Publicado em Entrevista

Conheça a nossa banda – A-Grave

1- Como e quando vocês se conheceram?

Raphael conheceu Felipe em 2000 em sua primeira banda. (Chamada Krizalida)
Precisávamos de um baterista para formar a A-Grave. Então por uma excelente indicação de um amigo da banda, conhecemos o Diogo.
A banda conheceu o Carlos logo no início (em 2008) pois Raphael estava ajudando a, então banda dele (Chamada Kuase Lá) conseguindo shows e tocando bateria até que se arrumasse um baterista.
Carlos sempre foi fã da A-Grave. Sempre ia aos shows. Então, em 2010, com o término da banda Kuase Lá, o chamamos para entrar na A-Grave.
2- Como surgiu a banda? (contem um pouco sobre a história da formação)
Raphael foi reunindo as melhores pessoas com as quais já tocou durante seus 8 anos de experiência com bandas (Começou a carreira em 2000) (Reunindo os melhores, não só com relação a talento mas também, com sintonia de pensamentos e sonhos.) lá atrás, em 2008.
A banda teve várias formações porém, aos poucos, Felipe, Diogo e Carlos (Que se tornaram a essência da banda) foram saindo devido à problemas pessoais (Casamento/filhos/trabalho).
Porém a paixão pela banda, pela música e a saudade de conviver junto com os irmãos sem sangue falou mais alto e em um esforço extremo de todos para voltar com a essência da banda, os quatro que são a verdadeira face da banda A-Grave estão de volta.
3- Como funciona a composição das músicas? (em conjunto, cada um faz um pouco etc… comentar um pouco sobre esse processo)
Todas as músicas do CD “Sobrevivente” (Que lançaremos no segundo semestre deste ano) foram compostas por Raphael, com grande contribuição na composição das baterias de algumas músicas, (principalmente na música que dá nome ao CD, Sobrevivente) do Diogo.
Carlos compôs os solos, somente com uma ideia ou outra do Raphael.
E Felipe, deu uma excelente contribuição no arranjo das músicas mais antigas como Se Perder e Te Odiar e, algumas compostas antes mesmo de a A-Grave existir), como a música “O Fim”.

4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
Cronologicamente falando, e irônicamente (em vários sentidos) a música mais antiga que a banda toca, se chama “O Fim”.
Essa música foi composta em 2001 (antes mesmo da A-Grave existir). Pois foi composta pelos integrantes da primeira banda de Felipe e Raphael. (A banda Krizálida)
A banda era um powertrio potente e contia em sua maioria de suas músicas, um teor político.
A música era tão boa que, na fundação da A-Grave, Raphael e Felipe resolveram colocá-la na banda para não deixa-la morrer.
Raphael modificou a letra e um pouco o arranjo, pois antigamente a letra falava sobre o fim do mundo pelas guerras.
Raphael modificou-a completamente para dar um tom mais sombrio. Hoje a letra fala sobre a sensação que temos antes da morte.
Essa música fez parte do primeiro CD da A-Grave “Presságio” e agora estará em uma nova releitura também no CD “Sobrevivente”.
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
Rock no Brasil sempre foi difícil, mas além disso vivemos em um momento paradoxal pois, ao mesmo tempo que a internet se tornou uma grande aliada, se tornou também a grande carrasca das bandas.
Ao mesmo tempo que temos liberdade hoje de fazermos o que quisermos com as nossas músicas, conhecermos lugares novos para tocar e mostrarmos nosso trabalho, hoje também temos que correr atrás de absolutamente tudo sozinhos, pois, com a pirataria vinda da internet, as Gravadoras e grandes empresários (que cuidariam de tudo para as bandas) estão fechando as portas ou se adaptando de uma forma tal que as bandas hoje (mesmo com gravadora) quase não têm suporte e lucro nenhum.
A grande dificuldade das bandas hoje é ter que ser, além de banda, gravadora, manager, produtora musical, produtora de eventos, e mesmo assim, sem poder se frustrar por não receber frutos dessa multi-função.
Hoje, fazemos tudo e não ganhamos nada. Pelo contrário, gastamos.
E tudo isso num mar de outras bandas novas.
Algumas, sem mérito nenhum, simplesmente porque têm dinheiro para investir na carreira.
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Prova do que o que foi dito acima é verdade.
O primeiro show da banda foi em um evento realizado pelo Raphael em um espaço que ele conseguiu e que, no futuro viria a ser o lendário “Hangar 298”. (Casa de Shows no Meier que movimentou a cena entre 2009/2011).
O show foi excelente, fizeram parte do evento também a banda “Kuase Lá” (Então banda do Carlos) e a nossa amiga até hoje, banda DAOS)
Toda estrutura foi montada com equipamentos que as bandas tinham.
Juntamos tudo o que tínhamos e fizemos acontecer.
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?

O pior momento foi longo e piorando aos poucos. Com a saída pouco a pouco de Felipe, Dingo e Carlos, (Entre 2012/2014) fazendo com que a banda perdesse o rumo e a identidade. Raphael ficou desmotivado com o caminho que a banda estava seguindo e pensava todo dia em parar.
Então em uma conversa com Carlos, o mesmo pronunciou uma palavra que fez o Raphael acordar. A palavra era “essência”. Então, Raphael voltou a conversar Diogo e Felipe sobre um possível retorno deles adaptando a banda a atual situação de todos e esperamos que o melhor momento da banda seja daqui pra frente!
8- Quais são os projetos atuais de vocês?

Lançar o CD “Sobrevivente” no início do próximo semestre, juntamente um grande show de lançamento. Lançarmos o Clipe de 1 ou 2 músicas desse CD até o fim do ano e, a partir daí procurarmos sempre bons shows, sempre registrando em forma de vídeo para irmos atualizando nossos fãs de onde vamos tocar e como é a energia do nossos shows.
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Acredito que o mais nobre sonho de qualquer artista se resume em apenas uma palavra:
Reconhecimento
10- O que a música representa pra vocês?
O ar que respiramos. O amor pela música para Diogo, Felipe e Carlos fizeram eles readaptarem suas vidas para continuarem fazendo o que gostam.
O Raphael sente que se não lutar até o fim em busca de tentar mudar o mundo com suas músicas, estará em dívida com o “cara lá de cima” pelo dom que recebeu Dele.
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Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

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