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Conheça a nossa banda – TuRBö

*Entrevista respondida por Ricardo Pigatto
1- Como e quando vocês se conheceram?
A formação atual começou encontrando o Rafa em shows na cidade onde ele mencionou a vontade de fazer um som autoral e me perguntando sobre o Flat Black Pack que estava parado, e que ele gostaria de participar caso eu retomasse o projeto.
O Thiago é meu cunhado e logo que nos conhecemos as idéias musicais bateram e resolvemos fazer um trio pra tocar Heavy/Thrash Metal e ele indicou o Netto para a bateria.
Quando resolvi reavivar o FBP fez sentido convidar os dois além do Rafa e eu estou 100% satisfeito com essa formação.
2- Como surgiu a banda? 
A banda surgiu em 2008 como um projeto para escrever músicas em portugues que tivessem a ver com o mundo do motociclismo, Harley-Davidson, Kustom Kultura e etc…
A primeira formação foi com amigos do meio motociclista e chegamos a fazer vários shows no estado do Paraná e São Paulo, mas por causa de outros trabalhos e disponibilidade dos integrantes escolhi dar um tempo.
Em 2012 eu saí da banda a qual eu dedicava a maior parte do meu tempo e por sempre ouvir gente perguntando se o FBP voltaria, gente cantando nossas músicas e querendo ver um show novamente, resolvi reavivar o projeto.
Logo que estabelecemos a formação já entramos em estúdio para gravar o primeiro EP e tivemos a sorte da sair em tour com o NAshville Pussy que é uma banda americana da qual somos fanzassos.
Antes do lançamento do EP resolvemos trocar o nome da banda por algo maís pronunciavel mas que ainda tivesse a ver com o mundo Kustom Kulture e por isso TuRBö.
3- Como funciona a composição das músicas? 
A principio eu crio as letras, riffs, bases e levo para a banda e arranjamos juntos.
Assim foram compostas as músicas que gravamos para o primeiro albúm que será lançado em breve, mas para um segundo albúm já estamos compondo as músicas juntos, os outros integrantes já estão trazendo idéias e riffs e por isso as músicas estão um pouco mais complexas e eu estou adorando o resultado.
4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
A primeira música foi “Duas Rodas” que partiu do riff inspirado em Motörhead e a letra fala sobre a possibilidade de viver algo diferente do “normal”.
A principio todas as composições iriam tomar esse rumo, mas eu havia escrito de brincadeira outra música chamada “Manifesto Carnívoro” e quando mostrei para os outros integrantes eles além de rirem muito disseram que eu deveria compor mais músicas assim e ela acabou sendo o carro chefe nas nossas apresentações até agora.
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
A maior dificuldade é ser ouvido. Vivemos numa época onde a informação chega muito rápido e em quantidades enormes o tempo todo.
Todo mundo é bombardeado de convites para eventos, para escutar e curtir uma banda e a quantidade é tanta que ninguém para pra realmente fazê-lo.
Então se destacar e fazer com que alguém tire um tempo para pelo menos ouvir e decidir se gosta ou não é a maior dificuldade.
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Nosso primeiro show foi no bar Valentino a convite do Hocus Pocus Machine.
Foi engraçado porque ninguém sabia que era nosso primeiro show e todo mundo ficou surpreso com a performance e pelo fato de já ter gente repetindo alguns refrões que tinham acabado de ouvir.
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
Acho que não passamos por nenhuma dificuldade inesperada, nenhuma tragédia ou algo assim, então não temos um pior momento por enquanto.
Entre nossos melhores momentos estão a tour com Nashville Pussy e a chance de viajar e tocar junto com nossos ídolos.
8- Quais são os projetos atuais de vocês?
Finalizamos a gravação e produção do nosso primeiro albúm e pretendemos lança-lo em breve, vamos iniciar ainda esse ano um tour pelo Brasil e também conseguimos aprovar um projeto pela Lei Rouanet para uma tour em 2016 junto com a banda Escopo.
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Nosso maior sonho é conseguir viver apenas de música e fazer sempre shows com condições boas e todo o suporte técnico para apresentar pro público o que a gente tem de melhor.
10- O que a música representa pra vocês?
Sem uma trilha sonora para curtir cada momento da vida, vivê-la não teria graça nenhuma.
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Conheça a nossa banda – Memorialistas

*Entrevista respondida por Bruno Castor
1- Como e quando vocês se conheceram?
Nós demos muita sorte porque todos os integrantes da banda já eram amigos antes de entrarem para a banda. Eu conheci o guitarrista no colégio, o baixista no futebol e o baterista no aniversário de um amigo em comum. Isso já faz uns 15 anos. E apesar de já gostar de ouvir e até compor música, eu ainda não tinha um projeto definido envolvendo uma banda em mente.
 
2- Como surgiu a banda? 
O período em que cursei faculdade de Letras foi o mais produtivo em relação à escrita. Eu gostava de escrever de tudo e sobre tudo, desde contos sobrenaturais a canções de reflexão sobre a vida. As músicas eu sempre mostrava para o Renan (o guitarrista) e em contrapartida ele me mostrava as dele. A parceria musical acabou surgindo assim, naturalmente. Com o tempo passamos a apresentar as canções para outros amigos, que insistiam para que levássemos o projeto adiante. Isso aconteceu apenas em 2013.
A formação na época era outra. Convidamos o baixista e um segundo guitarrista através do site Tôsembanda e o baterista era primo de um amigo. Tocamos por alguns meses, mas por motivos pessoais fomos perdendo um a um os componentes do grupo. Depois de muitas tentativas, idas e vindas, finalmente chegamos na formação atual no final de 2014. Hoje a banda conta com Jorge Filho (baixo), Rodrigo Silveira (bateria) Renan Bianchi (voz e guitarra) e eu, Bruno Castor (voz e escaleta). 
3- Como funciona a composição das músicas? 
Eu prefiro compor sozinho. Até nas músicas em parceria com o Renan, normalmente cada um está fazendo sua parte em casa e só nos juntamos mesmo para acertar os detalhes. Depois levamos as músicas nos ensaios e dividimos com a banda para definirmos os arranjos.
4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
Estou considerando a primeira música autoral como a primeira música que fizemos algum registro e apresentamos para o público. Nesse caso foi Morena, que inscrevemos no Webfestivalda em 2013, ainda com a primeira formação. É uma música em parceria com o Renan, cujo nome é em homenagem a uma banda que influenciou muito nossa vida em todos os sentidos.
 
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
No nosso caso a maior dificuldade está sendo arrumar lugares para tocar. Algumas casas já têm suas bandas fixas e não querem arriscar uma nova programação, outros querem dar oportunidades, mas não possuem equipamentos que suportem um show. Para fazer um show de rua precisamos do nosso próprio equipamento e alugar custa caro. Mas aos poucos estamos driblando esses percalços e as oportunidades estão aparecendo.
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Nosso primeiro show aberto foi no festival Dia da Música na praça Tiradentes. Foi uma experiência incrível e ao contrário do que costuma acontecer nas histórias de primeiro show que sempre ouvimos, deu tudo certo rs. 
 
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
Como temos pouquíssimo tempo de estrada, os piores e melhores momentos acabam parecendo com simples momentos na carreira de qualquer banda. Para exemplificar, o pior momento considero a troca da primeira formação, pois achávamos que não conseguiríamos novos integrantes e teríamos que encerrar o projeto ainda no seu início e o melhor momento foi a participação no festival de música.
 
8- Quais são os projetos atuais de vocês?
Estamos participando de um projeto da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro em parceria com o Estúdio Carioca para a produção de um single voltado para distribuição em rádio e TV. Além disso, entraremos em estúdio para gravar o primeiro CD com a produtora Antônia Adnet. Em paralelo, continuamos nos inscrevendo em concursos e tocando em qualquer palco que a cidade tenha a oferecer.
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Viver de música para fazer música. Esse é o nosso maior sonho.
10- O que a música representa pra vocês?
A música já é um modo de vida para cada um de nós. O desafio agora é transformá-la também em um meio de vida para poder manter esse ciclo.
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insta: @bandamemorialistas
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Conheça a nossa banda – A-Grave

1- Como e quando vocês se conheceram?

Raphael conheceu Felipe em 2000 em sua primeira banda. (Chamada Krizalida)
Precisávamos de um baterista para formar a A-Grave. Então por uma excelente indicação de um amigo da banda, conhecemos o Diogo.
A banda conheceu o Carlos logo no início (em 2008) pois Raphael estava ajudando a, então banda dele (Chamada Kuase Lá) conseguindo shows e tocando bateria até que se arrumasse um baterista.
Carlos sempre foi fã da A-Grave. Sempre ia aos shows. Então, em 2010, com o término da banda Kuase Lá, o chamamos para entrar na A-Grave.
2- Como surgiu a banda? (contem um pouco sobre a história da formação)
Raphael foi reunindo as melhores pessoas com as quais já tocou durante seus 8 anos de experiência com bandas (Começou a carreira em 2000) (Reunindo os melhores, não só com relação a talento mas também, com sintonia de pensamentos e sonhos.) lá atrás, em 2008.
A banda teve várias formações porém, aos poucos, Felipe, Diogo e Carlos (Que se tornaram a essência da banda) foram saindo devido à problemas pessoais (Casamento/filhos/trabalho).
Porém a paixão pela banda, pela música e a saudade de conviver junto com os irmãos sem sangue falou mais alto e em um esforço extremo de todos para voltar com a essência da banda, os quatro que são a verdadeira face da banda A-Grave estão de volta.
3- Como funciona a composição das músicas? (em conjunto, cada um faz um pouco etc… comentar um pouco sobre esse processo)
Todas as músicas do CD “Sobrevivente” (Que lançaremos no segundo semestre deste ano) foram compostas por Raphael, com grande contribuição na composição das baterias de algumas músicas, (principalmente na música que dá nome ao CD, Sobrevivente) do Diogo.
Carlos compôs os solos, somente com uma ideia ou outra do Raphael.
E Felipe, deu uma excelente contribuição no arranjo das músicas mais antigas como Se Perder e Te Odiar e, algumas compostas antes mesmo de a A-Grave existir), como a música “O Fim”.

4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
Cronologicamente falando, e irônicamente (em vários sentidos) a música mais antiga que a banda toca, se chama “O Fim”.
Essa música foi composta em 2001 (antes mesmo da A-Grave existir). Pois foi composta pelos integrantes da primeira banda de Felipe e Raphael. (A banda Krizálida)
A banda era um powertrio potente e contia em sua maioria de suas músicas, um teor político.
A música era tão boa que, na fundação da A-Grave, Raphael e Felipe resolveram colocá-la na banda para não deixa-la morrer.
Raphael modificou a letra e um pouco o arranjo, pois antigamente a letra falava sobre o fim do mundo pelas guerras.
Raphael modificou-a completamente para dar um tom mais sombrio. Hoje a letra fala sobre a sensação que temos antes da morte.
Essa música fez parte do primeiro CD da A-Grave “Presságio” e agora estará em uma nova releitura também no CD “Sobrevivente”.
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
Rock no Brasil sempre foi difícil, mas além disso vivemos em um momento paradoxal pois, ao mesmo tempo que a internet se tornou uma grande aliada, se tornou também a grande carrasca das bandas.
Ao mesmo tempo que temos liberdade hoje de fazermos o que quisermos com as nossas músicas, conhecermos lugares novos para tocar e mostrarmos nosso trabalho, hoje também temos que correr atrás de absolutamente tudo sozinhos, pois, com a pirataria vinda da internet, as Gravadoras e grandes empresários (que cuidariam de tudo para as bandas) estão fechando as portas ou se adaptando de uma forma tal que as bandas hoje (mesmo com gravadora) quase não têm suporte e lucro nenhum.
A grande dificuldade das bandas hoje é ter que ser, além de banda, gravadora, manager, produtora musical, produtora de eventos, e mesmo assim, sem poder se frustrar por não receber frutos dessa multi-função.
Hoje, fazemos tudo e não ganhamos nada. Pelo contrário, gastamos.
E tudo isso num mar de outras bandas novas.
Algumas, sem mérito nenhum, simplesmente porque têm dinheiro para investir na carreira.
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Prova do que o que foi dito acima é verdade.
O primeiro show da banda foi em um evento realizado pelo Raphael em um espaço que ele conseguiu e que, no futuro viria a ser o lendário “Hangar 298”. (Casa de Shows no Meier que movimentou a cena entre 2009/2011).
O show foi excelente, fizeram parte do evento também a banda “Kuase Lá” (Então banda do Carlos) e a nossa amiga até hoje, banda DAOS)
Toda estrutura foi montada com equipamentos que as bandas tinham.
Juntamos tudo o que tínhamos e fizemos acontecer.
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?

O pior momento foi longo e piorando aos poucos. Com a saída pouco a pouco de Felipe, Dingo e Carlos, (Entre 2012/2014) fazendo com que a banda perdesse o rumo e a identidade. Raphael ficou desmotivado com o caminho que a banda estava seguindo e pensava todo dia em parar.
Então em uma conversa com Carlos, o mesmo pronunciou uma palavra que fez o Raphael acordar. A palavra era “essência”. Então, Raphael voltou a conversar Diogo e Felipe sobre um possível retorno deles adaptando a banda a atual situação de todos e esperamos que o melhor momento da banda seja daqui pra frente!
8- Quais são os projetos atuais de vocês?

Lançar o CD “Sobrevivente” no início do próximo semestre, juntamente um grande show de lançamento. Lançarmos o Clipe de 1 ou 2 músicas desse CD até o fim do ano e, a partir daí procurarmos sempre bons shows, sempre registrando em forma de vídeo para irmos atualizando nossos fãs de onde vamos tocar e como é a energia do nossos shows.
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Acredito que o mais nobre sonho de qualquer artista se resume em apenas uma palavra:
Reconhecimento
10- O que a música representa pra vocês?
O ar que respiramos. O amor pela música para Diogo, Felipe e Carlos fizeram eles readaptarem suas vidas para continuarem fazendo o que gostam.
O Raphael sente que se não lutar até o fim em busca de tentar mudar o mundo com suas músicas, estará em dívida com o “cara lá de cima” pelo dom que recebeu Dele.
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Conheça a nossa banda – Jaya

  1. Como e quando vocês se conheceram?

Marcelo Nobre: Eu e o guitarrista, Marcelo Secron, nos conhecemos na UERJ, quando estudamos lá. Eu fazia Jornalismo, e ele, Engenharia. Eu tinha uma banda, chamada Supernova, e o convidei para tocar. Gravamos um álbum, fomos muito elogiados pela crítica, fizemos vários shows, mas rolou um desgaste interno com os outros integrantes. Então, depois que o grupo acabou, no início de 2007, eu decidi que não queria mais saber de música. Não ouvia rádio e nem os CDs dos Beatles, do Oasis, do Kula Shaker, do Verve e de várias outras bandas que eu admirava. Secron sempre me telefonava para a gente montar outro grupo, mas eu realmente não estava a fim. Tinha certeza de que o melhor a fazer era “matar” o artista que havia dentro de mim. Isso durou até fevereiro de 2010, quando eu finalmente topei fazer um ensaio depois que ele se esforçou muito para arrumar um baterista e uma baixista.

 

  1. Como surgiu a banda?

Marcelo Nobre: No dia 27 de fevereiro de 2010 aconteceu o primeiro ensaio. A banda nem tinha nome. O baterista, Leandro, apareceu, mas a baixista “furou”. Quando o Juhnior – que chegou a trabalhar como roadie do Supernova – entrou no estúdio para ajustar os microfones para a gente ensaiar, eu o chamei, de brincadeira, para tocar baixo com a gente no ensaio. Só que ele levou a sério, pegou um baixo em se jamais ter tocado o instrumento antes, começou a ensaiar com a gente! Então, rolou a tal da “química” entre nós quatro e a banda nasceu. Demorou até que eu me animasse a estar em uma banda de novo. Eu ia para cada ensaio decidido a dizer que seria o último, mas quando as músicas eram tocadas, algo especial acontecia e eu desistia de sair fora. Depois de um tempo, não conseguia mais me ver sem o rock na minha vida. Em agosto de 2010 aconteceu a única mudança na banda. O baterista, Leandro, resolveu deixar o grupo para dar prioridade a outras coisas, mas colocou um outro em seu lugar: Gabriel Lana, que continua até hoje. Como o Gabriel nasceu em Londres, brincamos sempre, dizendo que o Jaya soa como uma banda inglesa porque ele é de lá! Em dezembro de 2010, nós quatro estávamos atrás de um nome para o grupo. Então, eu apareci com a ideia de colocar “Jaya”, uma palavra em sânscrito, antiga língua falada na Índia, que significa “vitória”. Seria a “vitória do rock, da persistência”. Todos gostaram e o nome ficou.

 

  1. Como funciona a composição das músicas?

Marcelo Nobre: Eu sou o compositor no Jaya. Das 16 músicas próprias que tocamos hoje, fiz 14, e duas são parcerias minhas com o Secron. Como eu sou um grande fã do rock britânico, as canções carregam influências de Beatles, Who, Hollies, Oasis e Kula Shaker. Mas como o som feito no Reino Unido é mais conhecido pelas belas melodias do que pela energia, acrescentamos uma boa dose de Nirvana para equilibrar isso. Então, é possível dizer que o Jaya criou um estilo próprio dentro do rock. Uma espécie de “Britgrunge”. Quando alguém escuta nossas músicas, percebe todas as influências, mas é incapaz de dizer: “Parece a banda X ou Y”. Todos destacam isso. Nada soa como o Jaya. Eu faço as músicas e as letras, em português – ainda que tenha feito duas em inglês –, mas é no estúdio que rola a “química” que dá às canções o “estilo Jaya”. Todos têm liberdade para criar em cima da ideia original que é levada para o estúdio.

 

  1. Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.

Marcelo Nobre: Não houve uma “primeira música” quando o Jaya começou a ensaiar. Quando a gente se reuniu, logo passamos a trabalhar em quatro músicas minhas: “Será Que Só Você Não Vê?”, “P’ra Lugar Nenhum”, “O Que Você Me Diz” e “Quase-amor”. Não é à toa que elas são as faixas do EP que gravamos. Mas a que mais se destacou foi “Será Que Só Você Não Vê?”, que chegou a tocar na Rádio Cidade, do Rio de Janeiro, e na 89 FM, de São Paulo, entre várias outras rádios independentes espalhadas pelo Brasil. Ela é o exemplo perfeito do “estilo Jaya” de som. Muita gente curte essa música, e uma grande amiga nossa, a Camila, fez uma tatuagem enorme com parte da letra do refrão: “Toda dor vem do amor de quem não teme viver”. É sobre se entregar sem reservas à vida e experimentar tudo, até mesmo a dor. Uma homenagem incrível! O mínimo que podemos fazer é dedicarmos “Será Que Só Você Não Vê?” eternamente para ela!

 

5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando?

Marcelo Nobre: São várias dificuldades, mas acho que 80% delas deixam de existir quando todos decidem estabelecer um objetivo e seguir juntos em busca dele. O lance é pensar em degraus. Subir cada um deles é uma vitória. Primeiro, montar a banda. Depois, ensaiar. Em seguida, uma gravação. A seguir, shows. Há muito mais depois disso, e é importante ter os degraus que vão levar ao objetivo maior. Uma banda é um casamento entre três, quatro ou cinco pessoas. Mas sem sexo! Bem, às vezes, nem nos casamentos há sexo… Então, tem que haver comprometimento. Se alguém estiver fazendo corpo mole ou criando problemas, o melhor a fazer é tirar a pessoa e colocar outra no lugar, senão o clima vai ficando cada vez pior, até se tornar insuportável. O motivo maior de uma banda existir deve ser a diversão. Se não for divertido, não faz sentido.

 

  1. Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês?

Marcelo Nobre: Foi no dia 5 de setembro de 2013, no Audio Rebel, em Botafogo, no Rio. O Jaya tocou com uma banda chamada Ginger House. Tocamos bem e foi muito legal! Houve uma ansiedade natural. Sempre há, mas ela some logo nos primeiros acordes. Obviamente, hoje, uns 40 shows depois, estamos tocando bem mais à vontade, mas foi bacana a estreia.

 

  1. Qual foi o pior e o melhor momento da banda até agora?

Marcelo Nobre: O pior foi quando o Secron disse que teria de passar quatro meses na Holanda, entre abril e agosto de 2014, a trabalho. Ficamos meio perdidos na hora, imaginando o tédio que seria esse tempo todo sem atividade, mas depois resolvemos colocar um amigo nosso, o Rodrigo, no lugar dele durante esse período. E acabou sendo legal! Não sei quanto aos outros jayas, mas o melhor, pra mim, foi ouvir nossas músicas nas rádios! Foi muito especial ouvir “Será Que Só Você Não Vê?” tocando na Rádio Cidade e na 89 FM, as maiores rádios de rock do Brasil, e “Nowhere”, versão em inglês de “P’ra Lugar Nenhum”, sendo tocada em uma rádio no Reino Unido, a Black Diamond FM. Valeu todo o esforço que fizemos pra gravarmos essas músicas.

 

  1. Quais são os projetos atuais de vocês?

Marcelo Nobre: Estamos produzindo um single, “E Amanhã Talvez”, com o Felipe Rodarte, a mente agitadora do movimento #acenavive. Vamos gravar na Toca do Bandido em julho, e a faixa vai ser mixada e masterizada em Londres por Tomás Magno, que trabalhou com o mítico Tom Capone, um dos maiores produtores de rock que o Brasil já teve e que ganhou nada menos que quatro Grammys. Se tudo correr bem, ela deverá ser lançada em agosto. Além disso, deveremos lançar uma outra faixa no iTunes em agosto ou setembro.

 

  1. Qual é o maior sonho de vocês como banda?

Marcelo Nobre: Fazer um álbum que, musicalmente, vá bem mais além do que foi o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Um álbum ousado e arrasador.

 

  1. O que a música representa para vocês?

Marcelo Nobre: Fazer música é muito especial. É transformar o mais absoluto e perturbador silêncio em arte; em som e poesia. Pra mim, é parte da minha alma. Entre 2007 e 2010 eu tentei matar o artista que há dentro de mim, mas não consegui. Ainda bem, porque a música é a forma como quero deixar minha passagem por aqui. E tenho certeza de que não só meus três comparsas de Jaya pensam assim, mas todos que vivem a música.

Site

https://www.jayaoficial.com.br

Facebook

https://www.facebook.com/jayaoficial

SoundCloud

https://soundcloud.com/jayaoficial

“Será Que Só Você Não Vê?”: https://soundcloud.com/jayaoficial/jaya-sera-que-so-voce-nao-ve

“Nowhere”: https://soundcloud.com/jayaoficial/nowhere

Vídeos

“O Que A Vida É”: https://youtu.be/BozGI-aJ0ok

“Por Um Dia A Mais”: https://www.youtube.com/watch?v=UUlhp0zOMvY

“Será Que Só Você Não Vê?”: https://youtu.be/1xw4_jicf1M

“P’ra Lugar Nenhum”: https://youtu.be/glJ2n5FZTFU

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Alegria sim, tristeza também

Eu precisava tirar um tempinho pra escrever sobre o quanto eu achei fantástico o novo filme da Disney-Pixar “Divertidamente”. Esperei um pouco pra vir escrever a respeito pra não ser acusada (injustamente) de dar spoiler, mas mesmo assim vou tentar não falar sobre a história do filme e muito menos sobre o final pra não tirar a graça pra quem ainda vai assistir ao filme. Quero falar das coisas que eu pensei ao assisti-lo. Vamos ver o que eu consigo fazer.

O que eu mais achei incrível nesse filme que tem como proposta mostrar de forma leve e bem humorada (sem ser infantil) como funciona a nossa mente, é que ele conseguiu mostrar a importância até das emoções que são de certa forma recusadas por nós. A tristeza é um exemplo delas.

Assistindo esse filme eu me lembrei de muitas coisas que ouvi da minha terapeuta no período em que estive fazendo acompanhamento psicológico. Muitos sentimentos que nós temos como a insegurança, o medo, a tristeza, a raiva e tanto outros que são considerados negativos, na verdade são de fundamental importância na vida de cada um de nós. Eu me lembrei inclusive de um trecho de “Heart of Life”, do John Mayer, em que ele fala Fear is a friend that is missunderstood (o medo é um amigo que é incompreendido). E essa é uma grande verdade.

Se a gente não sentisse medo nunca é provável que não duraríamos muito nessa terra. Eu não sei afirmar com precisão, mas creio que até certa fase da nossa existência a gente realmente não sente medo, e é por isso que nossos pais precisam nos vigiar constantemente durante ela. Caso contrário a gente iria se jogar do berço mesmo, do carrinho de bebê em movimento, colocar o dedo na tomada e por aí vai.

Pense em quanta coisa o medo já te livrou! Com certeza ele já te fez escolher fazer um caminho maior pra não passar por uma rua perigosa ou deixar de comer algo vencido. Se a gente não deixar que o medo seja algo que nos paralise, ele pode se tornar um grande aliado pra tirar a gente de muita cilada! Ele pode até nos impulsionar, na verdade. O medo de não conseguir um bom trabalho, por exemplo, pode impulsionar alguém a estudar mais e ser mais dedicado. O mesmo também pode acontecer no caso da insegurança e até mesmo da raiva, que pode ser o sentimento que faltava pra te fazer falar tudo que sempre quis pra alguém que sempre te fez sentir mal. Às vezes isso é muito necessário!!!

Mas falar sobre tristeza ainda é meio tabu. Sempre tem aquela coisa de “nada de tristeza, vamos sorrir!”. Isso na verdade sempre foi uma coisa que me incomodou na maioria das pessoas com quem eu parava pra falar das minhas tristezas ao longo da vida. Eu tenho sim um lado que é mais chegado pra tristeza, um lado de querer ficar sozinho de vez em quando, de querer ver filme triste só pra chorar mesmo e gosta de ouvir música triste de propósito pra chorar muito também. E o que falar da poesia? Comecei a me interessar por causa da Cecília Meireles que escrevia uma poesia mais triste que a outra.

A verdade é que a tristeza tem sim o seu lugar! A gente precisa ficar triste mesmo de vez em quando, até pra valorizar os momentos felizes que já tivemos na vida. Temos que chorar quando a gente sentir vontade de chorar, quando sentir falta de alguém que já morreu, quando a gente se sentir sozinho no mundo e coisas desse tipo. Estou totalmente de acordo com o John Green nesse lance de que “A dor precisa ser sentida”. Precisa mesmo! E além do mais, seria impossível viver só sorrindo, porque a vida nos traz muitas surpresas nada agradáveis. É muita coisa que não sai do jeito que a gente quer e daí a gente fica triste mesmo.

O que precisa acontecer é a gente saber achar um meio-termo pra tudo aquilo que a gente estiver sentindo. Não se deixar dominar pela tristeza a ponto de só viver reclamando ou chorando e não ter ânimo pra fazer mais nada e nem se deixar dominar também pela alegria pra sair por aí dizendo e fazendo um monte de coisas idiotas sem pensar direito, como por exemplo gastar o dinheiro que a gente tem. (Acontece muito de a gente querer sair pra comemorar sei lá o quê, passar tudo no cartão e ficar na merda no mês seguinte).

Como eu já disse em um texto anterior, de tudo que nos acontece se tira proveito. Das minhas tristezas, com ou sem motivo, eu já tirei muita poesia bonita, muito aprendizado e muita força pra mudar o que eu precisava mudar na minha vida. Que a gente sempre saiba o lugarzinho de tudo dentro da nossa cabeça, e que a gente saiba usar cada sorriso e cada lágrima para o nosso próprio bem e para o bem de quem está do nosso lado.

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Leia também Teoria do Caos

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Poema sem rima

Que rima fazer para os teus olhos?
De tão verdes que são e tão brandos,
Sentem inveja os mares mundo a fora.

As maçãs do rosto vibram vermelhas
A euforia que é do corpo todo. Mas…
O que será que rima com isso?

A única coisa que eu sei é que
Ainda não aprendi a fazer versos
Pra falar de coisas que não são desse mundo.

(Só queria dizer que gosto dos teus olhos e das tuas bochechas.)

– Para o meu amor, com todo o amor.
Thaís Bartolomeu – 2015

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Conheça a nossa banda – 15 dias

*Entrevista respondida por Efrain Navarro
1 – Como e quando vocês se conheceram?
Conheço o baixista( Andi Faria) há mais de 15 anos. Sempre falamos de ter uma banda juntos, mas só iniciamos o projeto háa pouco mais de 2 anos. O batera(Bin) é amigo do baixista, o guitarra(Felipe Velasco) é amigo de amigo de Niterói.
2 –  Como surgiu a banda?
A banda 15 Dias surgiu da idéia de se ter uma banda de cover indie (Smiths, Strokes, Franz, Arctic) e de chamava Fifteen days (blah!). O cara que juntou os primeiros músicos não se dedicava como o resto da banda e ele mesmo resolveu sair. Então assumi o projeto, mudei o nome para o português e iniciamos c o trabalho exclusivamente autoral.
3 – Como funciona a composição das músicas?
Do EP e singles no soundcloud, 100% das composições de melodia e harmonia são minhas, mas o produto final sempre tem idéias de todos.
4 – Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
A primeira música foi Menina da Arte, que fiz baseado num início de arranjo de guitarra q o antigo baterista criou. A música inicialmente era bem fraca, mas o Andi (baixista) inseriu aquele contrabaixo meio Xote e o batera colocou aquele patern meio bolero meio samba, e saiu aquele som diferente :).
5 – O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
Espaço para música autoral ainda é muito restrito,  por isso creio q os coletivos são os melhores caminhos para propagar o som das bandas novas.
6 – Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Foi no Espaço Marun, no FBI( Festival de bandas Independentes). Nos inscrevemos para nos testar e acabamos chegando na final do festival. Adorei conhecer a galera da produção do festival e creio que eles tem apreço por nós até hoje.
7 – Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
Pior – Show alcoolizado no Espaço convés em Niterói…não gosto de lembrar, mas cheguei a esquecer a letra de uma música…tudo bem que era Geni e o Zepelin, do Chico Buarque ( música grande da porra).
Melhor – Finalização da gravação do nosso primeiro disco. Será lançado logo, logo :)!
8 – Quais são os projetos atuais de vocês?
Lançar o disco, videoclipe, arrumar agencia de publicidade e assessoria de imprensa.
9 – Qual o maior sonho de vocês como banda?
Viver de música somente.
10 – O que a música representa pra vocês?
Respirar.
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Nossa página no facebook é:  https://www.facebook.com/Banda15Dias
Site Oficial: www.15dias.com.br
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Conheça a nossa banda – R-Vox

*Entrevista respondida por Anderson R-Vox

1- Como e quando vocês se conheceram?
O Heri Rossi (baixista) eu conheço há muitos anos. Tivemos uma banda juntos e tal. O Alexandre Passos (guitarrista) também é dessa época, nos conhecíamos das bandas em que tocávamos. Já o Gabriel Barbosa (baterista) foi o último a chegar, por indicação de um amigo em comum.

2- Como surgiu a banda? 
Na verdade, RVOX é meu nome artístico. Comecei como um projeto solo mesmo, quando gravei o disco. Mas depois, formamos a banda para poder defender essas músicas ao vivo. O primeiro a chegar foi o Heri, que trouxe o Alexandre a reboque. Depois de um tempo, veio o Gabriel. Nesse tempo, tivemos outros bateristas e mais um guitarrista, até chegar nessa formação de hoje, que pra mim, é a ideal.

3- Como funciona a composição das músicas? 
As 05 músicas do EP eu escrevi sozinho, em casa com meu violão velho de guerra. Mas depois que a banda se consolidou, cada música dessa nova leva vem de um jeito. Algumas eu já levo prontas para o ensaio, e trabalhamos juntos nos arranjos. Outras surgem em jam sessions, ou alguém traz o esqueleto do instrumental e eu coloco as letras.

4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
Quando eu comecei a compor para o disco, a primeira música que saiu foi “Hora H, Dia D”. Ela tem uma história interessante, pois eu comecei a escrevê-la a partir da melodia do refrão, que eu tinha feito para uma música do Jason, banda que eu fiz parte entre 2005 e 2007. Apesar de não ter rolado, eu guardei esse refrão para usá-lo no futuro. Mudei o tom dele e as ideias fluíram a partir dali.

5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
Hoje em dia, os produtores e donos de casas de shows estão abrindo os olhos para a música independente. Começaram a perceber que há inúmeros artistas de qualidade e que agregam público. Contudo, muitos ainda acham que estão “fazendo um favor” às bandas chamando-as pra tocar em troca de água e cerveja, para “divulgar o trabalho”. Nego esquece que músico se alimenta, gasta (muita) grana investindo em instrumentos, equipamentos e transporte. Isso sem contar as muitas panelas que existem por aí, mas isso tem em todo lugar.

6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
O primeiro show como RVox foi uma prova de fogo, num festival chamado Jungle Fest. Embora não tivéssemos ido para competir, foi interessante pra ver como as músicas do EP funcionariam ao vivo. Uma experiência bem enriquecedora.

7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
Tivemos muitos grandes momentos até agora, em muitos shows memoráveis. Acredito que o melhor ainda está por vir. O pior momento foi ficar sem baterista por um tempão, pouco depois do disco ter saído, e perder muitas oportunidades boas de shows. Mas isso já foi resolvido com a entrada do Gabriel.

8- Quais são os projetos atuais de vocês?
No momento, estamos nos preparando para gravar o clipe da música “A Paz”, que virá com algumas mudanças importantes no projeto. E paralelo a isso, continuamos fazendo shows para divulgar o disco “Outro Round” e compondo músicas novas para o próximo.

9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Acho que é o mesmo de 99% de todas as bandas: alcançar o maior número possível de pessoas e poder viver para esse propósito maravilhoso, que é de levar arte e entretenimento para todo mundo.

10- O que a música representa pra vocês?
Tudo… E mais um pouco, rsrsrssrs

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Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Ser Você

Crescer

Quem é nunca na vida
Se olhou no espelho
E quis saber
Como foi que ficou assim.
.
Com essa cara,
Com esses medos,
Com essa altura,
Com esse olhar.
.
Crescer parece algo alheio
Porque a gente cresce sem ver.
A gente não sente o corpo aumentar
E nem a nossa voz mudar.
.
Mas tudo muda e muito muda.
Mudam-se os gostos
Mudam-se os motivos
Mudam-se as vontades.
.
E se tem algo que permanece
Talvez seja o espírito.
Ainda rimos das mesmas coisas
E ainda nos magoamos igual.
.
Crescer é de dentro pra fora
E de fora pra dentro.
E no fundo nem sabemos
O quê muda mais o quê.
.
A roupa favorita já não cabe…
Quantas perdas ao crescer!
Mas vale sempre lembrar que
Crescer significa estar vivendo!
.
O tempo e a memória andam juntos
Fazendo a gente lembrar
Que tudo passa
E a gente também vai passar.
.
Estamos passando
Sem perceber
Desbravando a vida
Sem se dar conta.
.
Crendo
Sendo
Sentindo
Crescendo.

Publicado em Filmes e Séries, Sobre Ser Você

O que você tem feito com as suas mãos?

Nós não somos os piores
Nem os menos sábios,
Menos habilidosos,
Menos capacitados.
.
Cada um sabe a seu modo
Mostrar ao mundo a que veio.
Uns cantam, uns escrevem,
Uns emprestam o ombro.
.
Não queira ter
As mãos que são de outrem.
As suas são as que melhor
Servem pra mostrar o que sente.
.
Pode ser que às vezes pareça
Que a gente não serve pra nada,
Ou que não somos tão bons
Quanto o fulano que faz tanta coisa.
.
Eu não faço muito
Além de escrever,
Mas me basta poder
Fluir com as palavras.
.
Minha irmã joga vôlei
e sabe cozinhar,
Minha avó sabe crochê
e sabe aconselhar.
.
O que você tem feito
Com as suas mãos?
O que você tem feito
Além de reclamar?