Publicado em Poesia

Poema sem rima

Que rima fazer para os teus olhos?
De tão verdes que são e tão brandos,
Sentem inveja os mares mundo a fora.

As maçãs do rosto vibram vermelhas
A euforia que é do corpo todo. Mas…
O que será que rima com isso?

A única coisa que eu sei é que
Ainda não aprendi a fazer versos
Pra falar de coisas que não são desse mundo.

(Só queria dizer que gosto dos teus olhos e das tuas bochechas.)

– Para o meu amor, com todo o amor.
Thaís Bartolomeu – 2015

Publicado em Curtas de amor, Poesia

Amor carioca (Soneto)

Meu amor é todo praiano,
Meio boêmio, meio leviano.
Adora uma rede e levanta tarde,
De dia dorme, de noite arde.

Meu amor não tem muito dinheiro,
Mas sabe amar de corpo inteiro.
No calor o mar, no frio a cama,
Se sente saudades logo me chama.

Meu amor é poeta de periferia,
Tudo que vê vira poesia,
Da rua lotada ao céu nublado.

Eu ando orgulhosa com ele do lado!
Afinal meu amor sabe o que faz e diz
E sabe como ninguém me fazer feliz.

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Thaís Bartolomeu – 2015

Publicado em Poesia

12 de junho, Avenida Amaral Peixoto

Te amo tanto, meu bem!
Amo tanto que ando pelas ruas fazendo rimas pra você.
Ando distraída, às vezes tropeço,
Às vezes sinto um carro passar coladinho de mim.
E de cada distração surge um versinho pra você, meu bem!
Vou rimando o verde do semáforo com o verde dos teus olhos.
E quando o sinal fica vermelho, eu rimo com as tuas bochechas.

Te amo tanto, meu bem!
Amo tanto que a cidade fica toda poética.
O burburinho, os camelôs e as buzinas
Viram melodia das canções que vou compondo.
Tudo vem pra me ajudar a te dizer, meu bem,
Com as palavras mais bonitas e comuns que eu te amo um tantão assim:
De ponta à ponta da Amaral Peixoto.

Publicado em Poesia

Good morning, darling

bruno

I had I dream last night
With a sweet little angel
Who was singing a lullaby.
The tune was so moving
That made me smile and cry.
And when I woke up today
The sun was touching my face
Was it a kiss? Was it a sign?
Maybe it’s just the angel
Who was still with me.
Maybe it’s just the angel
Trying to live inside.

Thaís Bartolomeu – 2015

Publicado em Filmes e Séries, Poesia

Quando namorei um cineasta

Cineasta-Tarantino

No começo era um romance açucarado
O que vivia com o meu culto namorado.

Ele era bonito, barbudo e cineasta,
Mas minha história com ele foi nefasta.

Passamos do clássico roteiro de amor
Para o mais trash dos filmes de terror.

Não fosse o drama presente em cada cena
Eu poderia até dizer que valeu a pena.

Mas ele gostava era gritos, sangue, morte!
Acho que ter saído viva foi pura sorte!

Se soubesse que seu estilo era meio Tarantino…
Ah… Eu não teria namorado esse cretino!

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Thaís Bartolomeu