Publicado em John Mayer, Sobre Música

The Search For Everything – Wave One (Impressões e Experiência)

O ano de 2017 começou incrível para todos os fãs do John Mayer! Logo no dia 01 de janeiro ele anunciou nas redes sociais a data de lançamento das primeiras quatro músicas (Wave One) do seu novo álbum The Search For Everything. Felizmente eu e mais alguns fãs não precisamos esperar até o dia 20 para ouvir as músicas novas, pois graças a uma promoção pudemos participar da audição das músicas na Sony Music um dia antes do lançamento oficial. Sei que, como quase tudo na internet, as músicas já tinham até vazado… Mas pelo menos pra mim foi uma experiência única, que sempre vou guardar com carinho. ❤

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Top 5 John Mayer -Pra você pensar na vida

Que felicidade poder começar os posts esse ano aqui no blog já falando sobre o John Mayer! Fiz questão de que o primeiro post de 2016 fosse mais queridíssimo Top 5 John Mayer, dessa vez uma listinha que organizei mentalmente há uns dias atrás no ônibus enquanto pensava na minha vida…

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Se machucar é bom

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Esse post não é propaganda de band-aid nem muito menos uma campanha de auto-mutilação. É só algo pra gente pensar um pouco nas vantagens e nas coisas boas que ganhamos toda vez que a gente se machuca. E eu parto aqui do machucado físico para o machucado sentimental, que às vezes parece ser bem pior.

Eu comecei a pensar nesse assunto quando li a seguinte frase do John Mayer:

Stay hurtable. Stay human. Stay open. It’s always worth it.

Essa palavra hurtable não tem uma tradução muito usual para o português, mas ficaria mais ou menos

Continue machucável. Continue humano. Continue aberto. Sempre vale a pena.

E assim que eu li, eu logo li de novo e repeti pra mim mesma em tom de pergunta: Hurtable? 
Depois de alguma reflexão e de tentar juntar tudo isso que ele disse eu finalmente entendi sobre a importância de se machucar, de ser uma pessoa machucável. Se você se machuca é porque você tem sensibilidade e é isso o que de jeito nenhum nós podemos perder.

Fiquei com isso de se machucar e de sentir e de dor e me lembrei de uma das minhas frases preferidas do livro A culpa é das estrelas: A dor precisa ser sentida. E precisa mesmo! Há algum tempo atrás eu assisti uma reportagem sobre pessoas que não sentiam dor, que se cortam ou se queimam e nem se davam conta porque não podiam sentir dor. A dor precisa ser sentida!

E por mais horrível que seja passar por decepções e ter os sentimentos feridos por alguém, se machucar é bom! É prova de que estamos vivos e estamos tentando coisas! É preciso se manter humano, se manter sensível por mais que isso doa às vezes. É sempre bom lembrar que um corpo frio é um corpo sem vida.

E retomando a questão do curativo, também vale lembrar que hoje em dia tem band-aid de todo tipo, com várias estampas fofas e super-amorzinho! Você pode melhorar a aparência do seu machucado se quiser, por mais que ainda doa. Você pode transformá-lo em algo bonito de se ver. Eis a poesia! Eis a chance de fazer desse drama a sua hora! (Sempre vale a pena)

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My dear

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Vem tocar John Mayer pra mim, meu bem
Porque eu gosto de vê-lo mexer com Neon
E vê-lo sorrir com Dear Marie é tão bom!
(Será que gostas do meu sorriso também?)

Vem iluminar minha noite, meu bem
Com os vagalumes que saem do teu violão
E que dançam pra nós a cada canção.
(Será que vai dar tempo pra Stop this train?)

E se você vier ainda hoje, meu bem
Tem aqui um quarto pra gente incendiar
E se escaparemos desse fogo, não sei dizer

Nem sei que efeitos os teus acordes irão ter
Mas certamente a gravidade me fará deitar
(Será que vou acordar no teu colo, meu bem?)

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Top 5 John Mayer – Pra você se sentir melhor

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Olá, pessoas! Já fazia um tempinho que eu não fazia um post aqui só falando de músicas do John Mayer, então resolvi postar hoje mais um Top 5 do John ( \o/ ). Dessa vez quis trazer as minhas preferidas pra gente ouvir e se sentir melhor naqueles dias que a gente está meio tristinho, às vezes até sem motivo ou ainda passando por situações bem complicadas mesmo como o próprio John já passou.
E eu sei que o que o John mais tem são músicas que nos fazem sentir bem e nos tiram da fossa, mas nesse post resolvi não colocar mais de uma música do mesmo CD e nem músicas que eu já tenha mencionado em outros posts.

(Se ficaram curiosos pra conhecer outros Top 5 e outros textos em que falo do John é só acessar a categoria John Mayer. 😉 )

Bem, vamos ao Top 5 de hoje!

1 – Waiting on the day

Essa música totalmente lindinha foi sugestão do Derick (porque realmente foi bem difícil escolher só 5 músicas). Mas eu também amo muito essa música, ela realmente traz uma calma incrível, tanto pela letra quanto pela melodia. Faz mesmo a gente acreditar que um dia tudo vai ser bem melhor!

2 – Shadow Days

O que dizer de Shadow Days? Acho que me faltam até palavras! Foi ouvindo essa música um dia numa rádio que eu pensei “Meu Deus! Que música perfeita!!! Preciso ouvir mais desse homem!” e foi então por causa dela e do Born and Raised como um todo que o John entrou na minha vida pra ficar. E o mais maravilhoso é que foi numa fase muito dramática da minha vida e que tudo que eu mais precisava fazer era deixar os meus dias sombrios pra trás! Ai ai… Muito amor envolvido! ❤

3 – War of my life

War of my life é uma música que só fui ouvir quando comprei o Battle Studies e foi amor ao primeiro acorde. Essa música nos fala sobre enfrentar os problemas da vida, por mais difíceis que possam ser, sobre ser forte e principalmente sobre não desistir e esperar pelo melhor sempre. Esse finalzinho que ele fica dizendo “Fight on” realmente foi tudo que eu precisava ouvir quando tive uma infecção braba no rim ano passado. Eu realmente não tinha escolha a não ser lutar até que acabasse. É como eu sempre digo, o John Mayer tem músicas pra cada momento da minha vida!

4 – Stop this train

Essa não poderia faltar de jeito nenhum! Afinal, quem é que nunca pensou “Ah, cara, não aguento mais” ou “O tempo está passando e não consigo fazer nada que eu quero” e coisas do tipo? Pra mim Stop this train é uma das músicas mais perfeitas que o John já escreveu, que traduz diversas inquietações que todo ser humano tem ao longo da vida. E apesar de eu já ter muitas vezes chorado ouvindo essa música, ela sem dúvida tem uma capacidade inexplicável de nos fazer querer continuar seguindo em frente.

5 – New Deep

E por último, mas de jeito nenhum menos importante, temos New Deep que é uma música que sempre que eu ouço eu paro e penso “Quer saber?! Foda-se”. Porque pelo menos no meu caso, sei que muitas das minhas sofrências são sem razão, são porque eu penso demais, me preocupo demais. Às vezes o que a gente tem que fazer é simplesmente parar de querer entender tudo o que acontece na nossa vida, parar de se preocupar tanto e… só viver! Eu considero New Deep como a versão do John Mayer pra Hakuna Matata! 😀

Bem, pessoas queridas, por hoje é o que temos! Espero que tenham gostado, que tenham se identificado e tenham aproveitado pra conhecer ou ouvir de novo essas músicas tão perfeitas do John! ❤

Fiquem à vontade pra comentar e sugerir músicas para próximas playlists!

Publicado em John Mayer, Sobre Música

Viver de música

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Eu sou uma pessoa de sorte, tenho muitos amigos músicos! E sei que o grande sonho da maioria deles é conseguir viver de música. Um sonho muito lindo e digno, apesar de ser não ser fácil de ser realizado, assim como não é fácil também o meu sonho de viver de literatura. Eu sei que essa expressão se refere a ter a música como profissão e não apenas algo que você faz porque ama mas ainda precisa de um trabalho mais tradicional pra conseguir se sustentar.

Hoje, porém, enquanto eu ouvia Pearl Jam no ônibus, à caminho da casa da minha prima, comecei a reformular esse conceito ‘Viver de música’. Cheguei à conclusão que vive de música todos aqueles que precisam de música pra viver.

Viver de música é não sair de casa sem o fone, é precisar ouvir música aonde quer que você vá. Seja da sua casa ao mercadinho da esquina ou por horas num ônibus até o trabalho.
Viver de música é medir o tempo com ela. Quanto tempo eu levo de casa pra faculdade? O Born and Raised quase inteiro! Quanto tempo da minha casa até o ponto de ônibus? Don’t look back in anger, mais ou menos.
Viver de música é definir o seu estado emocional pela música que você ouve no repeat.
‘ -E aí cara, como você está?’
‘ -Po, tô ouvindo Black no repeat desde acordei…’
(E pra você isso responde tudo!)
Viver de música é achar que ela é a melhor terapia, um ombro amigo em que você sempre se encostar independente do que aconteça.
Viver de música é ter uma música pra cada momento da sua vida, uma playlist mental de músicas pra sair da fossa, pra ficar mais ainda na fossa ou ao menos pra tentar entender porque raios você está na fossa.
(Bem, eu sempre acho que tudo tem a ver com uma fossa)
Viver de música é até mesmo ter algumas crenças comprovadas apenas por você mesmo a respeito dela. Como a crença de achar que você vai conseguir andar mais rápido quando está atrasado se você colocar pra tocar uma música mais rápida.
(Estudos afirmam que Chop Suey é capaz de te fazer andar até 300% mais rápido!)
Isso sem falar daquela crença doida de que uma música FOI TOTALMENTE E SEM DÚVIDA ALGUMA escrita pra você e mais ninguém no mundo. (Como não? Story of man foi escrita pra mim sim, eu hein!)
Viver de música é acreditar que de fato ela te ajuda e muito! Te ajuda a entender melhor o mundo, e porque as coisas são como são e talvez até mesmo porque você é como é!
Viver de música é não conseguir ser indiferente a ela. E quanto a isso cada um reage do seu jeito. Há os que pedem um violão de presente ainda novinhos, ou juntam um dinheiro suado pra comprar na juventude e então aprendem a tocar as suas músicas preferidas e logo estão compondo suas próprias. Há também os que não tem o talento necessário ou a disciplina necessária de horas praticando pra aprender a tocar, mas também compõem. Há os que se descobrem em outros instrumentos e também os que são sempre os que cantam nas rodinhas de amigos e acabam por que tem uma voz incrível! E há ainda os que eu chamo de ‘nerds musicais’ que não cantam, nem tocam, nem compõem mas sabem mais de música do que muita gente por aí! Sabe quem compôs o quê e quando e porquê e estão sempre te mostrando músicas lindas e cantores e banda sensacionais que você nem fazia ideia que existiam!

Viver de música! Que privilégio fascinante! O que seria de mim sem a música? Provavelmente não teria tanta sensibilidade e talvez nunca tivesse me interessado em estudar inglês! Quanta coisa eu já aprendi com música e quantos momentos bons ficaram ainda melhores só por causa da música que estava tocando na hora!

Viver de música é saber que mesmo tendo que fazer qualquer outro tipo de coisa na vida pra ter seu dinheiro, você simplesmente não pode viver sem ela.

E você, também vive de música?

Publicado em John Mayer, Sobre a Vida

It’s just a season thing

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Se esse mês de janeiro está sendo tranquilo pra você, só praia e picolé como eu tenho visto nas fotos da maioria das pessoas no facebook, eu fico feliz por você, mas não te invejo. Não porque o meu janeiro esteja sendo melhor ainda do que o seu, pelo contrário. Para mim esse tem sido um mês de muitos conflitos, problemas e decisões difíceis a serem tomadas. (Inclusive, no momento estou fazendo um esforço enorme para digitar esse post, já que meu braço direito está enfaixado e estou sentindo bastante dor.)

Diante disso tudo eu deveria sim estar invejando as suas férias de praia e picolé e reclamando insistentemente da minha vida. Já fiz isso, mas segui em frente. Aqui estou eu mais uma vez querendo pensar em coisas bonitas e alegres e escrever o texto que possa ajudar tanto a mim quanto a vocês. Vamos lá?!

Desde outubro de 2013, todas as minhas crises e conflitos têm destino certo: John Mayer. E é tão incrível porque sempre que recorro a ele e começo a ouvir todos os álbuns na ordem e no repeat eu sempre encontro algo novo e que fala comigo de uma forma tão profunda que é como se eu nunca tivesse ouvido aquilo antes (apesar de já ter ouvido 500 mil vezes).

Na crise atual encontrei o que eu precisava novamente em Wheel (quem diria?!). Já ouvi tantas vezes essa música (já tenho até outro post sobre ela, clique aqui) e acho que por me prender tanto naquele final maravilhoso eu até então não tinha dado atenção a outras coisas igualmente incríveis que ele diz ao longo da música, uma delas é o título desse post.

Wheel é uma música que fala de diferentes momentos que são comuns na vida de todo mundo, que fazem parte justamente desse ciclo sem fim (olha que lindo, falando de O Rei Leão e John no mesmo post

Quando eu ouvi Wheel dessa vez, ela passou a ser para mim uma música que fala de encontros e despedidas e que fala também de escolhas que temos que fazer. Escolher entre voar ou não, escolher entre ouvir a cabeça ou o coração, escolher entre ficar ou partir. Nós temos que fazer escolhas, mas a vida não vai parar pra que as façamos. A sua roda vai continuar a girar e a seguir o seu caminho.

Mas o que dessa vez mais me chamou a atenção mesmo mesmo mesmo foram esses versos:

You can’t build a house of leaves
And live like it’s an evergreen
It’s just a season thing
It’s just this thing that seasons do

(Você não pode construir uma casa de folhas e morar nela como se fosse uma sempre-viva, isso é só uma fase/estação, e é isso que as estações fazem)

O John é tão perfeito que às vezes fica até complicado traduzir as ideias geniais dele, mas tentei. O fato é que, quando estamos em uma fase boa nos apegamos a tudo que faz parte daquele momento tão ótimo da nossa vida como se aquilo fosse durar pra sempre. Sabemos que não dura, nada dura pra sempre. E quando vemos as folhas verdes e vivas queremos fazer dali o nosso lar e a nossa alegria, mas a estação das folhas verdes passará. Elas morrerão e em breve estarão secas e caídas ao chão. Mas veja pelo lado bom: isso também é só mais uma estação.

As coisas não estarão verdinhas e bonitas o tempo todo e nem tão pouco estarão sempre obscuras. It’s just a season thing. E cada fase que passamos na nossa vida é importante, cada riso e cada choro. E é passando por isso tudo com a consciência de que são fases necessárias para o nosso crescimento que conseguimos nos tornar mais maduros. Seja bom ou seja ruim, tudo vai passar, a roda vai continuar a se mover.

Como dá vontade de pausar a vida de vez em quando naqueles dias em que tudo sai bem do jeito que a gente quer, sai tudo perfeito! Mas a vida não é uma evergreen (aguardem um texto com esse título explicando isso melhor) e nem poderia ser. Passar pelos altos e baixos da vida, pelas perdas, pelos ganhos, conhecer gente que se torna amiga, conhecer gente que só vem pra tirar, tudo isso faz parte da complicada matemática que resulta, por fim, em quem somos. E que bom por tudo!

Publicado em John Mayer, Sobre o Amor

O que é amar alguém?

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Mais de uma semana sem postar nada no blog e mais de duas semanas sem escrever um texto em prosa que prestasse. Não sei se esse aqui vai ficar prestando pra compensar, mas vou falar um pouco do que tenho sentido.

Nesse tempo que fiquei sem escrever muitas ideias me passaram pela cabeça a respeito da vida, dos nossos sentimentos, dos relacionamentos. Nessa época de fim de ano é inevitável não tentar fazer um balanço de tudo o que fizemos, o que foi bom, o que foi ruim, o que valeu, o que não valeu. E no meio de vários questionamentos eu me perguntei hoje cedo: eu amei alguém esse ano?

Como toda pessoa que se apega facilmente, eu já achei por diversas vezes nesse 2014 que estava apaixonada. Talvez eu estivesse mesmo. Talvez tenha de fato me apaixonado algumas dúzias de vezes esse ano, porque se apaixonar não é difícil e pode acontecer mesmo várias vezes com pessoas românticas e, pasmem, até mais de uma vez simultaneamente.

Porque a gente se apaixona sempre que acha que encontrou uma pessoa parecida com a gente, que nos entende em algum sentido, que gosta das mesmas coisas que nós, que pensa da mesma forma que a gente em algum aspecto e por aí vai. Mas tem diferença entre esse efêmero encantamento, que eu chamo aqui de ‘se apaixonar’ e entre um sentimento forte que deixa você de coração na mão, pronto a entrega-lo pra outra pessoa, que eu chamarei aqui de ‘amar’.

Quando a gente se apaixona é fácil de explicar, você diz “ah, eu gosto dele porque ele é um amor, sempre gentil comigo, me entende, gosta dos mesmos filmes e livros que eu…”. Se apaixonar sempre tem uma lógica. O brabo é que muitas vezes confundimos essa paixão com amor.

Ouvindo “I don’t trust myself” do John Mayer essa manhã, uma frase na música me chamou a atenção:
“Who do you love, me or the thought of me?”

Fiquei com isso na cabeça o dia todo. Realmente, quando encontramos alguém que ‘combina’ com a gente e que parece ter por nós um sentimento recíproco de interesse, começamos a achar que aquela é a pessoa ideal, que deveríamos namorar e que daria tudo certo. Não é assim que funciona (mas não me pergunte por quê).

É isso que o John chama na música de ‘thought of me’. Quando sentimos que somos correspondidos criamos uma série de pensamentos a respeito daquela pessoa pra nos convencermos de que é ela e começamos a imaginar um possível romance. Isso é uma das piores coisas que alguém pode fazer, mas é o que mais fazemos, quero dizer, pensar em começar um relacionamento cheio de expectativas, achando que aquela pessoa é o amor da sua vida só porque também se interessou por você e pelas coisas que têm em comum.

O que eu concluí é que é raríssimo você amar alguém que vai te amar também. Porque o amor não tem lógica.

Você ama aquela pessoa que é totalmente diferente de você em várias coisas, que não gosta de tudo de você gosta, não frequenta os mesmos lugares, não admira os mesmos artistas e chama o seu sentimentalismo de fazer drama. No entanto você ama essa pessoa. Ama sem razão e sem saber por quê.

Eu acredito que a gente pode amar mais de uma pessoa na vida sim. Eu mesma já amei mais de uma vez e em todas essas vezes esse amor não tinha a menor lógica. Amar alguém é algo muito forte, tanto que às vezes achamos que é mais forte do que nós. Mas não é. A partir do momento que esse amor nos faz sofrer, podemos trabalhar para nos libertar dele. Não nascemos para ser escravos de nada nem de ninguém.

A lição de hoje é portanto não confundir paixão com amor, pois as paixões são bem mais frequentes e com a mesma facilidade que chegam, vão embora. Então não vale a pena ficar fantasiando em cima de algo que não tem profundidade, muito menos sofrer por conta disso. O amor correspondido é algo raro, difícil de acontecer e que eu não sei como funciona. Só conheço gostar de alguém convenientemente, porque a pessoa é boa pra você e te faz bem. Duas pessoas que amam uma a outra sem a menos explicação eu não sei dizer como é.

Vai lá tentar entender a vida, vai tentar entender o amor…

Publicado em John Mayer, Sobre o Amor

Top 5 John Mayer Sobre Fim de Relacionamentos Amorosos

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Aqui estou eu novamente com mais um incrível Top 5 do nosso amado John Mayer! Dessa vez para falar sobre fim de relacionamentos porque, afinal, nada dura pra sempre e todo mundo já amou e também deixou de amar alguém.
Mas, na verdade, a minha maior intenção com esse post é provar a minha tese de que o fim de um relacionamento amoroso é a melhor coisa na vida de um artista! Nada inspira mais!
Enquanto as pessoas normais só choram ou tomam um porre, o compositor vai lá e escreve uma música simplesmente maravilhosa! Inclusive as minhas músicas preferidas falam sobre término de namoros e afins…
(OBS.: Esse semana mesmo postei a letra de uma música do meu amigo Gabriel Rangel, “Daquilo que cê foi“, que só reforça isso. Vão dar uma olhadinha depois, é linda!

Mas, sem mais delongas, vamos à lista!

1 – In your atmosphere

Olha ela aí! Vamos começar com a minha preferida! Realmente ‘In your atmosphere’ é um arraso de música. Expressa muito bem todo aquele sentimento que fica dentro da gente quando um relacionamento acaba e a gente não consegue parar de pensar na pessoa. E então tudo que você faz, todo lugar que você vai (mas especialmente os lugares onde vocês foram juntos) te faz lembrar da pessoa. Nessa música ele também consegue expressar muito bem aquele sentimento ambíguo de querer e não querer mais ver a pessoa…

‘Cause I die if I saw you
I die if didn’t see you there…

Quem nunca?

2 – Friends, Lovers or Nothing

Nunca diga ‘Dessa água não beberei’, já dizia minha avó! Por mais duro que seja de admitir quase todo mundo já terminou alguma vez com alguém e ficou naquela desgraçada situação de ‘em cima do muro’. No caso de ‘Friends, Lovers or Nothing’é a mulher que enche a cara e fica correndo atrás do John, coitado. Mas é compreensível, afinal, é o John Mayer né, gente! E eu amo muito esse posicionamento do John desde o título da música e na verdade ela toda é uma grande lição de vida! E os versos com que ele a encerra é algo que a gente sempre deveria ter em mente, não só no fim do relacionamento, mas no início e no meio também (acho que não é à toa que ele fica repetindo feito um mantra):

Anything other than yes is no
Anything other than stay is go
Anything less than I love you is lying

3 – I’m gonna find another you

Tadinho do John Mayer! Só de olhar pro título da música a gente já fica com dó! A mulher termina com ele mas o pobrezinho ainda diz que quer encontrar outra como ela!!! É muito amor 😦 ! Mas, na minha opinião, o que torna essa música especial são algumas metáforas que o John usa pra expressar como ele se sentiu com que esse término forçado, como ele mesmo diz. Adoro as leves humilhadas que ele dá tipo:

You might have your reasons
But you will never have my rhymes

e

My pride will keep me company
And you just gave yours all away

E pra ela não ficar pensando que ele iria ficar o resto da vida lá sofrendo ele deixa bem claro que agora vai se arrumar super gato e sair pra fazer as coisas que ela não o deixava fazer quando estavam juntos. Beijo recalque!

4 – Hummingbird

Pra não ficar parecendo também que só as mulheres que terminavam com o John e deixavam ele lá sofrendo, eis ‘Hummingbird’. É a típica música que te dá vontade de chorar mesmo antes de ouvir a letra. Ela reforça aquele velho ditado de que a gente só dá valor quando perde. A minha tendência é sempre ter pena do John (fazer o quê?), mas acho que ele mesmo acha que não cuidou dela como deveria… E, sim, John, acho que é ‘too late’ sim. Quando a gente se pergunta isso, geralmente é…

5 – Out of my mind

Só porque eu não quero terminar o post de hoje nesse clima fossa e porque ‘Out of my mind’ é uma música incrível! É uma das poucas músicas do John que eu gosto mais da performance dele do que da letra em si! Porque não basta só avisar pra mulher que ele finalmente decidiu tirá-la da cabeça e mandar ela correr pras amiguinhas pra contar a versão dela! Os solos dessa música são totalmente ‘não estou mais nem aí pra você’! E o que dizer dessas risadas no meio da música??? Para tudo gente! Vamos assistir (de novo)!

Bom, espero que tenham gostado do post mostrando diferentes músicas do John Mayer mostrando diferente contextos de fim de relacionamentos amorosos, que vão desde o clássico ‘não consigo parar de pensar em você’ até ao derradeiro ‘cansei’.

P.S.: Pensei em colocar ‘Dreaming with a broken heart’ e ‘Comfortable’ nesse Top 5, mas não queria ser responsável por cortes no pulso de ninguém.

Publicado em John Mayer, Sobre a Vida

Pense positivo, guria!

Stonehenge_(sun)

Quando é pra citar a música Wheel, do John Mayer, a gente geralmente escolhe aqueles lindos versos com que ele a encerra:

I believe that my life’s gonna see
The love I give returned to me
(Eu acredito que a vida vai ver / o amor que eu dou retornar pra mim)

Realmente isso é uma lindeza! Mas como é difícil acreditar nisso quando a vida desanda a te dar um monte daqueles dias tumultuados e problemáticos, um atrás do outro! Tem épocas que as coisas ficam tão complicadas que fica difícil pensar em qualquer coisa boa. Mas, na verdade, isso geralmente acontece porque nós nos apegamos tanto às coisas boas da vida que fingimos que ela é toda boa, ou que é boa sempre.

Há um trecho dessa música que até ontem me passava sem me chamar muita atenção, e é justamente o que ele fala antes daqueles versos tão perfeitos:
You can’t love too much one part of it (Você não pode amar demais só uma parte disso)
E não é justamente o contrário o que a gente faz? Não é bem verdade que a gente é chegado a gostar só da parte boa da vida?

Só que a vida é essa roda que o John fala na música. Ela não para e nós não ficamos sempre no mesmo lugar. Assim como existem os sorrisos e as alegrias, existem também as lágrimas e decepções. Mas tudo na vida é aprendizado para quem está disposto a sempre crescer. Às vezes aprendemos vendo o exemplo dos outros, ou conversando com os amigos, mas outras vezes é necessário sentir a dor na própria carne.

O que nos faz melhores e o que nos faz crescer depende de como a gente reage a esse ‘lado ruim’ da vida. Essa é a hora de continuar amando, continuar acreditando, continuar sonhando. É o momento de mostrar que você é forte e vai permanecer firme independente das intempéries ao seu redor, assim como a Stonehenge. Que difícil pensar positivo com tudo desmoronando dentro e fora da gente!

Mas uma coisa é certa e eu até já falei sobre isso em outros textos aqui: a vida traz de volta o que você dá a ela. Por isso pensar positivo, pensar em coisas boas, é o melhor que você pode fazer se você quer que a vida te proporcione mais coisas agradáveis. Pense em tristeza, fique cabisbaixo e depressivo e a melancolia não vai te abandonar. Pense colorido, tente sorrir, faça o bem e você logo verá se abrir um clima mais azul.

( Obrigada, Dedé, pelos 6 dias de conversa que me convenceram a pensar positivo! 🙂