Pense positivo, guria!

Stonehenge_(sun)

Quando é pra citar a música Wheel, do John Mayer, a gente geralmente escolhe aqueles lindos versos com que ele a encerra:

I believe that my life’s gonna see
The love I give returned to me
(Eu acredito que a vida vai ver / o amor que eu dou retornar pra mim)

Realmente isso é uma lindeza! Mas como é difícil acreditar nisso quando a vida desanda a te dar um monte daqueles dias tumultuados e problemáticos, um atrás do outro! Tem épocas que as coisas ficam tão complicadas que fica difícil pensar em qualquer coisa boa. Mas, na verdade, isso geralmente acontece porque nós nos apegamos tanto às coisas boas da vida que fingimos que ela é toda boa, ou que é boa sempre.

Há um trecho dessa música que até ontem me passava sem me chamar muita atenção, e é justamente o que ele fala antes daqueles versos tão perfeitos:
You can’t love too much one part of it (Você não pode amar demais só uma parte disso)
E não é justamente o contrário o que a gente faz? Não é bem verdade que a gente é chegado a gostar só da parte boa da vida?

Só que a vida é essa roda que o John fala na música. Ela não para e nós não ficamos sempre no mesmo lugar. Assim como existem os sorrisos e as alegrias, existem também as lágrimas e decepções. Mas tudo na vida é aprendizado para quem está disposto a sempre crescer. Às vezes aprendemos vendo o exemplo dos outros, ou conversando com os amigos, mas outras vezes é necessário sentir a dor na própria carne.

O que nos faz melhores e o que nos faz crescer depende de como a gente reage a esse ‘lado ruim’ da vida. Essa é a hora de continuar amando, continuar acreditando, continuar sonhando. É o momento de mostrar que você é forte e vai permanecer firme independente das intempéries ao seu redor, assim como a Stonehenge. Que difícil pensar positivo com tudo desmoronando dentro e fora da gente!

Mas uma coisa é certa e eu até já falei sobre isso em outros textos aqui: a vida traz de volta o que você dá a ela. Por isso pensar positivo, pensar em coisas boas, é o melhor que você pode fazer se você quer que a vida te proporcione mais coisas agradáveis. Pense em tristeza, fique cabisbaixo e depressivo e a melancolia não vai te abandonar. Pense colorido, tente sorrir, faça o bem e você logo verá se abrir um clima mais azul.

( Obrigada, Dedé, pelos 6 dias de conversa que me convenceram a pensar positivo! 🙂

Não deu tudo errado o tempo todo

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Eis a nossa tendência quando algo não tem o desfecho que a gente esperava, logo vamos dizendo “Que droga! Deu tudo errado!” Há tanto o que se pensar sobre isso…

A primeira questão é: o que é que nós, meros mortais, sabemos da vida, afinal? Quem foi que disse que o ‘dar certo’ teria que coincidir exatamente com a nossa expectativa? Por milhares de vezes eu já quis muito alguma coisa e até chorei, praguejei contra ao vento, quando a tal coisa não aconteceu como eu queria. “Mas que droga! Por que é que tinha que dar tudo errado?” Mas também não foram poucas às vezes que depois eu dei graças a Deus por as coisas não terem acontecido do meu jeito. Concluí que foi melhor assim.

“Nada acontece por acaso”, “Há males que vêm para o bem” , “Deus sabe o que faz”. Tudo frase-feita, tudo cliché, tudo verdade. E que bom que as coisas não seguem os nossos planos! Não só porque muitas vezes nós erramos feio nas nossas vontades, mas também porque a vida seria extremamente chata se seguisse um roteiro (ainda que você tenha certeza que o seu roteiro é impecável! O meu, por exemplo, inclui o John Mayer gravando uma música escrita por mim!)

Mas quando se trata de fim de relacionamento, então! Essa sensação de “AAAAh, deu tudo errado!” é quase sempre presente. Vamos pensar. Não deu tudo errado o tempo todo, nem que tenha sido por poucos meses, ou algumas semanas ou por um único dia tudo deu certo. Em algum momento as coisas deram certo, mas tão certo, que ambos creram no amor e deixaram o resto do mundo pra lá pra viver aquela coisa boa, só vocês dois. Mas… vai lá saber por que, não tinha que ser assim. E isso também não quer dizer que tenha dado errado.

O que hoje você chama de certo, poderá descobrir amanhã que é o errado. O que você chama agora de “dar errado” pode ter sido a melhor coisa que já te aconteceu. A gente sofre na vida porque nós não sabemos esperar , porque queremos tudo para ontem e tudo do nosso jeito. Take it easy! A Vida é boa e o Destino é um carinha bacana, eles são cautelosos e pacientes (ao contrário de nós). E, como já bem disse Tiago Iorc, nada como um dia após o outro. O tempo é que dirá se de fato deu errado ou não.

*Agradeço a Derick Dellasierra e Bruno Fontes pela inspiração desse texto.

Viva bem com a idade que você tem!

Niterói! Praia Vermelha! Visual que inspirou o post de hoje…

Já faz algum tempo que eu ando preocupada, mais do que devia, com esse assunto de idade. Hoje à tarde comecei a refletir um pouco mais sobre o assunto e percebi que, talvez essa minha recente inquietação tenha a ver com o fato de a nossa sociedade conferir uma carga muito negativa ao termo velho e, consequentemente aos seus derivados, dentre os quais está a palavra envelhecer. Quando se diz que algo é velho, geralmente não é um elogio. Chama-se de velho o que já não já não serve mais ou já não é atual.

Mas talvez também tenha a ver com o fato de, nesse ano, eu ter começado a conviver muito com pessoas com cerca de 17 anos (leia-se ‘meus alunos’) e porque eu costumava considerar os meus 17 anos a fase mais top da minha vida. Hoje, pensando com mais frieza, eu me dei conta de que na verdade essa foi uma idade como todas as outras, com seus prós e contras. E foi assim que eu conclui que ter 23 anos é lindo! Tão lindo quanto ter 10, 15, 30 ou 45. O segredo para aproveitar bem a sua idade é saber usa-la a seu favor.

Eu li pela primeira vez a frase que dá título a esse texto quando eu tinha 13 anos. Ela estava escrita no muro de um grupo da terceira idade em Macaé. E eu detestava ter 13 anos! O que me levou já naquela época a concluir que viver bem com a idade que você tem é um desafio não só para os idosos, mas para pessoas de qualquer idade, isso porque o ser humano é um animalzinho muito reclamão, nunca está satisfeito.

E hoje eu abri mão do individualismo para me dar conta de que ver o tempo passar correndo diante dos olhos e se assustar com isso não é exclusividade minha. Nando Reis já falou sobre isso em “Não vou me adaptar” e o próprio John Mayer com uma das metáforas mais perfeitas que existem em “Stop this train”. E, voltando ainda mais, saindo da música para a literatura, eu conclui que realmente envelhecer não vale o meu drama e não é nem bom ficar pensando em possibilidades bizarras de se evitar isso (Dorian Gray e Fausto estão aí como exemplos, porque… né!).

Eu já zoei muito a minha mãe porque ela viveu a época em que “A Lagoa Azul” passou no cinema, e agora é a minha vez de já ter que lidar com pessoas dizendo que os meus queridos filmes dos anos 90 são velhos. Mas vamos pensar nas vantagens de envelhecer convivendo com novas gerações. Você vai ter histórias pra contar!
Eu sempre gostei muito de ouvir as histórias da minha avó sobre como eram as coisas quando ela tinha mais ou menos a minha idade lá nos anos 60. Nada como ouvir a versão de alguém que você conhece e que esteve realmente lá. Você pode ler mil livros de história, mas o relato de quem viveu é algo sem igual!

Também sempre ficava encantada quando uma professora de história que eu tive contava pra gente como foi ter participado do Fora Collor. E, apesar de não ser professora de história, daqui a algum tempo estarei contando pra alunos meus que não terão vivido a “Revolta dos 20 centavos” como foi tudo aquilo e como foi estar lá. Vou contar também que houve um tempo que escrevíamos ‘cinquenta’ com estranhos dois pontinhos em cima do u.

Algo muito interessante sobre a vida é que há coisas que simplesmente não se desgastam com o tempo. Um exemplo simples e incontestável é a música. É incrível como existem músicas que já foram produzidas há décadas mas que continuam nos encantando como se fossem a maior novidade do mundo! Há em certas músicas algum traço de atemporalidade que eu atribuo ao espírito vivaz, humano e universal que elas transmitem, o que nos mostra que se nós procurarmos também manter o nosso vigor firme, a ação do tempo por sozinha não será capaz de deixar em ruínas o brilho da nosso alvorecer.

É bom ser chamado de jovem porque a juventude está mesmo relacionada ao que é belo e viçoso e por isso fico feliz quando as pessoas dizem que eu pareço ser mais nova. Mas, por outro lado, também é verdade às vezes eu ouço isso por causa de alguns pensamentos infantis que eu ainda estava insistindo em manter. Tenho sentido falta de alguém me dizer que sou madura. Ainda tenho muito para amadurecer e sei que isso vem com o tempo.

Então que tal fazermos do tempo, ao invés de nosso inimigo, nosso aliado? Ao invés de se queixar ou fazer de tudo para parecer mais novos do que somos, por que não unir o melhor dos dois mundos?! O frescor do adolescente e a experiência do adulto?! ; a intrepidez do jovem e a cautela do homem maduro?!
Porque o tempo não para mesmo e para encarar o inevitável, nada melhor do que um sorriso no rosto e um coração bem disposto. Viva bem com a idade que você tem!

Body and soul, I am a freak!

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Me sentir deslocada é algo que faz parte de mim desde que eu era criança. Desde que eu ouvi a história d’O patinho feio pela primeira vez eu já me identifiquei. Não por me achar feia em si, mas porque sempre me senti, em certa medida, uma estranha no ninho.

Com o passar dos anos eu fui percebendo que o fato de me sentir deslocada na maior parte dos lugares em que frequentava se dava principalmente pelo fato de eu ser uma pessoa tímida. É bem verdade que nas minhas recentes experiências mundo a fora eu acabei descobrindo que não sou tão tímida quanto eu pensava, mas, ainda assim, sou bastante tímida.

E essa timidez que me acompanha desde sempre acabou fazendo com que eu criasse espaços meus, mundos particulares em que eu pudesse me expressar e me sentir acolhida. E foi nos filmes, nos livros e nas músicas que acabei encontrando, de certa forma, o meu lugar. Ontem eu estava assistindo ‘Matilda’, que é simplesmente um filme perfeito, e fiquei refletindo um pouco mais sobre isso. Felizmente a minha família não era tão caótica quanto a dela, mas às vezes o sentimento de não ser compreendida ainda persiste.

Com o passar do tempo fui percebendo que além do problema da timidez, o que me fazia e ainda me faz sentir deslocada no mundo é o fato de não pertencer a nenhum grupo específico, não ser definitivamente uma coisa só. Que rótulo eu poderia colocar em mim? A que lugar eu pertenço?

Eu amo ler, amo literatura, mas a Universidade não é a minha única casa. Há diversos clássicos da literatura que eu não li e nem sei se vou ler e há milhões de autores que eu nunca ouvi falar. Eu amo música, principalmente Rock, mas eu não sou isso… Ouvi uma música do Led Zeppelin pela primeira vez antes de ontem. Eu adoro sair, adoro festinhas e reuniões mas eu não bebo (nada de álcool, de jeito nenhum) e acho maluquice beber. Então sempre que saio em grupo para determinados lugares eu só faço parte até certo ponto.

De todas as coisas que eu faço e que eu gosto não há nada que me reduza ao ponto de me definir. Assim como algumas poucas pessoas, sou uma freak, uma outsider.

E é por isso que eu passo e preciso mesmo passar certa parte do meu tempo sozinha, porque não há ninguém nesse mundo que me entenda plenamente ou com quem eu me identifique amplamente. E são pouquíssimos os amigos de verdade que eu tenho, pouquíssimas as pessoas que estão do meu lado mesmo quando, como diria John Mayer, ‘I am not myself’. Porque às vezes eu ajo de uma maneira tão diversa do que eu gostaria que eu realmente me sinto outra pessoa.

Eu não queria que esse texto fosse meramente um relato pessoal, eu gostaria que ele tivesse alguma utilidade pra você que está lendo… E essas ideias vieram à minha cabeça porque eu tenho observado ultimamente a quantidade enorme de pessoas no mundo que tem uma vida perfeita, que sabem exatamente quem elas são e o que as definem (palmas pra elas). Eu não tenho outra definição além de freak, que na verdade não define nada.

Se você se encaixa perfeitamente na vida que você tem, na família que você tem e consegue se sentir plenamente parte dos meios sociais onde você vive (igreja, escola/faculdade, grupos de amigos etc), provavelmente esse texto não faz o menor sentido pra você. Então desculpe ter feito você ter lido isso tudo pra nada.

Mas se, por mais que você goste de alguma coisa ou de algum ambiente ou de alguma pessoa, vez ou outra você se pergunta “O que é que eu estou fazendo aqui?”, temos algo em comum.

Ser um freak é se sentir um pouco forasteiro em qualquer lugar, até mesmo naqueles que você conhece a sua vida toda. É perceber que em certos ambientes você é sempre o estranho, o que vê graça no que ninguém vê, o que se emociona com o que ninguém se importa, o que fala coisas que todos acham a maior bobeira do mundo.

Ser um freak é nunca parecer maduro o suficiente, porque sempre alguém vai te dizer que nessa idade você não deveria mais gostar de determinada coisa ou agir daquela forma. O freak é aquela pessoa inacabada, aquela tal metamorfose ambulante que já virou cliché, que muita gente diz que é, mas que na verdade poucos são os que enfrentam a dor de, de tempo em tempo, ter que se isolar um pouco e perder um pouco do seu antigo corpo pra ganhar formas novas.

Ser um freak é muitas vezes parecer que você nasceu na época errada. É querer ter ido em Woodstock mas também achar que você não viveria sem internet.

Acho que nessa vida todo freak tinha que encontrar o seu love-freak pra viver feliz pra sempre. Alguém que também está meio à margem pra ficarem os dois falando de coisas que resto das pessoas normais e bem-resolvidas simplesmente não entenderiam. Eu já conclui que não seria feliz com uma pessoa-padrão e espero um dia poder dizer que encontrei o meu outsider, pra sair por aí sendo só a gente mesmo, ouvindo nossas músicas e tendo nossas crises de riso.

Somos muito mais do que dizem que somos. Aprendi com o “Clube dos Cinco” que as pessoas-padrão sempre vão nos enxergar ‘em termos mais simples e com as definições mais convenientes’, sempre querendo nos dar um rótulo de ‘um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso.’ Mas somos muito mais do que isso! E há em todos nós, os que estamos sempre um pouco de fora, o incrível desejo de apenas se sentir completo, mesmo com toda a nossa aparente estranheza.

Top 5 John Mayer pra você viajar sozinho

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Thaís ouvindo John Mayer em Chicago já pensando no post de hoje

Olá, pessoal! Como todos sabem, ou pelo menos acho que sabem, estou viajando nesse mês de julho. Pela primeira vez saí de casa para passar um bom tempo fora num lugar distante e totalmente novo para mim. Essas duas semanas aqui em Chicago estão sendo incríveis e espero que as próximas duas que ainda me restam também sejam!

Hoje tirei um tempinho pra mim mesma, sem passeios ou grandes eventos. Resolvi ficar mais na minha em casa e compartilhar com vocês um pouquinho da minha experiência através da música dele, que está sempre comigo não importa aonde eu vou, meu queridíssimo John Mayer!

Assim como fiz no dia dos namorados, elaborei uma breve playlist de músicas do John Mayer para quem quer, já está ou vai viajar sozinho. São 5 músicas que tem sido mais que minha trilha sonora, foram e ainda são apoio e inspiração para cada novidade que eu estou vivenciando nessa minha pequena jornada. Não que elas falem exatamente sobre viajar e, na verdade, só a melodia delas já te faz querer sair por aí desbravando o mundo, mas porque falam de coisas que tem tudo a ver a descoberta de viajar.

Tentei fazer nesse Top 5 uma certa sequência dos momentos que vivenciamos desde que surge a ideia de sair de casa, a preparação da viagem, a curtição que é ver tanta coisa diferente, aquela saudade que começa a bater e por fim a volta pra casa. Espero que gostem!

1 – Say (Mesmo com as mãos tremendo, vá de coração aberto)

Escolhi colocar ‘Say’ como a primeira do meu top 5 porque acredito que a primeira coisa que você tem que fazer quando resolve que vai viajar sozinho é dizer pra si mesmo quais são seus sonhos e como você quer que a sua vida seja. Isso quer dizer que você tem mesmo que deixar pra trás os seus problemas (momento hakuna matata rsrs), não no sentido de fingir que eles não existem, mas abandoná-los pelo menos um pouco para que eles não te dominem mais. Significa ter coragem pra assumir as verdades da sua vida e não ter medo de viver uma aventura totalmente nova.

2 -The Age of Worry (Ande sozinho mesmo, você descobrirá que é uma ótima companhia)

Essa é provavelmente a minha música preferida do John e ela já esteve comigo em vários momentos da minha vida e é lógico que agora não poderia ser diferente. Querendo ou não, a preocupação faz parte das nossas vidas e quando você para pra pensar que está em um lugar desconhecido, onde não falam a sua língua e onde você não tem nenhum amigo por perto o que não faltam são motivos pra ficar preocupado. Então faça como ele diz, aproveite a sua liberdade para sair, cantar e se divertir! E não tenha medo de não ter companhia, andar sozinho é algo que você também aprende a gostar.

3 – Queen of California (Falar com estranhos tem lá as suas vantagens)

Pronto, você já percebeu que fez a melhor escolha possível, que tudo é lindo e que sua vida não poderia estar melhor! Agora é hora de colocar seus ‘headphones on’ e sair para conhecer as paisagens e lugares de que tanto ouviu falar sem se importar demais com como as coisas estão lá sem você. Vá falar com desconhecidos e, além de perguntar o nome, pergunte também se tem whatsapp.

4 – 3×5 (É incrível se dar conta de que o mundo não cabe em uma fotografia)

Falar da minha viagem e de viagens em geral e não falar de ‘3×5’ seria simplesmente loucura! Desde que eu botei na cabeça que eu iria viajar essa se tornou minha música tema. Tanto é que o meu lindíssimo e fofíssimo amigo Ian Veras fez um cover dela em minha homenagem e por isso coloquei esse link aqui pra vocês (está incrível).

Mas enfim! De fato ‘3×5’ tem sido a minha música aqui em Chicago! Porque não tem como não olhar pra tanta beleza e no fundo não pensar o quanto seria bom que pessoas que você ama estivessem junto com você para que olharem tudo isso de perto… Mas seja como for, aproveite tudo ao máximo por você e por quem você ama. Quem sabe na próxima eles não estejam realmente com você?!

5 – On the way home (Voltar pra casa faz parte, mas planejar a próxima viagem também)

Pois é… querendo ou não chega uma hora que a gente tem que voltar. Mas pense pelo lado positivo: você tem para onde voltar, tem pessoas queridas sentindo sua falta e isso é o que eu costumo chamar de lar. Esse é o momento que a vivência vira lembrança e as experiências aprendizado. É bom saber que você pode sair por quanto tempo for e ir para onde for com a tranquilidade de ter um lugar seguro para aportar sempre. Mas, lembre-se: viajar é preciso! Desfaça as malas, mas já pensando no seu próximo destino!

Bem, pessoal! Isso é o que temos pra hoje, espero que tenham curtido! 🙂

Top 15 do John Mayer para o Dia dos Namorados

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Como vocês sabem, sou uma grande fã do John Mayer. E ele que me acompanha em tantos momentos, também será minha companhia nesse dia dos namorados. Pensando nisso, resolvi partilhar com vocês, meus queridos leitores, algumas sugestões de como passar bem o seu Dia dos Namorados ao som do John Mayer.

No meu caso, a minha companhia será só o John mesmo… Mas resolvi fazer aqui três Top 5 para todo mundo poder se encontrar e achar a trilha sonora certa.:Top 5 para os solteiros, Top 5 para os enamorados e Top 5 para os corações partidos. Eu adorei preparar esse post super diferente de tudo que eu já coloquei aqui no meu blog junto com o meu querido amigo e super fã do John Mayer, Joe Fernandes! Espero que vocês gostem também!

Vamos começar com o Top 5 “Dia dos namorados sem namorado/a – by John Mayer” porque esse é o meu grupo e porque estar solteiro/a é algo que faz parte da vida de todo mundo em algum momento…

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1 – Bigger Than My Body (Para você se sentir bem consigo mesmo em primeiro lugar)

2 – The Age of Worry (Que tal aproveitar um pouco a vida sem se preocupar tanto?)

3 – Perfectly Lonely (Sobre algumas vantagens de não ter um/a namorado/a)

4 – Who Says ( Para fazer coisas fora da rotina e se libertar)

5 – Good Love Is On The Way (Vamos pensar positivo!)

O Top 5 “Dia dos namorados com namorado/a – by John Mayer”, além de ser uma trilha sonora inspiradora ainda funciona como um roteiro da conquista quase infalível, já que o seu desenvolvedor é um pegador e tanto!

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1 – Heart of Life (Ainda amiguinhos, mostrando que você quer cuidar da pessoa)

2 – St. Patrick’s Day ( Dizendo que quer passar o ano todo ao lado dela)

3 – Edge of Desire ( Se declarando de vez, aquela coisa beeem romântica)

4 –  Your Body is a Wonderland ( Dizendo o quanto ela é linda, o quanto você quer ficar com ela e o quanto você quer… enfim, ouçam a música)

http://www.vh1.com/video/misc/476667/your-body-is-a-wonderland-live-from-vh1-storytellers.jhtml

5 – Come Back to Bed (Porque simplesmente você quer não deixar ela ir embora)

Por fim temos o Top 5 “Dia dos Namorados com coração partido – by John Mayer”, afinal as vezes a gente acaba mesmo é cultivando aquela dorzinha ou aquele caso de amor mal resolvido do passado… Fazer o que né…

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1 – Comfortable (‘Que droga, conheci uma garota nova mas ainda penso em você’)

2 – I’m Gonna Find Another You (‘Tudo bem, você foi embora mas nunca mais farei um verso sequer pra você’)

3 – In Your Atmosphere (‘Agora nem ir em Los Angeles eu vou mais só pra não te encontrar’)

4 – All We Ever Do Is Say Goodbye (‘Ela me partiu meu coração e eu ainda pensando em reconsiderar’)

5 – Dreaming With a Broken Heart ( Quando eu ouço essa música eu só consigo pensar “Cara, quem fez isso com o John?” 0.0 )

Agora cabe a você escolher como quer passar o seu Dia dos Namorados, o que importa mesmo é que o John Mayer faça parte dele! Aproveitem!

There’s more to things than just one thing

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Aqueles que já leram o meu texto “Para quando você conhecer uma pessoa” já devem ter notado que essa questão de procurar conhecer bem as pessoas e criar laços verdadeiros é algo que já está fornecendo matéria para minhas reflexões há algum tempo. Mas foi nessa semana que eu realmente parei para pensar o quanto nós, infelizmente, ainda julgamos as pessoas sem conhece-las direito.

E quando eu digo julgando, não estou falando necessariamente de uma crítica, mas de conceitos, rótulos que criamos para as pessoas sem sequer saber antes a sua história.

Eu tenho ‘conhecido’ muita gente nova de uns tempos pra cá e eu tenho de fato tentado CONHECER mesmo essas pessoas, conversando, perguntando e principalmente ouvindo. O ruim é que na maioria dos casos, a gente especula muito mas ouve pouco. A pessoa fala de algo que ela gosta, por exemplo, e só com essa informação já criamos toda uma imagem a respeito dela. Às vezes acabamos achando que uma única característica ou gosto pessoal é capaz de defini-la.

Daí eu comecei a pensar: qual será a imagem que as pessoas por aí andam criando a meu respeito?

Eu amo John Mayer, Tiago Iorc… mas também gosto de Rock’n Roll e bato muita cabeça ouvindo System of a Down… e também gosto de músicas fofas de várias séries e animações musicais da Disney. Leio Machado de Assis, Camões, Goethe, Victor Hugo mas também adoro as histórias do John Green e do Nicholas Sparks. Luto Jiu-Jitsu mas também não abro mão de sair de casa sempre com o cabelo bem bonito. E hoje eu vivo feliz com toda essa minha multiplicidade, mesmo correndo o risco de ser julgada como se eu fosse apenas uma parte disso tudo.

Há sempre algo a mais nas pessoas que são incrivelmente legais!

O triste é que, muitas vezes, além de criarmos uma imagem da pessoa apenas por seus gostos, também julgamos o que elas fazem ou deixam de fazer sem saber o porquê disso. E durante essa semana eu aprendi uma coisa importante demais: há sempre uma história!

Os nossos atos do presente não são por acaso, são reflexos de experiências da infância que nos marcaram, frases que ouvimos de pessoas da nossa família, de professores… Tudo tem um porquê, tudo tem uma história! E como é bom poder conhecer um pouco mais da história das pessoas que estão ao nosso lado, para que assim elas possam aos poucos estar também dentro de nós, fazendo parte da nossa própria história.

Obrigada, meu amigo, por compartilhar comigo um pouco mais de você! Um pouco daquilo que ninguém vê e que só me fez ter vontade de te conhecer mais ainda.

John Mayer e Eu

largeTalvez muita gente nem queira se dar ao trabalho de vir ler este post, possivelmente afirmando para si mesmas que já não aguentam mais me ouvir falando sobre o John Mayer. Mas tudo bem, porque eu não fiz esse post pensando nessas pessoas.

Hoje eu tive um dia memorável! Após 8 meses e 3 dias eu pude assistir novamente ao show do John Mayer que definitivamente mudou a trajetória da minha vida. E quando eu o vi ali de novo, com a mesma blusa rosa e com o cordão que hoje eu tenho igual, não tive como não me lembrar do dia em que estive diante daquela cena pela primeira vez. Quanta coisa muda em 8 meses!

Em 21 de setembro de 2013 eu estava em um quarto que não era só meu, sentando em uma cama que não era só minha, sozinha, assistindo quase que por acaso o show ao vivo no Rock in Rio de um cantor que eu tinha acabado de conhecer naquela mesma semana. Lá estava eu, sozinha e em crise, precisando urgentemente dar novos rumos pra minha vida.

E eu assisti o show todo, mesmo sem conhecer nenhuma das músicas que ele tocou, com exceção de ‘Daughters’, que eu já conhecia e achava linda, mas não sabia quem cantava e, estranhamente, nunca tinha procurado saber. E fui assistindo e gostando de tudo… e eu jamais poderei me esquecer do momento em que ele perguntou ao público se eles preferiam ‘Vultures’ ou ‘Stop this train’… E ele tocou ‘Stop this train’ e dali para frente nada mais foi como antes.

Eu rompi com tudo que me prendia a uma vida infeliz, mudei meus rumos… Sofri muito por conta disso no início, e por um mês inteiro eu não tive condições de conversar nada com ninguém. Não queria falar e nem ouvir ninguém, mas eu ouvi John Mayer e ele foi a minha grande companhia naqueles dias de sombras. Mas eles se foram… se foram e o John ficou!

E hoje foi de fato, mais do que um reencontro com o momento em que o John Mayer entrou de vez na minha vida. Foi um reencontro comigo mesma 8 meses atrás! Foi incrível me dar conta de que quando eu assisti aquele show pela primeira vez eu não conhecia 90% das músicas que ele tocou e que hoje eu sabia todas de cor! Mais incrível ainda foi perceber o quanto cada uma daquelas músicas foram trilha sonora de muitos dos meus dias desde setembro até hoje. Eu era outra pessoa e hoje sou outra pessoa.

Mas o mais lindo mesmo foi ver o quanto eu estou bem melhor hoje! E isso porque agora não estou mais sozinha! E digo isso não só porque agora tenho o John Mayer, mas também porque dessa vez eu não assisti ao show dele sozinha. O quarto agora é só meu e a cama é só minha… mas eu não estava sozinha!

Estava com alguém que é atencioso, me ouve e gosta de estar comigo. Alguém que entendeu minhas lágrimas quando ele começou a cantar ‘Daughters’ e depois também em ‘Slow dancing in a burning room’ e ‘Stop this train’ e até fiz enxugá-las mas não soube como e se deveria fazê-lo. Alguém que de fato se importa. Depois de tudo que já passei, sei o quanto isso raro!

O John Mayer só tem me trazido coisas boas…Além de novas músicas e novas melodias, me trouxe novas reflexões, novos modos de encarar a vida… Me trouxe uma nova vida, com novas pessoas. E entre todas essas pessoas, a vida acabou me trazendo alguém que se importa!

Como isso me faz bem!

“Acabei de te conhecer mas já te adoro”

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Sempre que eu penso no quanto eu tenho facilidade de me afeiçoar às pessoas e passar a tratá-las subitamente com um apego fora do normal, eu me lembro dessa frase do Dug no filme Up – Altas Aventuras : Acabei de te conhecer mas já te adoro!

Eu me sinto exatamente como ele quando me dou conta de que, por muito pouco, eu passo a gostar das pessoas mesmo ainda as conhecendo muito pouco. Mas… o que será nos faz gostar tanto de alguém de uma hora para outra? E porque frequentemente nos desapontamos ao fazer tal coisa? Trago aqui uma possibilidade.

Hoje conversando com o João, meu grande amigo e fiel leitor, ouvi dele algo muito interessante: é perigosa essa nossa busca por pessoas parecidas conosco.

A verdade é que nós, pessoas um pouco incomuns, com gostos mais excêntricos e que frequentemente se sentem deslocadas no tempo e no espaço, sempre ficamos com a impressão de que não há ninguém no mundo parecido conosco. Sendo assim, quando encontramos alguém com gostos parecidos com os nossos, ainda mais quando elas possuem características que não temos mas que adoraríamos ter… PRONTO! Amor incondicional!

Aí começa aquela história de não conseguir passar um dia sem falar com a pessoa, ouve música = pensa na pessoa, vê um filme = pensa na pessoa,  olha um passarinho em cima do muro = pensa na pessoa. Gasto de tempo, gasto de dinheiro, gasto de cérebro… Tudo em vão!

E o grande perigo mencionado pelo João ocorre porque, em quase 100% dos casos, a pessoa em questão não está nem aí para toda essa atenção que damos a ela, e isso porque ela não é nada daquilo que imaginávamos. Construímos uma imagem de perfeição em cima dela que simplesmente não existe, nos prendemos a um detalhe que temos em comum e logo criamos uma série de expectativas que não são correspondidas.

É muito difícil ser uma pessoa fora dos padrões (no meu caso em vários sentidos) quando ainda há em nós certa insegurança. Eu gostaria de ser mais confiante e de não me preocupar em encontrar pessoas que gostem de John Mayer, Tiago Iorc e afins e que apreciem literatura, por exemplo. Porque encontrar pessoas com gostos parecidos com os nossos não significa que elas pensam como nós, sentem como nós e que tem os mesmos preceitos e valores que os nossos.

Que possamos ir além de compatibilidades momentâneas e esperar alguns meses (pelo menos) para ver se vale mesmo a pena ‘adorar’ aquela tal pessoa e dar a ela o precioso título de nossa amiga.

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