Entrevista com o músico e escritor Pippo Pezzini

  • Você tem projetos tanto na literatura quanto na música. Como é a sua relação com essas duas artes?

Elas se complementam. Preenchem espaços diferentes no meu âmago, mas em algum momento, acabam se encontrando numa poesia musicada, quando escrevo e escuto música. O que muda é a linguagem, a forma e a técnica. Não consigo viver sem as duas. Como diria Nietzsche: Sem a música, a vida seria um erro. E completo: Sem a literatura também.

  • O que veio primeiro na sua vida, o desejo de ser músico ou de ser escritor? Como foi isso pra você?

A música esteve sempre presente na minha vida. Ouvia meu pai cantando quando era pequeno, ficava mexendo nos discos e ouvindo. Sempre tive um fascínio. Passei uma parte da infância no Japão, então tive aulas de música na escolinha. Quando vim para o Brasil, só fui estudar aos 12 anos, no caso, Violão. Ficava encantando de assistir as bandas tocando em palcos enormes, sempre tive esse desejo de ser um rock star. A escrita veio bem mais tarde, depois dos 18 anos.

  • Você se sente capaz de se expressar melhor em uma dessas duas artes mais do que na outra? Por quê?

Sentia. Pois não gostava das minhas composições musicais. Agora já me sinto seguro pra compor, mas é bem diferente do que escrever. A música pode movimentar sentimentos que jamais podem ser transpostos à linguagem literária.

  • Fale um pouco da sua trajetória como músico.

Comecei a estudar com doze anos. Aos quinze, toquei pela primeira vez num palco. E não foi pouco, tinham 700 pessoas ocupando um teatro. Fato que me marcou muito e me fez aspirar essa carreira. Desde então, toquei em diversas bandas, em mil lugares, eventos, bares, shows, praças, parques, ruas. Tive oportunidade de fazer uma canja com artistas nacionais, como Detonautas, Fresno, entre outros. Abri shows de muitas bandas nacionais, e já cheguei a tocar para um público de 20 mil pessoas. Muita estrada, experiências e histórias que dariam um livro. Toco diversos instrumentos, mas gosto de cantar e tocar violão/guitarra.

  • Que cantores e/ou bandas mais te inspiram e influenciam?

Difícil escolher. Mas estou numa fase de apreciação da música brasileira e latina. Escutando muita coisa. De Caetano à Perota Chingó.

  • Fale um pouco dos seus projetos musicais atuais, o Ar-te Livre e o seu EP ‘Bucólico’.

O embrião do Ar-te Livre foi uma construção de uma ideia que tive o ano passado, com meu amigo Eduardo Siqueira, parceiro de projetos musicais. Amadureci a ideia de tocar nas ruas, praças e parques e pus em prática no início desse ano, em Florianópolis, sozinho. Mas me senti muito solitário (risos), fato que me fez recrutar outros músicos para integrar esta proposta de levar arte ao ar livre, livre de custos. Tudo aconteceu muito rápido, estamos na crista da onda, muito felizes com a repercussão do projeto. O nome da banda é Maragá, e o projeto é Ar-te Livre.

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O EP foi uma necessidade que eu tive de registrar as canções que compus. Uma estreia nesse universo autoral. Prezei pela sinceridade e funcionou. As músicas foram bem recebidas, apesar de terem esse clima ‘’bucólico’’. Estou feliz, mas louco pra gravar novas canções, desta vez com banda.

  • Além desses, você tem algum outro projeto envolvendo música em andamento?

Eventualmente sou convidado para tocar como instrumentista em algumas bandas, mas nada fixo. Estou evitando me envolver, pois não tenho tempo para doar. Às vezes é melhor ter um projeto e dar foco total nele.

  • Agora comente um pouquinho da sua carreira como escritor.

Bem, vamos lá. Acho que só me senti um pouco escritor após lançar o primeiro livro. Comecei a escrever depois do ensino médio, por pura necessidade de expressão. Em blogs, diários, cadernos, e depois em redes sociais. Chegou um momento (2013) em que senti que tinha material para organizar um livro. Fiz a seleção e misturei contos, crônicas e poesias. Fiz toda a edição, até a capa e contracapa. Peguei o acerto de um emprego e investi na publicação. Em 2014 fui premiado na cidade onde resido (Caxias do Sul – RS), no concurso literário, na categoria de contos. Participei da feira do livro no lançamento dessa antologia. Em 2015, tive o prazer de lançar meu primeiro romance pela editora quatrilho, financiado pelo financiarte, ‘’Tempestade de Outono’’. Penso que já fiz muita coisa desde que me propus a escrever seriamente. E a melhor parte é receber mensagens de pessoas que se beneficiam e se identificam com a minha escrita, me sinto útil levando arte e reflexão.

  • Você está lançando agora o seu segundo livro, Tempestade de Outono. Conte um pouquinho sobre esse trabalho em relação aos anteriores.

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Este é o primeiro romance. A história mais longa que escrevi até então. Conta a história de um escritor vivencia um outono depressivo e turbulento. Encharcado de questionamentos existenciais, entranhado por elementos policiais. Utilizo da metalinguagem, meu personagem escreve dentro meu livro. Foi uma aventura escrever esse romance, e é um orgulho enorme vê-lo pronto, acessível a todos.

  • Pra você, o que significa ser artista?

Artista é todo aquele que imprime a sua subjetividade numa linguagem estética. O marceneiro é um artista, desde que ele dê valor a sua sensibilidade, e não apenas fique reproduzindo peças como se fosse uma máquina. O artista deve ouvir o coração. Nietzsche diz que o verdadeiro artista é aquele que respira a arte, e não cobra dela mais do que a sua subsistência.

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Clique aqui pra ouvir o EP “Bucólico”

A última flor – Gabriela Paiva

Nunca fui de escrever ,até porque o jornalista era você. Era. Daqui há alguns anos irão ler esse texto e irão achá-lo fofo por se tratar de um melodrama vintage histórico que quiçá renderia um livro campeão de vendas – isso se nessa época em que descobrirem não houver nenhum governo ditatorial que repreenda tudo a seu respeito.

Sinto um pontapé de tristeza ao lembrar que meu pai causou sua morte,creio que uma das maiores dualidades da vida seja se dar conta que uma pessoa que você ama matou outra que você amava.Mas você também,por que diabos foi expressar seu senso de liberdade linguística naquele momento em que se pagava uma língua afiada com um machado afiado?!

Sabe,quando me falavam que você tinha cometido suicídio eu não acreditei. Não acreditei,pois uma afirmação não poderia apagar as lembranças que possuo de você: um sujeito mais alto do que eu duas canetas,de óculos negros que contrastavam com sua pele alva, características das quais davam a você um ar de intelectual, aquele tipo de intelectual que repudia romances chorosos e que só domina a linguagem referencial e argumentativa.

Argh,como eu detestava sua primeira impressão.

Sua segunda e permanente impressão corrobora para eu não ter acreditado no seu suicídio: um molecote tímido que viu nas palavras e nos pseudônimos uma forma de se expressar sem ser notado e que por um erro do destino acabou tornando-se notável através de sua camuflagem; um menino que possuía um pacto de lealdade com a vida ao ponto de soltar um ‘Obrigado Deus!’ a cada gorjeio de um pássaro,o que eu sempre achei meio ‘ falas de senhoras da missa de domingo’.

Nossa última conversa foi antes de você ser preso pelos homens do meu pai, em um rua paralelipada no Rio de Janeiro de 64 em plena ditadura militar e a última frase que me disse foi:

– Nada mais justo:eu dei vida através das minhas palavras, agora chegou a hora de elas me tirarem a vida.

Você se despediu com um derradeiro beijo quente que dias depois seria invadido pela sua gélida pele sem vida e posteriormente minha vista embaçou a ponto da minha última recordação sua ser a de um rosto pálido sendo fagocitado por uma massa verde.

E tudo isso foi em um 12 de junho,um dia dos namorados incomum com apenas um único elemento  em comum: uma rosa, não vermelha com um recado onde você tentaria escrever poemas só para me agradar, mas sim uma branca no seu túmulo,l ugar onde você não estaria se tivesse feito das suas idéias um túmulo também.

Quero te odiar,mas quanto mais te odeio mais te amo.

Não seria esse ódio a essência do amor?

Seu Madruga e o sofá – Thiago Echer

O sofá é um lugar para deitar e pensar na vida, não de dormir! Só falta conseguir dizer isso pra minha namorada, a qual acaba de conquistar – de forma autoritária – o meu lado da cama e decidiu que eu deveria dormir neste móvel amarelo que me daria um belo torcicolo pela manhã. Por qual motivo, razão ou circunstância? Seu Madruga e a Bruxa do 71… Justo na véspera do dia dos namorados.

Era um início de noite comum, estávamos na nossa humilde casa, assistindo a nossa humilde televisão e eu comendo um sanduíche. Mas não importa se você tem duzentos canais ou apenas meia dúzia: sempre acaba assistindo Chaves. Até aí tudo bem, gostávamos da série – mesmo que já tivéssemos decorado o que acontecia em cada episódio. Neste que estávamos assistindo, a Bruxa do 71 dava em cima do pobre do Seu Madruga. Então – de uma forma não tão inesperada, pois ela gostava de conversar com a TV –, minha doçura comentou:

– Como o Seu Madruga pode fugir tanto da Dona Clotilde? Ora, que eles casassem logo.

– Casar pra quê? É uma bobagem se amarrar. – Até agora não sei por que me manifestei. Se deixasse passar, estaria na nossa cama agora.

– “É uma bobagem se amarrar”? É por isto que moramos juntos a sete anos e você nunca me pediu em casamento? – a cara de indignação estava velada, mas sabia que tinha atingido um ponto fraco.

– Calma, amor, não foi isso que eu quis dizer…

O resto da discussão deve ser fácil de imaginar, apenas aqueles velhos clichês: “você não me ama o suficiente”, “isso tudo é uma bobagem”; “desse jeito nunca vamos ter filhos”, “por isso que temos um gato”; et ceteras infindáveis.

Agora estou aqui. Enquanto a Supernanny manda as crianças sentar num cantinho para pensarem, eu fico recluso a este sofá. Bem que ela poderia ter levado isso menos a sério, foi apenas uma simples frase! É culpa minha o Seu madruga não querer a velha bruxa? Eu deveria ter aprendido com o pai do Chris: em uma discussão, a mulher sempre está certa.

Mas, talvez – só talvez –, eu deveria ouvi-la mais, afinal, estamos juntos há algum tempo… No final das contas, a Dona Clotilde não deve ser tão ruim quanto a pintam, veja só: a mulher vive fazendo favores para sua paixão.

Olho para a TV, olho para o teto… Lembra do meu sanduíche? Não fui eu quem fez, nem coloquei num prato, muito menos levei até a sala para eu mesmo – acho que algumas reticências cabem aqui.

Corri até a cozinha, peguei o arame de amarrar o saco de pão, moldei um círculo e corri até o nosso quarto. Quando cheguei, ela estava sentada na cama lendo um livro, me aproximei, ajoelhei-me, olhei praquele rosto com uma espinha na ponta do nariz, praquele cabelo desvairado, pros olhos castanho-escuros. Peguei na sua mão e disse sem pensar (pois deveria?):

– Fabrícia Vieira da Silva, quer casar comigo? – E deixei o meu anel improvisado a poucos centímetros do seu dedo.

A cara de brava foi se esvaindo, tentando ficar, mas foi tomada por um sorriso singelo que se transformou em uma expressão sincera de felicidade.

– Seu bobo, enquanto tem gente terminando o namoro pra não dar presente, você transforma namorada em noiva. Espertinho! – Pegou na gola da minha blusa, me puxou para a cama e me deu um daqueles beijos que não vêm desacompanhados.

Metáfora – Daniele Aparecida

Já ouviu falar naquela expressão “cavalo selado só passa uma vez, então suba”? Oportunidades.

Mas não faria sentido eu falar sobre um cavalo num texto como esse. Mas eu me lembrei desse ditado enquanto pensava em destino. Se ele realmente existisse, não seria assim? Eu sempre vou dizer que o destino somos nós que fazemos, mas não resisto a ideia de algo nos conduzindo invisivelmente. E se fosse com o amor?

Se fosse um cavalo trazendo a sorte de um amor verdadeiro? E você não poderia pensar muito se quisesse viver aquilo. As palavras amor e verdadeiro juntas soam piegas, cafonas e sem graça.
Mas se a insulina estiver funcionando bem para você, acho que conseguirá terminar essa leitura sem adquirir diabete.

O destino está tão perto que não enxergamos, vai saber por que. Pressa? Medo? Espera?
Na fila do supermercado, aquele estranho que te deixa passar na frente na fila, no elevador a garota que oferece um chiclete, na livraria é coincidência a mão dele tocar na sua enquanto tem a ideia de pegar o mesmo livro?

A chance de dar errado é tão grande quanto a de dar certo.

Eu vi o destino passar uma vez, e demorei um segundo a mais para pensar antes de decidir que arriscaria, nessa subi desajeitada, mal firmando os pés no estribo, mal sabendo o que estava acontecendo, sem ter ideia da viagem que estava fazendo.

Também não controlava as redeas, nem se quisesse. Mas a vista era perfeita. Havia mais estrelas a noite do que poderia contar, eu sentia o ar quente do verão no rosto e era maravilhoso, maravilhoso como é se apaixonar.

Era uma dança com borboletas sem eu precisar voar, era o sonho que a gente torce pra não acordar. Eu sorria um sorriso permanente, poderia durar para sempre.
Eu não sabia no entanto que era dificil manter aquilo. Foi quando descobri a fragilidade das oportunidades. Das coisas que deixamos de viver e sentir. O quão ridiculo somos por não nos deixar permitir.

Presta atenção então. Pode ser a coisa mais besta, ou o momento mais importante da sua vida. E como diz uma amiga minha, não importa o início ou o fim, o que importa é o durante. Sinta, viva. Ouse viver.
Nem sempre vai ser acaso, nem sempre é destino, mas talvez seja o seu cavalo.

Feliz dia dos Namorados!

Estar solteiro no dia dos namorados é chato sim!

Esse texto é meio que um protesto a alguns textos que tenho visto na internet desde o início do mês. Os textos a que me refiro são direcionados àqueles que estão solteiros nessa época de dia dos namorados. Eles ficam apregoando aquela coisa de que “Nossa, que bom que você está solteiro! Uhuul! Ótimo! Melhor coisa!”. Só que não é bem assim né, gente. Estar solteiro no dia dos namorados é chato sim!

É claro que de maneira nenhuma essa ‘chatice’ justifica você insistir em um namoro que já está pelas pontas e que você já percebeu claramente que não tem como continuar, e muito menos justifica você namorar ‘qualquer pessoa’ só pra dizer que está namorando. Todavia, não vamos dizer que a solteirice é esse mar de rosas todo que muitos apregoam convenientemente só por estarem solteiros.

É bem verdade que tem gente que está sim de boa com o fato de estar solteiro e está até achando incrível mesmo, principalmente se a pessoa acabou de sair de um relacionamento tenso ou algo do tipo. Mas acredito que a maioria dos solteiros, aqueles que já estão assim há um tempinho e especialmente os que são românticos, queriam sim ter alguém pra compartilhar dessa data tão fofa.

O mais chato mesmo é que seja lá o que a gente arranje pra fazer no dia dos namorados, a gente sempre acaba pensando que poderia ser muuuuuuuuuito mais legal se a gente estivesse fazendo esse seja lá o quê com aquela pessoa especial. Seja fazer um passeio, ir a um show, uma festa ou até mesmo ficar em casa assistindo TV. Como seria bom ficar abraçadinhos no sofá vendo filme e comendo brigadeiro! ❤

Mas, por favor, pessoas! Não fiquem deprimidas! Por mais chatinho que seja ficar vendo seus amigos aí trocando presentes e mensagem e viajando e nhe nhe nhe, pense que seria pior estar ao lado de alguém que está com você só por estar e/ou que não te dá valor e/ou te trai e/ou só te deixa mal e por aí vai.

Então que fique claro que o intuito desse texto não é que você volte pro seu ex-namorado insensível ou pra sua ex que dava em cima de todos os seus amigos. Também não é pra você ficar sendo desesperado no Tinder e outros whatever do tipo antes que chegue o dia 12. É só pra quando alguém falar “Poxa, você está solteiro no dia dos namorados…” você não se sentir quase que obrigado a dizer ” Ah, mas eu tô amando! Era tudo que eu queria mesmo!”. Não há mal nenhum em admitir que não era bem essa sua vontade.

Mas, como já bem disse Vinícius, a vida tem sempre razão. Então se esse é o seu momento de estar solteiro, prefira acreditar que é porque a vida acha melhor assim. Por enquanto.

Good morning, darling

bruno

I had I dream last night
With a sweet little angel
Who was singing a lullaby.
The tune was so moving
That made me smile and cry.
And when I woke up today
The sun was touching my face
Was it a kiss? Was it a sign?
Maybe it’s just the angel
Who was still with me.
Maybe it’s just the angel
Trying to live inside.

Thaís Bartolomeu – 2015

Entrevista com o músico Castello Branco

  • Quando e como surgiu em você o desejo de ser artista, de se expressar através da arte?

É natural, minha natureza, o que veio da minha mãe (natureza) e meu pai (universo). Nunca vi como um desejo, pelo contrário, às vezes desejo não fazer mas me espanca e queima tão forte que só posso ser conivente com isso.

  • Como foi a transição entre a sua carreira na R Sigma para a sua carreira solo?

Passei por uma fase de não aceitar o fim da banda, triste, enxergava pouco. Depois de um tempo fui entendendo o que é que o universo estava me comunicando e comecei a aceitar tudo que veio.

  • No texto que você postou no seu site, você fala do quanto a palavra serviço estava presente na sua infância no monastério. O que essa palavra representa pra você no atual momento da sua vida?

Ser empático com os que me cercam. Receber de maneira flexível e amorosa o outro, estar sempre pronto pra acrescentar sem nada em troca.

  • Como foi pra você o processo de preparação desse CD (desde compor até a gravação)?

Doloroso mas (como tudo que é doloroso, no fim) gratificante.

  • Dentre todas as músicas de “Serviço”, tem alguma que tenha um significado mais especial pra você e por quê?

Todas tem sua importância, mas talvez “Anu” seja a mais importante, a primeira, a que eu toco desde criança e a que eu tenho mais liberdade. Gosto de modifica-la sempre, quero que ela tenha milhões de vôos.

  • Em algumas faixas do seu CD, como “Anu” mesmo existe a presença da natureza por meio do canto de pássaros. Que papel a natureza desempenha nas suas composições?

Antes delas, em mim. A natureza é a mãe. Gostaria que existisse uma outra palavra pra ela, que eu pudesse separar a “consciência natureza” da palavra geral “natureza”. Usamos “deus” mas “deus” ainda é outra coisa.

  • O que você achou da recepção desse seu primeiro CD solo e independente pelo público e pela crítica? Foi como você esperava? Teve muitas surpresas?

Não esperamos mais do que ele, nem menos. Foi um divisor de águas para todos os que fizeram parte do processo profundamente. Me surpreendi um pouco como ser-humano, mas sabíamos que de alguma forma, como ele mexeu com a gente, mexeria com os demais que estivessem abertos de verdade a receber.

  • O que você considera como a maior dificuldade para a carreira de um artista independente no Brasil atualmente e por quê?

Ele próprio. Pouco discernimento.

  • Quais são os seus projetos no momento?

Tenho um livro pronto e ando compondo algumas músicas também. Estou me preparando para o novo ciclo. 29 anos e um novo momento.

  • Bem, pra finalizar. A minha música preferida de “Serviço” é “Crer-sendo”. Ela foi a primeira música sua que eu ouvi e até hoje é a que mais traz lições. O que significa na sua vida crescer crendo e sendo?

Fé ativa.

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castello lindo

Para conhecer mais do trabalho do Castello, acesse http://www.castellobranco.nu

Gabriel

O Gabriel é o tipo do cara por quem fica impossível não se apaixonar. A não ser, é claro, que você não goste de caras sensíveis, engraçados, criativos e que ainda por cima sejam donos de um sorriso encantador. Eis aí o Gabriel.

Eu poderia até dar mais detalhes sobre ele, como altura ou cor dos olhos, mas para descrevê-lo bem, o melhor mesmo é falar de música.

São tantas as que ele ama e tantas as que ele conhece e que a gente ainda não tinha nem ouvido falar…! E sempre que ele comenta sobre música ou artista que gosta muito, a nossa vontade é chegar em casa e baixar toda a discografia, tão grande é a emoção que ele nos passa enquanto fala. Esse é o Gabriel.

Realmente, apaixonar-se por ele é fácil! Difícil é saber o que fazer depois. “Será que falo logo pra ele? Será que vou dando dicas?” Bom mesmo seria fazer uma música. Se fosse uma boa música certamente ele iria gostar.

Mas aí você se lembra que não sabe compor, nem cantar, nem tocar, nem nada…  e que talvez as outras gurias que andam por aí suspirando os seus “ai ais” atrás do Gabriel saibam fazer, se não todas, pelo menos alguma dessas coisas.

Mas não desanime!

Se você for prendada, lhe faça um brigadeiro!
Se for poetisa, lhe faça uma rima!
Se for bobona, escreva o nome dele com Ketchup em cima do cachorro-quente.
(Com o Gabriel não dá mesmo pra ser indiferente!)

E ele, amoroso que só, não vai deixar passar em branco a tua declaração de amor! Ainda que não te retribua com o tão desejado beijo, é certo que te dará um daqueles belos e largos sorrisos que só o Gabriel sabe dar.

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