão aqui embaixo e enviar para o e-mail praquedormir@gmail.com até o dia 29 de junho. Farei um post na página com os nomes de todas as bandas selecionadas no dia 01 de julho.

Vou escolher a entrevista de 10 bandas pra postar aqui ao longo do mês de julho, às quintas e sextas. Fiquem à vontade pra mandar também fotos e vídeos. E não esqueçam de colocar links para baixar EP/CD, Soundcloud, Facebook e tudo mais que quiserem divulgar. Durante julho todo também farei posts na página com trechos das letras que eu gostar mais e compartilhar vídeos das músicas!

*Isso não chega a ser uma regra pra participar, mas se você se interessarem em curtir a página no facebook, compartilhar com os amigos etc, será bem bacana. 😉

Estou ansiosa pra conhecer a sua banda! \o/

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1- Como e quando vocês se conheceram?
2- Como surgiu a banda? (contem um pouco sobre a história da formação)
3- Como funciona a composição das músicas? (em conjunto, cada um faz um pouco etc… comentar um pouco sobre esse processo)
4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
8- Quais são os projetos atuais de vocês?
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
10- O que a música representa pra vocês?

Publicado em Sobre Música

Ter uma banda

Ter uma banda é um desejo comum a muitos daqueles que se apaixonam pela música. É um sonho que geralmente surge na adolescência, na época da escola, e talvez por isso a ideia de ter uma banda ainda é considerada por muitos como uma coisa infantil. Tanto é que, quando alguém te pergunta o que é que você faz da vida, se você responde “Ah, eu toco numa banda”, é provável que a pessoa faça perguntas do tipo “Mas você não trabalha? Você SÓ toca nessa banda aí e pronto? Não faz mais nada da vida não?”. É triste, mas é uma realidade!

O mais curioso é esse ar com que muitos falam, como se ter uma banda fosse algo simples, tipo: cada um pega seu instrumento e toca enquanto um lá canta e beleza. Mas ter uma banda é um desafio. Ou melhor, são vários. Primeiro tem o desafio de montar a banda, achar pelo menos mais duas pessoas com quem você tenha o mínimo de afinidade e compatibilidade musical. O outro desafio é que uma dessas duas pessoas tem que saber tocar bateria! Eu me atrevo a dizer que encontrar o baterista é um desafio nível master! Acho que pra cada 500 garotos que se interessam por tocar violão (que é só um pulo pra guitarra e baixo) tem 50 que decidem aprender bateria.

Mas OK, tendo pelo menos um que cante e toque guitarra, um pra tocar baixo e outro na bateria aí está a banda! \o/

Porém… isso ainda é só a ponta do iceberg. Vocês ainda precisam arrumar lugar pra ensaiar e depois de muito ensaio lugar pra tocar. Geralmente começa na escola, parte pra eventos locais ainda pequenos e depois de um tempo um barzinho aqui, outro ali até que vocês percebem que não querem mais viver só de cover! Vocês querem o seu som, com a sua cara! Vocês querem as pessoas cantarolando a música de vocês pelas ruas! E é aí que ele entra: o poeta da banda!

Às vezes acontece de o poeta da banda nem deixar o resto do pessoal saber que ele é poeta. Só resolve mesmo mostrar o que escreve porque afinal vocês querem uma música e ele já tem alguns rascunhos “Não é nada demais”, ele diz. E depois de muito rabiscar e apagar, tentar nesse tom, tentar um tom abaixo, colocar mais esse arranjo, encaixar um solo ali e… eis que fica pronto o primeiro single!

Hoje em dia com a internet ainda é mais fácil de divulgar seja lá o quê que você decida divulgar. Então depois de passar uns meses ensaiando muito e juntando dinheiro, lá vão vocês pro estúdio gravar o single pra então divulgar em todo grupo, toda página, todo espaço possível e imaginável aquela querida primeira música, o filhinho de vocês.

Até aí muita coisa boa já aconteceu, mais gente já conhece a banda, vocês já foram chamados pra fazer shows maiores, mas… dinheiro que é bom continua brabo!

Ter uma banda é muito mais paixão do que qualquer outra coisa! Se você não continuar sendo aquele guri apaixonado por música lá da tua adolescência, você não vai superar os vários ensaios desmarcados porque não havia dia no calendário em que todos pudessem ir; não vai aguentar o desdém com que outras bandas vão olhar pra vocês ‘meros iniciantes’ e muito menos passar por cima daquela experiência horrível do show em que deu tudo errado.

Porque, na verdade, até as coisas começarem a dar certo mesmo, até vir o reconhecimento do trabalho e do talento, é um caminho longo pra maioria dos artistas. É por isso que ter uma banda é sonho de muitos,  mas manter e seguir com uma banda acaba sendo realidade só de alguns porque não são todos os que conseguem abrir mão às vezes até da própria vontade e individualidade pra ver a coisa funcionar.

Mas, se vale a pena? Sim, com certeza! Não há nesse mundo sonho que seja feito com paixão que não valha a pena. ❤

Publicado em Poesia

12 de junho, Avenida Amaral Peixoto

Te amo tanto, meu bem!
Amo tanto que ando pelas ruas fazendo rimas pra você.
Ando distraída, às vezes tropeço,
Às vezes sinto um carro passar coladinho de mim.
E de cada distração surge um versinho pra você, meu bem!
Vou rimando o verde do semáforo com o verde dos teus olhos.
E quando o sinal fica vermelho, eu rimo com as tuas bochechas.

Te amo tanto, meu bem!
Amo tanto que a cidade fica toda poética.
O burburinho, os camelôs e as buzinas
Viram melodia das canções que vou compondo.
Tudo vem pra me ajudar a te dizer, meu bem,
Com as palavras mais bonitas e comuns que eu te amo um tantão assim:
De ponta à ponta da Amaral Peixoto.

Publicado em Entrevista, Sobre Música

Entrevista com o músico e escritor Pippo Pezzini

  • Você tem projetos tanto na literatura quanto na música. Como é a sua relação com essas duas artes?

Elas se complementam. Preenchem espaços diferentes no meu âmago, mas em algum momento, acabam se encontrando numa poesia musicada, quando escrevo e escuto música. O que muda é a linguagem, a forma e a técnica. Não consigo viver sem as duas. Como diria Nietzsche: Sem a música, a vida seria um erro. E completo: Sem a literatura também.

  • O que veio primeiro na sua vida, o desejo de ser músico ou de ser escritor? Como foi isso pra você?

A música esteve sempre presente na minha vida. Ouvia meu pai cantando quando era pequeno, ficava mexendo nos discos e ouvindo. Sempre tive um fascínio. Passei uma parte da infância no Japão, então tive aulas de música na escolinha. Quando vim para o Brasil, só fui estudar aos 12 anos, no caso, Violão. Ficava encantando de assistir as bandas tocando em palcos enormes, sempre tive esse desejo de ser um rock star. A escrita veio bem mais tarde, depois dos 18 anos.

  • Você se sente capaz de se expressar melhor em uma dessas duas artes mais do que na outra? Por quê?

Sentia. Pois não gostava das minhas composições musicais. Agora já me sinto seguro pra compor, mas é bem diferente do que escrever. A música pode movimentar sentimentos que jamais podem ser transpostos à linguagem literária.

  • Fale um pouco da sua trajetória como músico.

Comecei a estudar com doze anos. Aos quinze, toquei pela primeira vez num palco. E não foi pouco, tinham 700 pessoas ocupando um teatro. Fato que me marcou muito e me fez aspirar essa carreira. Desde então, toquei em diversas bandas, em mil lugares, eventos, bares, shows, praças, parques, ruas. Tive oportunidade de fazer uma canja com artistas nacionais, como Detonautas, Fresno, entre outros. Abri shows de muitas bandas nacionais, e já cheguei a tocar para um público de 20 mil pessoas. Muita estrada, experiências e histórias que dariam um livro. Toco diversos instrumentos, mas gosto de cantar e tocar violão/guitarra.

  • Que cantores e/ou bandas mais te inspiram e influenciam?

Difícil escolher. Mas estou numa fase de apreciação da música brasileira e latina. Escutando muita coisa. De Caetano à Perota Chingó.

  • Fale um pouco dos seus projetos musicais atuais, o Ar-te Livre e o seu EP ‘Bucólico’.

O embrião do Ar-te Livre foi uma construção de uma ideia que tive o ano passado, com meu amigo Eduardo Siqueira, parceiro de projetos musicais. Amadureci a ideia de tocar nas ruas, praças e parques e pus em prática no início desse ano, em Florianópolis, sozinho. Mas me senti muito solitário (risos), fato que me fez recrutar outros músicos para integrar esta proposta de levar arte ao ar livre, livre de custos. Tudo aconteceu muito rápido, estamos na crista da onda, muito felizes com a repercussão do projeto. O nome da banda é Maragá, e o projeto é Ar-te Livre.

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O EP foi uma necessidade que eu tive de registrar as canções que compus. Uma estreia nesse universo autoral. Prezei pela sinceridade e funcionou. As músicas foram bem recebidas, apesar de terem esse clima ‘’bucólico’’. Estou feliz, mas louco pra gravar novas canções, desta vez com banda.

  • Além desses, você tem algum outro projeto envolvendo música em andamento?

Eventualmente sou convidado para tocar como instrumentista em algumas bandas, mas nada fixo. Estou evitando me envolver, pois não tenho tempo para doar. Às vezes é melhor ter um projeto e dar foco total nele.

  • Agora comente um pouquinho da sua carreira como escritor.

Bem, vamos lá. Acho que só me senti um pouco escritor após lançar o primeiro livro. Comecei a escrever depois do ensino médio, por pura necessidade de expressão. Em blogs, diários, cadernos, e depois em redes sociais. Chegou um momento (2013) em que senti que tinha material para organizar um livro. Fiz a seleção e misturei contos, crônicas e poesias. Fiz toda a edição, até a capa e contracapa. Peguei o acerto de um emprego e investi na publicação. Em 2014 fui premiado na cidade onde resido (Caxias do Sul – RS), no concurso literário, na categoria de contos. Participei da feira do livro no lançamento dessa antologia. Em 2015, tive o prazer de lançar meu primeiro romance pela editora quatrilho, financiado pelo financiarte, ‘’Tempestade de Outono’’. Penso que já fiz muita coisa desde que me propus a escrever seriamente. E a melhor parte é receber mensagens de pessoas que se beneficiam e se identificam com a minha escrita, me sinto útil levando arte e reflexão.

  • Você está lançando agora o seu segundo livro, Tempestade de Outono. Conte um pouquinho sobre esse trabalho em relação aos anteriores.

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Este é o primeiro romance. A história mais longa que escrevi até então. Conta a história de um escritor vivencia um outono depressivo e turbulento. Encharcado de questionamentos existenciais, entranhado por elementos policiais. Utilizo da metalinguagem, meu personagem escreve dentro meu livro. Foi uma aventura escrever esse romance, e é um orgulho enorme vê-lo pronto, acessível a todos.

  • Pra você, o que significa ser artista?

Artista é todo aquele que imprime a sua subjetividade numa linguagem estética. O marceneiro é um artista, desde que ele dê valor a sua sensibilidade, e não apenas fique reproduzindo peças como se fosse uma máquina. O artista deve ouvir o coração. Nietzsche diz que o verdadeiro artista é aquele que respira a arte, e não cobra dela mais do que a sua subsistência.

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Clique aqui pra ouvir o EP “Bucólico”