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Inside World

Uma coisa que me chamou a atenção em alguns dos filmes hollywoodianos recentes foi a presente temática da paternidade. Moonlight , Fences , Collateral Beauty e Captain Fantastic são bons exemplos, mas dentre todos os esses e os demais filmes que inclusive estiveram na última disputa pelo Oscar, Captain Fantastic foi sem dúvida o meu filme preferido!

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How I Met Your Mother e a Teoria do Caos

Apesar de ser uma pessoa genuinamente “de humanas”, sempre me interessei muito por física. Apesar de não saber nada das fórmulas, sou encantada por muitas teorias e uma das que mais gosto é a Teoria do Caos que (resumindo) diz que uma pequena mudança em um evento do presente pode trazer grandes mudanças para o futuro. E como eu já conhecia a teoria antes de começar a assistir a minha querida série How I Met Your Mother, inevitavelmente fui fazendo associações à ela ao longo das temporadas.

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Here’s to the ones who dream (La La Land sem spoiler)

No último dia 12 La La Land, o filme que arrasou no Globo de Ouro e que já é o queridinho do Oscar, teve sua pré-estreia no Brasil e felizmente eu pude ir ao cinema vivenciar essa maravilha. O filme foi muito além das minhas expectativas e vou falar por quê.

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Alegria sim, tristeza também

Eu precisava tirar um tempinho pra escrever sobre o quanto eu achei fantástico o novo filme da Disney-Pixar “Divertidamente”. Esperei um pouco pra vir escrever a respeito pra não ser acusada (injustamente) de dar spoiler, mas mesmo assim vou tentar não falar sobre a história do filme e muito menos sobre o final pra não tirar a graça pra quem ainda vai assistir ao filme. Quero falar das coisas que eu pensei ao assisti-lo. Vamos ver o que eu consigo fazer.

O que eu mais achei incrível nesse filme que tem como proposta mostrar de forma leve e bem humorada (sem ser infantil) como funciona a nossa mente, é que ele conseguiu mostrar a importância até das emoções que são de certa forma recusadas por nós. A tristeza é um exemplo delas.

Assistindo esse filme eu me lembrei de muitas coisas que ouvi da minha terapeuta no período em que estive fazendo acompanhamento psicológico. Muitos sentimentos que nós temos como a insegurança, o medo, a tristeza, a raiva e tanto outros que são considerados negativos, na verdade são de fundamental importância na vida de cada um de nós. Eu me lembrei inclusive de um trecho de “Heart of Life”, do John Mayer, em que ele fala Fear is a friend that is missunderstood (o medo é um amigo que é incompreendido). E essa é uma grande verdade.

Se a gente não sentisse medo nunca é provável que não duraríamos muito nessa terra. Eu não sei afirmar com precisão, mas creio que até certa fase da nossa existência a gente realmente não sente medo, e é por isso que nossos pais precisam nos vigiar constantemente durante ela. Caso contrário a gente iria se jogar do berço mesmo, do carrinho de bebê em movimento, colocar o dedo na tomada e por aí vai.

Pense em quanta coisa o medo já te livrou! Com certeza ele já te fez escolher fazer um caminho maior pra não passar por uma rua perigosa ou deixar de comer algo vencido. Se a gente não deixar que o medo seja algo que nos paralise, ele pode se tornar um grande aliado pra tirar a gente de muita cilada! Ele pode até nos impulsionar, na verdade. O medo de não conseguir um bom trabalho, por exemplo, pode impulsionar alguém a estudar mais e ser mais dedicado. O mesmo também pode acontecer no caso da insegurança e até mesmo da raiva, que pode ser o sentimento que faltava pra te fazer falar tudo que sempre quis pra alguém que sempre te fez sentir mal. Às vezes isso é muito necessário!!!

Mas falar sobre tristeza ainda é meio tabu. Sempre tem aquela coisa de “nada de tristeza, vamos sorrir!”. Isso na verdade sempre foi uma coisa que me incomodou na maioria das pessoas com quem eu parava pra falar das minhas tristezas ao longo da vida. Eu tenho sim um lado que é mais chegado pra tristeza, um lado de querer ficar sozinho de vez em quando, de querer ver filme triste só pra chorar mesmo e gosta de ouvir música triste de propósito pra chorar muito também. E o que falar da poesia? Comecei a me interessar por causa da Cecília Meireles que escrevia uma poesia mais triste que a outra.

A verdade é que a tristeza tem sim o seu lugar! A gente precisa ficar triste mesmo de vez em quando, até pra valorizar os momentos felizes que já tivemos na vida. Temos que chorar quando a gente sentir vontade de chorar, quando sentir falta de alguém que já morreu, quando a gente se sentir sozinho no mundo e coisas desse tipo. Estou totalmente de acordo com o John Green nesse lance de que “A dor precisa ser sentida”. Precisa mesmo! E além do mais, seria impossível viver só sorrindo, porque a vida nos traz muitas surpresas nada agradáveis. É muita coisa que não sai do jeito que a gente quer e daí a gente fica triste mesmo.

O que precisa acontecer é a gente saber achar um meio-termo pra tudo aquilo que a gente estiver sentindo. Não se deixar dominar pela tristeza a ponto de só viver reclamando ou chorando e não ter ânimo pra fazer mais nada e nem se deixar dominar também pela alegria pra sair por aí dizendo e fazendo um monte de coisas idiotas sem pensar direito, como por exemplo gastar o dinheiro que a gente tem. (Acontece muito de a gente querer sair pra comemorar sei lá o quê, passar tudo no cartão e ficar na merda no mês seguinte).

Como eu já disse em um texto anterior, de tudo que nos acontece se tira proveito. Das minhas tristezas, com ou sem motivo, eu já tirei muita poesia bonita, muito aprendizado e muita força pra mudar o que eu precisava mudar na minha vida. Que a gente sempre saiba o lugarzinho de tudo dentro da nossa cabeça, e que a gente saiba usar cada sorriso e cada lágrima para o nosso próprio bem e para o bem de quem está do nosso lado.

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Leia também Teoria do Caos

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Crescer

Quem é nunca na vida
Se olhou no espelho
E quis saber
Como foi que ficou assim.
.
Com essa cara,
Com esses medos,
Com essa altura,
Com esse olhar.
.
Crescer parece algo alheio
Porque a gente cresce sem ver.
A gente não sente o corpo aumentar
E nem a nossa voz mudar.
.
Mas tudo muda e muito muda.
Mudam-se os gostos
Mudam-se os motivos
Mudam-se as vontades.
.
E se tem algo que permanece
Talvez seja o espírito.
Ainda rimos das mesmas coisas
E ainda nos magoamos igual.
.
Crescer é de dentro pra fora
E de fora pra dentro.
E no fundo nem sabemos
O quê muda mais o quê.
.
A roupa favorita já não cabe…
Quantas perdas ao crescer!
Mas vale sempre lembrar que
Crescer significa estar vivendo!
.
O tempo e a memória andam juntos
Fazendo a gente lembrar
Que tudo passa
E a gente também vai passar.
.
Estamos passando
Sem perceber
Desbravando a vida
Sem se dar conta.
.
Crendo
Sendo
Sentindo
Crescendo.

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O que você tem feito com as suas mãos?

Nós não somos os piores
Nem os menos sábios,
Menos habilidosos,
Menos capacitados.
.
Cada um sabe a seu modo
Mostrar ao mundo a que veio.
Uns cantam, uns escrevem,
Uns emprestam o ombro.
.
Não queira ter
As mãos que são de outrem.
As suas são as que melhor
Servem pra mostrar o que sente.
.
Pode ser que às vezes pareça
Que a gente não serve pra nada,
Ou que não somos tão bons
Quanto o fulano que faz tanta coisa.
.
Eu não faço muito
Além de escrever,
Mas me basta poder
Fluir com as palavras.
.
Minha irmã joga vôlei
e sabe cozinhar,
Minha avó sabe crochê
e sabe aconselhar.
.
O que você tem feito
Com as suas mãos?
O que você tem feito
Além de reclamar?

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Não julgue um livro pela capa

Muita gente não sabe, mas o meu querido e amado livro da Jane Austen Orgulho e Preconceito iria originalmente se chamar Primeiras Impressões. Não sei bem porque a Jane resolveu mudar, mas de toda forma, o livro ainda tematiza muito isso de criar uma imagem muitas vezes equivocada de alguém baseada nas primeiras impressões que se tem da pessoa.

Apesar de todo mundo já ter ouvido o ditado “Não julgue um livro pela capa”, a gente ainda faz isso e muito na nossa vida! E no post de hoje eu queria ir ainda um pouco além, porque muitas vezes mesmo depois de abrir o livro a gente continua julgando mal. Por que será?

Algumas outras vezes já cheguei a dizer aqui o quanto eu acho que as pessoas são complexas. Ninguém é uma coisa coisa. Todos nós somos múltiplos, temos gostos e aptidões que as vezes parecem não ter nenhuma relação, tipo gostar de poesia e ser lutador de UFC. E mesmo não sendo tão radical assim, acho que todos nós temos as nossas “discrepâncias”.

E acontece que assim que conhecemos uma pessoa, nós temos acesso só a uma parte dela. Pode ser que a gente a tenha conhecido num dia ótimo e ela estava radiante, ou num dia totalmente bosta e ela estava por aí dizendo que nada na vida dela dá certo. Então se a gente for levar em conta aquele outro ditado que diz que “A primeira impressão é a que fica”, imagine quanta gente nós já excluímos da nossa vida porque tivemos o azar de conhecê-la em um dia em que estava vivendo um dia de cão?

Infelizmente o contrário também acontece muito! Às vezes começamos uma amizade com alguém que estava vivendo um momento da vida super legal e parecido com o nosso e por isso houve uma identificação quase total! Mas aí, vai passando o tempo, a vida vai trazendo novas circunstâncias e a gente acaba percebendo que aquela pessoa não tem tem nada a ver com a gente e que não é nada do que a gente pensava. E isso também acontece muito em relacionamentos amorosos.

E é por esse motivo basicamente que eu não acredito nesse tal “Amor à primeira vista”. Porque à primeira vista todo mundo é só 1% daquilo que é. Quem me ver batendo cabeça loucamente em um show de rock e achar que sou o amor da sua vida só por causa daquele momento estará cometendo um grande erro. Assim como um cara que vir toda fofinha declamando um poema meu em um sarau.

Nós não somos nem temos que ser só uma coisa. Eu não sou só a apaixonada por rock, nem só a poetisa, nem só a blogueira ou só a fã do John Mayer. Eu e todos nós somos muitas coisas! Como seria bom se todas as pessoas interessadas em nos conhecer tivessem a disposição de nos conhecer de verdade, de passar muito tempo conversando e sair juntos algumas vezes pra ver como nós somos nas mais diversas situações. Por isso eu acho que só ama de verdade quem conhece a pessoa por inteiro a aceita mesmo assim.

Então além de não se deixar levar pelas aparências, também não podemos nos prender a apenas uma lado de uma pessoa para querer entendê-la. Conhecer uma pessoa é uma tarefa que, infelizmente, poucas pessoas querem fazer hoje em dia. E assim vão se fazendo relacionamentos cada vez mais efêmeros e superficiais.

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Leia também Para quando você conhecer uma pessoa

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Top 5 – Filmes que marcaram minha adolescência

Aqui estou eu novamente pra falar de filmes que eu amo muito! filmes que marcaram minha infância, isso porque durante a adolescência eu vi beeeem mais filmes e foram muitos o que me marcaram de alguma forma. Então aqui vão 5 que tem um lugar muito especial no meu coração!

1 – High School Musical

Resolvi começar com um da Disney  porque é muito amor! E não tem como não amar High School Musical! Primeiro porque eu adoro musicais e além disso o enredo até hoje me faz pensar em muitas coisas. Como é difícil a gente admitir que não precisamos ser só uma coisa ou se dedicar só a um assunto que nos interessa. Nós podemos sim gostar de matemática e literatura, de dançar balet e lutar jiu-jitsu. ❤

E fora que foi com High School Musical que eu aprendi o que significa Status quo. 😉

2 – Nunca fui beijada

Esse filme é muito minha vida! Não porque eu ainda não tenha sido beijada, mas eu levei um certo tempinho pra perder o BV (me senti muito adolescente falando isso). Mas eu fui a última das minhas amigas a dar o primeiro beijo e isso acabava sendo uma coisa chata, né! E nessa época esse filme me dava um conforto sem igual! E mesmo depois de já ter beijado alguém, Nunca fui beijada ainda faz muito sentido na minha vida. Afinal de contas ainda espero encontrar um cara tão maneiro e inteligente e incrível quanto o Sam!

3 – Orgulho e Preconceito

Como não falar desse filme que é tão tudo pra mim? Antes de assistir a essa versão lindona de 2005 protagonizada de pelo Matthew que é o Mr. Darcy dos meus sonhos, eu já tinha lido o livro e já tinha me apaixonado pela história. Ver tudo acontecendo ali na minha frente, os bailes, a milícia chegando na cidade… ai ai! Foi muito amor! Tanto amor que assim que eu pude eu comprei o DVD. Daí além de assistir o filme quase todo dia por um bom tempo eu também ficava vendo e revendo aquele final alternativo que me faltam palavras pra expressar o quanto eu amo de tão lindinho que é! E sem falar das cenas extras… Enfim! Não posso ocupar o post todo só falando desse filme! hahaha

4 – Vivendo na eternidade

Acho que esse filme não é muito conhecido mas vale muito apenas assistir! Ele é muito lindinho e trás uma reflexão muito interessante sobre o que é a vida, o amor e sobre o valor do tempo. Vai aqui uma sinopse breve.

A história se passa no início do século XX e a protagonista Winnie conhece e se apaixona por um rapaz chamado Jesse. Com a convivência com ele, ela acaba descobrindo uma realidade bem diferente da que conhecia de ficar sempre presa em casa, limitada pelas regras sociais. Porém, pra que ela pudesse ficar com ele, teria que fazer uma escolha que mudaria tudo na sua vida. (Eu sou péssima com sinopses porque eu sempre acabo dando um spoiler.)

Enfim, assistam esse filme assim que puderem! Ele muda a nossa percepção das coisas e é muito amor e tem um final surpreendente. (Sou péssima com sinopses :/ )

5 – Escola de Rock

E pra fechar não poderia faltar Escola de Rock! Vi muuuito esse filme e, aliás, sempre que está passando eu paro pra ver e cantar junto, é lógico!

Como eu queria que acontecesse algo do tipo na minha escola! Do dia pra noite todas as matérias seriam relacionadas a rock e música!!! \o/ E como seria tudo ter um professor como o Jack Black!

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Bem, gente, esse foi o Top 5 de hoje! Espero que tenham gostado e se identificado! Eu, particularmente adorei fazer esse flashback pra vocês! ❤

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Quando namorei um cineasta

Cineasta-Tarantino

No começo era um romance açucarado
O que vivia com o meu culto namorado.

Ele era bonito, barbudo e cineasta,
Mas minha história com ele foi nefasta.

Passamos do clássico roteiro de amor
Para o mais trash dos filmes de terror.

Não fosse o drama presente em cada cena
Eu poderia até dizer que valeu a pena.

Mas ele gostava era gritos, sangue, morte!
Acho que ter saído viva foi pura sorte!

Se soubesse que seu estilo era meio Tarantino…
Ah… Eu não teria namorado esse cretino!

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Thaís Bartolomeu