Publicado em Entrevista

Conheça a nossa banda – Memorialistas

*Entrevista respondida por Bruno Castor
1- Como e quando vocês se conheceram?
Nós demos muita sorte porque todos os integrantes da banda já eram amigos antes de entrarem para a banda. Eu conheci o guitarrista no colégio, o baixista no futebol e o baterista no aniversário de um amigo em comum. Isso já faz uns 15 anos. E apesar de já gostar de ouvir e até compor música, eu ainda não tinha um projeto definido envolvendo uma banda em mente.
 
2- Como surgiu a banda? 
O período em que cursei faculdade de Letras foi o mais produtivo em relação à escrita. Eu gostava de escrever de tudo e sobre tudo, desde contos sobrenaturais a canções de reflexão sobre a vida. As músicas eu sempre mostrava para o Renan (o guitarrista) e em contrapartida ele me mostrava as dele. A parceria musical acabou surgindo assim, naturalmente. Com o tempo passamos a apresentar as canções para outros amigos, que insistiam para que levássemos o projeto adiante. Isso aconteceu apenas em 2013.
A formação na época era outra. Convidamos o baixista e um segundo guitarrista através do site Tôsembanda e o baterista era primo de um amigo. Tocamos por alguns meses, mas por motivos pessoais fomos perdendo um a um os componentes do grupo. Depois de muitas tentativas, idas e vindas, finalmente chegamos na formação atual no final de 2014. Hoje a banda conta com Jorge Filho (baixo), Rodrigo Silveira (bateria) Renan Bianchi (voz e guitarra) e eu, Bruno Castor (voz e escaleta). 
3- Como funciona a composição das músicas? 
Eu prefiro compor sozinho. Até nas músicas em parceria com o Renan, normalmente cada um está fazendo sua parte em casa e só nos juntamos mesmo para acertar os detalhes. Depois levamos as músicas nos ensaios e dividimos com a banda para definirmos os arranjos.
4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
Estou considerando a primeira música autoral como a primeira música que fizemos algum registro e apresentamos para o público. Nesse caso foi Morena, que inscrevemos no Webfestivalda em 2013, ainda com a primeira formação. É uma música em parceria com o Renan, cujo nome é em homenagem a uma banda que influenciou muito nossa vida em todos os sentidos.
 
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
No nosso caso a maior dificuldade está sendo arrumar lugares para tocar. Algumas casas já têm suas bandas fixas e não querem arriscar uma nova programação, outros querem dar oportunidades, mas não possuem equipamentos que suportem um show. Para fazer um show de rua precisamos do nosso próprio equipamento e alugar custa caro. Mas aos poucos estamos driblando esses percalços e as oportunidades estão aparecendo.
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
Nosso primeiro show aberto foi no festival Dia da Música na praça Tiradentes. Foi uma experiência incrível e ao contrário do que costuma acontecer nas histórias de primeiro show que sempre ouvimos, deu tudo certo rs. 
 
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
Como temos pouquíssimo tempo de estrada, os piores e melhores momentos acabam parecendo com simples momentos na carreira de qualquer banda. Para exemplificar, o pior momento considero a troca da primeira formação, pois achávamos que não conseguiríamos novos integrantes e teríamos que encerrar o projeto ainda no seu início e o melhor momento foi a participação no festival de música.
 
8- Quais são os projetos atuais de vocês?
Estamos participando de um projeto da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro em parceria com o Estúdio Carioca para a produção de um single voltado para distribuição em rádio e TV. Além disso, entraremos em estúdio para gravar o primeiro CD com a produtora Antônia Adnet. Em paralelo, continuamos nos inscrevendo em concursos e tocando em qualquer palco que a cidade tenha a oferecer.
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
Viver de música para fazer música. Esse é o nosso maior sonho.
10- O que a música representa pra vocês?
A música já é um modo de vida para cada um de nós. O desafio agora é transformá-la também em um meio de vida para poder manter esse ciclo.
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insta: @bandamemorialistas

Autor:

Thaís tem 25 anos, é formada em Letras pela UFF e recentemente concluiu o mestrado em Literatura Brasileira. Adora dar aula e sempre que dá leva alguma música. A Thaís acha o Machado de Assis o escritor mais genial e totalmente incrível de todos os tempos e na música não há outro como John Mayer. Ela sabe fazer um brigadeiro muito bom, mas garante que escrever é o que de fato ela sabe fazer de melhor nessa vida.

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