Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida

Inside World

Uma coisa que me chamou a atenção em alguns dos filmes hollywoodianos recentes foi a presente temática da paternidade. Moonlight , Fences , Collateral Beauty e Captain Fantastic são bons exemplos, mas dentre todos os esses e os demais filmes que inclusive estiveram na última disputa pelo Oscar, Captain Fantastic foi sem dúvida o meu filme preferido!

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Publicado em Sobre a Vida, Sobre o Amor

Nós, geração de desapegados

Logo do início desse ano tivemos que lidar com a morte de Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo que em diversas obras nos falou sobre a liquidez das relações neste século. Mas para entender do que quero falar aqui você não precisa ser leitor de Bauman nem estudioso de sociologia ou antropologia, basta olhar um pouco ao seu redor.

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Publicado em Sobre a Vida

A vida sem lobo

Sempre que eu preciso fazer hora em algum lugar eu sempre faço a mesma coisa: entro em alguma livraria e fico lá folheando livros até a hora do meu compromisso. Dia desses, durante esse meu ritual anti-ócio, acabei me deparando com Percatempos, o livro mais recente do Gregório Duvivier. E ao invés de só folhear, acabei lendo o livro todo. Aqui, porém, vou apenas comentar sobre a passagem que eu achei mais interessante. Continuar lendo “A vida sem lobo”

Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre o Amor

How I Met Your Mother e a Teoria do Caos

Apesar de ser uma pessoa genuinamente “de humanas”, sempre me interessei muito por física. Apesar de não saber nada das fórmulas, sou encantada por muitas teorias e uma das que mais gosto é a Teoria do Caos que (resumindo) diz que uma pequena mudança em um evento do presente pode trazer grandes mudanças para o futuro. E como eu já conhecia a teoria antes de começar a assistir a minha querida série How I Met Your Mother, inevitavelmente fui fazendo associações à ela ao longo das temporadas.

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Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Música, Sobre o Amor

Here’s to the ones who dream (La La Land sem spoiler)

No último dia 12 La La Land, o filme que arrasou no Globo de Ouro e que já é o queridinho do Oscar, teve sua pré-estreia no Brasil e felizmente eu pude ir ao cinema vivenciar essa maravilha. O filme foi muito além das minhas expectativas e vou falar por quê.

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Publicado em John Mayer, Sobre a Vida, Sobre Música

Top 5 John Mayer -Pra você pensar na vida

Que felicidade poder começar os posts esse ano aqui no blog já falando sobre o John Mayer! Fiz questão de que o primeiro post de 2016 fosse mais queridíssimo Top 5 John Mayer, dessa vez uma listinha que organizei mentalmente há uns dias atrás no ônibus enquanto pensava na minha vida…

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Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida

Alegria sim, tristeza também

Eu precisava tirar um tempinho pra escrever sobre o quanto eu achei fantástico o novo filme da Disney-Pixar “Divertidamente”. Esperei um pouco pra vir escrever a respeito pra não ser acusada (injustamente) de dar spoiler, mas mesmo assim vou tentar não falar sobre a história do filme e muito menos sobre o final pra não tirar a graça pra quem ainda vai assistir ao filme. Quero falar das coisas que eu pensei ao assisti-lo. Vamos ver o que eu consigo fazer.

O que eu mais achei incrível nesse filme que tem como proposta mostrar de forma leve e bem humorada (sem ser infantil) como funciona a nossa mente, é que ele conseguiu mostrar a importância até das emoções que são de certa forma recusadas por nós. A tristeza é um exemplo delas.

Assistindo esse filme eu me lembrei de muitas coisas que ouvi da minha terapeuta no período em que estive fazendo acompanhamento psicológico. Muitos sentimentos que nós temos como a insegurança, o medo, a tristeza, a raiva e tanto outros que são considerados negativos, na verdade são de fundamental importância na vida de cada um de nós. Eu me lembrei inclusive de um trecho de “Heart of Life”, do John Mayer, em que ele fala Fear is a friend that is missunderstood (o medo é um amigo que é incompreendido). E essa é uma grande verdade.

Se a gente não sentisse medo nunca é provável que não duraríamos muito nessa terra. Eu não sei afirmar com precisão, mas creio que até certa fase da nossa existência a gente realmente não sente medo, e é por isso que nossos pais precisam nos vigiar constantemente durante ela. Caso contrário a gente iria se jogar do berço mesmo, do carrinho de bebê em movimento, colocar o dedo na tomada e por aí vai.

Pense em quanta coisa o medo já te livrou! Com certeza ele já te fez escolher fazer um caminho maior pra não passar por uma rua perigosa ou deixar de comer algo vencido. Se a gente não deixar que o medo seja algo que nos paralise, ele pode se tornar um grande aliado pra tirar a gente de muita cilada! Ele pode até nos impulsionar, na verdade. O medo de não conseguir um bom trabalho, por exemplo, pode impulsionar alguém a estudar mais e ser mais dedicado. O mesmo também pode acontecer no caso da insegurança e até mesmo da raiva, que pode ser o sentimento que faltava pra te fazer falar tudo que sempre quis pra alguém que sempre te fez sentir mal. Às vezes isso é muito necessário!!!

Mas falar sobre tristeza ainda é meio tabu. Sempre tem aquela coisa de “nada de tristeza, vamos sorrir!”. Isso na verdade sempre foi uma coisa que me incomodou na maioria das pessoas com quem eu parava pra falar das minhas tristezas ao longo da vida. Eu tenho sim um lado que é mais chegado pra tristeza, um lado de querer ficar sozinho de vez em quando, de querer ver filme triste só pra chorar mesmo e gosta de ouvir música triste de propósito pra chorar muito também. E o que falar da poesia? Comecei a me interessar por causa da Cecília Meireles que escrevia uma poesia mais triste que a outra.

A verdade é que a tristeza tem sim o seu lugar! A gente precisa ficar triste mesmo de vez em quando, até pra valorizar os momentos felizes que já tivemos na vida. Temos que chorar quando a gente sentir vontade de chorar, quando sentir falta de alguém que já morreu, quando a gente se sentir sozinho no mundo e coisas desse tipo. Estou totalmente de acordo com o John Green nesse lance de que “A dor precisa ser sentida”. Precisa mesmo! E além do mais, seria impossível viver só sorrindo, porque a vida nos traz muitas surpresas nada agradáveis. É muita coisa que não sai do jeito que a gente quer e daí a gente fica triste mesmo.

O que precisa acontecer é a gente saber achar um meio-termo pra tudo aquilo que a gente estiver sentindo. Não se deixar dominar pela tristeza a ponto de só viver reclamando ou chorando e não ter ânimo pra fazer mais nada e nem se deixar dominar também pela alegria pra sair por aí dizendo e fazendo um monte de coisas idiotas sem pensar direito, como por exemplo gastar o dinheiro que a gente tem. (Acontece muito de a gente querer sair pra comemorar sei lá o quê, passar tudo no cartão e ficar na merda no mês seguinte).

Como eu já disse em um texto anterior, de tudo que nos acontece se tira proveito. Das minhas tristezas, com ou sem motivo, eu já tirei muita poesia bonita, muito aprendizado e muita força pra mudar o que eu precisava mudar na minha vida. Que a gente sempre saiba o lugarzinho de tudo dentro da nossa cabeça, e que a gente saiba usar cada sorriso e cada lágrima para o nosso próprio bem e para o bem de quem está do nosso lado.

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Leia também Teoria do Caos