Publicado em Entrevista

Conheça a nossa banda – Sound Bullet

*Entrevista respondida por Fred Mattos.

1- Como e quando vocês se conheceram?

A banda começou em 2009, aqui na zona sul do RJ, como uma última tentativa do Guilherme e o antigo guitarrista, o Ton, de fazer uma banda autoral, após se conhecerem em aulas de música. O Guilherme me chamou pra tocar baixo e eu (Fred) chamei o Pedro. Esse ano, o Ton decidiu sair e entrou o Henrique, que eu já conheço há uns 10 anos.
2- Como surgiu a banda? (contem um pouco sobre a história da formação)
Então, foi uma tentativa de pôr em prática as músicas que o Guilherme já havia escrito. A gente começou a trabalhar e a sintonia foi tão boa que decidimos continuar. Ficamos, inclusive, sem baterista no início, já que foi difícil arranjar algum fixo. Isso até encontrar o Pedro, com quem eu já fazia umas aulas na escola de música. Após ele entrar na banda, as músicas foram fluindo até o ponto que decidimos gravar uma demo.
3- Como funciona a composição das músicas? 
A composição da Sound Bullet foi muito restrita ao Guilherme e a mim no processo do EP Ninguém Está Sozinho. Todos contribuiram, é claro, mas, o fogo inicial das canções vinha de nós dois. Foi um processo natural chegar nessa situação. O Guilherme compõe melodias muito bem e, como é ele quem canta, o que ele cria já está na região ideal de voz. Eu fazia os riffs e as partes instrumentais a partir do que ele me sugeria, depois o Ton e o Pedro somavam.
Atualmente, estamos mudando isso. As ideias ainda partem de riffs e melodias minhas e do Guilherme, mas o Pedro e o Henrique tem mais liberdade de contribuir e criar dentro da situação.
4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
Curiosa essa pergunta, pois acabamos de refazer o arranjo instrumental dela para ficar mais a cara da banda atualmente. Pensamos até em relançá-la no futuro.
Ela se chama When It Goes Wrong e está na nossa demo. Foi a primeira canção que o Guilherme nos apresentou e foi a primeira vez que eu senti que a banda poderia dar algum fruto. Com certeza, WIGW carrega e mostra as primeiras influências da banda.
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
Acho que depende de banda, né? O dinheiro (a falta dele, na verdade) é sempre um problema. Mas, a inexperiência e a falta de dedicação podem atrapalhar bastante. Mas, é errando que se aprende. Nós cometemos muitos erros para aprender.
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Não foi, na verdade. Nossa primeira apresentação acabou não ocorrendo, porque a casa fazia shows a tarde e festas a noite. Como todo evento, o show atrasou e o produtor fugiu com o dinheiro. Ficamos nós e várias bandas perdidos sem saber o que fazer. Na semana seguinte, na Audio Rebel, acabamos realizando nosso primeiro show. As outras bandas que dividiram o palco não existem mais e é engraçado pensar em como fizemos coisas que, hoje em dia, reprovaríamos.
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
O pior? É difícil dizer. Acredito que, na preparação de composições para o Ninguém Está Sozinho, quase acabamos. Todos estávamos de saco cheio de ir ao estúdio, dos outros, de não chegar a lugar algum. Foi uma época bem chata, tivemos conversas sobre o que fazer. Depois a relação entre nós voltou a melhorar e conseguimos fazer um trabalho bom com a ajuda do produtor.
O melhor é definitivamente o que estamos vivendo agora. Temos tocando regularmente fora do Rio, chegamos ao palco mais icônico do Rock no Brasil, o Circo Voador, temos preparado músicas novas com facilidade e liberdade.
8- Quais são os projetos atuais de vocês?
Bom, em julho, lançaremos um novo clipe, da primeira faixa do EP (Aceitar Perdão). E, como disse, estamos trabalhando músicas novas, talvez lancemos um single este ano, novas live sessions como nossa parceria com o Letto (em Esquadros) e, com certeza, ano que vem, entraremos em estúdio para o sucessor de Ninguém Está Sozinho.
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Viver de música. É amplo dizer isso. Mas, acho que todos gostaríamos de viver confortavelmente com a música, com o fruto do nosso trabalho.
10- O que a música representa pra vocês?
Dizer que “a música é tudo” é bem clichê. Mas, a música representa chegar em casa, cansado do dia exaustivo e do ensaio, e ficar lembrando/cantando os riffs, as melodias, as loucuras que aconteceram nas suas músicas. É bem engraçado sonhar com um riff que você mesmo criou, mas, é isso que a música é pra nós.
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Clipe Oficial: https://www.youtube.com/watch?v=ZqlO2ZzeUzo

Release da Banda Sound Bullet: A Sound Bullet é mais que uma banda carioca de Indie rock. Formada em 2009, por Guilherme (voz e guitarra), Fred (baixo e voz), Henrique (guitarra) e Pedro (bateria), a banda mostra influências de grupos britânicos dos anos 2000, indo do post-punk revival a gêneros como o rock alternativo americano e esbarrando no math rock.

Após um ano de sua formação e com sua demo gravada, o conjunto tocou em diversos festivais, sendo finalista na edição carioca do GBOB – Global Battle of Bands de 2010 e da 2ª edição do festival NMB – Nova Música Brasileira, em 2011, patrocinado pela Oi Novo Som e com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Em dezembro de 2013, a Sound Bullet lançou seu primeiro EP, “Ninguém Está Sozinho”, após quase dois anos trabalhando. Produzido por Diogo Strausz (Strausz e ex-R.Sigma) e gravado no estúdio Cantos do Trilho com Pedro Garcia (Planet Hemp e ex-Rockz), o trabalho aborda a vida na sociedade ao redor da banda com seus relacionamentos e emoções, deixando claro o porquê do título.

Além disso, “Ninguém Está Sozinho” já rende frutos ao grupo como: um lugar entre os 25 melhores EPs Brasileiros de 2013, pelo site Tenho Mais Discos que Amigos; uma apresentação no Circo Voador, pelo festival Rio Banda Fest; shows em MG, SP e interior do RJ, com participação no festival Grito Rock.

Para ouvir: https://soundcloud.com/soundbullet

Download direto em: soundbullet.bandcamp.com

Redes Sociais:
https://www.facebook.com/soundbullet

https://twitter.com/soundbullet

http://youtube.com/user/soundbullet

Instagram: @soundbullet

Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

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