Alegria sim, tristeza também

Eu precisava tirar um tempinho pra escrever sobre o quanto eu achei fantástico o novo filme da Disney-Pixar “Divertidamente”. Esperei um pouco pra vir escrever a respeito pra não ser acusada (injustamente) de dar spoiler, mas mesmo assim vou tentar não falar sobre a história do filme e muito menos sobre o final pra não tirar a graça pra quem ainda vai assistir ao filme. Quero falar das coisas que eu pensei ao assisti-lo. Vamos ver o que eu consigo fazer.

O que eu mais achei incrível nesse filme que tem como proposta mostrar de forma leve e bem humorada (sem ser infantil) como funciona a nossa mente, é que ele conseguiu mostrar a importância até das emoções que são de certa forma recusadas por nós. A tristeza é um exemplo delas.

Assistindo esse filme eu me lembrei de muitas coisas que ouvi da minha terapeuta no período em que estive fazendo acompanhamento psicológico. Muitos sentimentos que nós temos como a insegurança, o medo, a tristeza, a raiva e tanto outros que são considerados negativos, na verdade são de fundamental importância na vida de cada um de nós. Eu me lembrei inclusive de um trecho de “Heart of Life”, do John Mayer, em que ele fala Fear is a friend that is missunderstood (o medo é um amigo que é incompreendido). E essa é uma grande verdade.

Se a gente não sentisse medo nunca é provável que não duraríamos muito nessa terra. Eu não sei afirmar com precisão, mas creio que até certa fase da nossa existência a gente realmente não sente medo, e é por isso que nossos pais precisam nos vigiar constantemente durante ela. Caso contrário a gente iria se jogar do berço mesmo, do carrinho de bebê em movimento, colocar o dedo na tomada e por aí vai.

Pense em quanta coisa o medo já te livrou! Com certeza ele já te fez escolher fazer um caminho maior pra não passar por uma rua perigosa ou deixar de comer algo vencido. Se a gente não deixar que o medo seja algo que nos paralise, ele pode se tornar um grande aliado pra tirar a gente de muita cilada! Ele pode até nos impulsionar, na verdade. O medo de não conseguir um bom trabalho, por exemplo, pode impulsionar alguém a estudar mais e ser mais dedicado. O mesmo também pode acontecer no caso da insegurança e até mesmo da raiva, que pode ser o sentimento que faltava pra te fazer falar tudo que sempre quis pra alguém que sempre te fez sentir mal. Às vezes isso é muito necessário!!!

Mas falar sobre tristeza ainda é meio tabu. Sempre tem aquela coisa de “nada de tristeza, vamos sorrir!”. Isso na verdade sempre foi uma coisa que me incomodou na maioria das pessoas com quem eu parava pra falar das minhas tristezas ao longo da vida. Eu tenho sim um lado que é mais chegado pra tristeza, um lado de querer ficar sozinho de vez em quando, de querer ver filme triste só pra chorar mesmo e gosta de ouvir música triste de propósito pra chorar muito também. E o que falar da poesia? Comecei a me interessar por causa da Cecília Meireles que escrevia uma poesia mais triste que a outra.

A verdade é que a tristeza tem sim o seu lugar! A gente precisa ficar triste mesmo de vez em quando, até pra valorizar os momentos felizes que já tivemos na vida. Temos que chorar quando a gente sentir vontade de chorar, quando sentir falta de alguém que já morreu, quando a gente se sentir sozinho no mundo e coisas desse tipo. Estou totalmente de acordo com o John Green nesse lance de que “A dor precisa ser sentida”. Precisa mesmo! E além do mais, seria impossível viver só sorrindo, porque a vida nos traz muitas surpresas nada agradáveis. É muita coisa que não sai do jeito que a gente quer e daí a gente fica triste mesmo.

O que precisa acontecer é a gente saber achar um meio-termo pra tudo aquilo que a gente estiver sentindo. Não se deixar dominar pela tristeza a ponto de só viver reclamando ou chorando e não ter ânimo pra fazer mais nada e nem se deixar dominar também pela alegria pra sair por aí dizendo e fazendo um monte de coisas idiotas sem pensar direito, como por exemplo gastar o dinheiro que a gente tem. (Acontece muito de a gente querer sair pra comemorar sei lá o quê, passar tudo no cartão e ficar na merda no mês seguinte).

Como eu já disse em um texto anterior, de tudo que nos acontece se tira proveito. Das minhas tristezas, com ou sem motivo, eu já tirei muita poesia bonita, muito aprendizado e muita força pra mudar o que eu precisava mudar na minha vida. Que a gente sempre saiba o lugarzinho de tudo dentro da nossa cabeça, e que a gente saiba usar cada sorriso e cada lágrima para o nosso próprio bem e para o bem de quem está do nosso lado.

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Leia também Teoria do Caos

Crescer

Quem é nunca na vida
Se olhou no espelho
E quis saber
Como foi que ficou assim.
.
Com essa cara,
Com esses medos,
Com essa altura,
Com esse olhar.
.
Crescer parece algo alheio
Porque a gente cresce sem ver.
A gente não sente o corpo aumentar
E nem a nossa voz mudar.
.
Mas tudo muda e muito muda.
Mudam-se os gostos
Mudam-se os motivos
Mudam-se as vontades.
.
E se tem algo que permanece
Talvez seja o espírito.
Ainda rimos das mesmas coisas
E ainda nos magoamos igual.
.
Crescer é de dentro pra fora
E de fora pra dentro.
E no fundo nem sabemos
O quê muda mais o quê.
.
A roupa favorita já não cabe…
Quantas perdas ao crescer!
Mas vale sempre lembrar que
Crescer significa estar vivendo!
.
O tempo e a memória andam juntos
Fazendo a gente lembrar
Que tudo passa
E a gente também vai passar.
.
Estamos passando
Sem perceber
Desbravando a vida
Sem se dar conta.
.
Crendo
Sendo
Sentindo
Crescendo.

Teoria do Caos

Pode ser que demore um pouco
Até a gente se dar conta
De que tudo é e foi
Exatamente como tinha que ser.
.
Cada queda foi pra cê saber
Que a gravidade tá aí pra isso,
Mas ficar no chão é escolha
Assim como levantar também é.
.
Pode ser que a gente ainda chore
Chore muito e reclame muito
E entenda pouco ou quase nada
Dos porquês da vida.
.
Mas o Vinícius disse,
E no Vinícius eu acredito,
Que ela tem sempre razão.
A vida é sábia, sabe o que faz.
.
Nós é que não sabemos nada.
Viver é completar o roteiro
Que o destino nos dá
Logo assim que a gente chega.
.
Viver é não poder escolher
O pai, a mãe, o nome,
O bairro, a escola, os amores.
Viver é escolher como lidar.
.
E se tudo é mesmo
Bem do jeito como tem que ser
Eu escolho é chorar pouco
E aprender com tudo.
.
Se a gente quiser com vontade
Dá pra tirar proveito
De falta de luz, pouco dinheiro,
Pé na bunda e arroz queimado.
.
E chega uma hora que a gente
Entende pelo menos alguns porquês:
Porque não deu certo,
Porque o ônibus não parou pra mim.
.
Se assim foi, assim havia de ser.
Viver é escolher o como
No que não dá pra escolher porquê.
Viver é só ir vivendo
(mesmo sem entender)

Não julgue um livro pela capa

Muita gente não sabe, mas o meu querido e amado livro da Jane Austen Orgulho e Preconceito iria originalmente se chamar Primeiras Impressões. Não sei bem porque a Jane resolveu mudar, mas de toda forma, o livro ainda tematiza muito isso de criar uma imagem muitas vezes equivocada de alguém baseada nas primeiras impressões que se tem da pessoa.

Apesar de todo mundo já ter ouvido o ditado “Não julgue um livro pela capa”, a gente ainda faz isso e muito na nossa vida! E no post de hoje eu queria ir ainda um pouco além, porque muitas vezes mesmo depois de abrir o livro a gente continua julgando mal. Por que será?

Algumas outras vezes já cheguei a dizer aqui o quanto eu acho que as pessoas são complexas. Ninguém é uma coisa coisa. Todos nós somos múltiplos, temos gostos e aptidões que as vezes parecem não ter nenhuma relação, tipo gostar de poesia e ser lutador de UFC. E mesmo não sendo tão radical assim, acho que todos nós temos as nossas “discrepâncias”.

E acontece que assim que conhecemos uma pessoa, nós temos acesso só a uma parte dela. Pode ser que a gente a tenha conhecido num dia ótimo e ela estava radiante, ou num dia totalmente bosta e ela estava por aí dizendo que nada na vida dela dá certo. Então se a gente for levar em conta aquele outro ditado que diz que “A primeira impressão é a que fica”, imagine quanta gente nós já excluímos da nossa vida porque tivemos o azar de conhecê-la em um dia em que estava vivendo um dia de cão?

Infelizmente o contrário também acontece muito! Às vezes começamos uma amizade com alguém que estava vivendo um momento da vida super legal e parecido com o nosso e por isso houve uma identificação quase total! Mas aí, vai passando o tempo, a vida vai trazendo novas circunstâncias e a gente acaba percebendo que aquela pessoa não tem tem nada a ver com a gente e que não é nada do que a gente pensava. E isso também acontece muito em relacionamentos amorosos.

E é por esse motivo basicamente que eu não acredito nesse tal “Amor à primeira vista”. Porque à primeira vista todo mundo é só 1% daquilo que é. Quem me ver batendo cabeça loucamente em um show de rock e achar que sou o amor da sua vida só por causa daquele momento estará cometendo um grande erro. Assim como um cara que vir toda fofinha declamando um poema meu em um sarau.

Nós não somos nem temos que ser só uma coisa. Eu não sou só a apaixonada por rock, nem só a poetisa, nem só a blogueira ou só a fã do John Mayer. Eu e todos nós somos muitas coisas! Como seria bom se todas as pessoas interessadas em nos conhecer tivessem a disposição de nos conhecer de verdade, de passar muito tempo conversando e sair juntos algumas vezes pra ver como nós somos nas mais diversas situações. Por isso eu acho que só ama de verdade quem conhece a pessoa por inteiro a aceita mesmo assim.

Então além de não se deixar levar pelas aparências, também não podemos nos prender a apenas uma lado de uma pessoa para querer entendê-la. Conhecer uma pessoa é uma tarefa que, infelizmente, poucas pessoas querem fazer hoje em dia. E assim vão se fazendo relacionamentos cada vez mais efêmeros e superficiais.

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Leia também Para quando você conhecer uma pessoa

Top 5 – Filmes que marcaram minha adolescência

Aqui estou eu novamente pra falar de filmes que eu amo muito! filmes que marcaram minha infância, isso porque durante a adolescência eu vi beeeem mais filmes e foram muitos o que me marcaram de alguma forma. Então aqui vão 5 que tem um lugar muito especial no meu coração!

1 – High School Musical

Resolvi começar com um da Disney  porque é muito amor! E não tem como não amar High School Musical! Primeiro porque eu adoro musicais e além disso o enredo até hoje me faz pensar em muitas coisas. Como é difícil a gente admitir que não precisamos ser só uma coisa ou se dedicar só a um assunto que nos interessa. Nós podemos sim gostar de matemática e literatura, de dançar balet e lutar jiu-jitsu. ❤

E fora que foi com High School Musical que eu aprendi o que significa Status quo. 😉

2 – Nunca fui beijada

Esse filme é muito minha vida! Não porque eu ainda não tenha sido beijada, mas eu levei um certo tempinho pra perder o BV (me senti muito adolescente falando isso). Mas eu fui a última das minhas amigas a dar o primeiro beijo e isso acabava sendo uma coisa chata, né! E nessa época esse filme me dava um conforto sem igual! E mesmo depois de já ter beijado alguém, Nunca fui beijada ainda faz muito sentido na minha vida. Afinal de contas ainda espero encontrar um cara tão maneiro e inteligente e incrível quanto o Sam!

3 – Orgulho e Preconceito

Como não falar desse filme que é tão tudo pra mim? Antes de assistir a essa versão lindona de 2005 protagonizada de pelo Matthew que é o Mr. Darcy dos meus sonhos, eu já tinha lido o livro e já tinha me apaixonado pela história. Ver tudo acontecendo ali na minha frente, os bailes, a milícia chegando na cidade… ai ai! Foi muito amor! Tanto amor que assim que eu pude eu comprei o DVD. Daí além de assistir o filme quase todo dia por um bom tempo eu também ficava vendo e revendo aquele final alternativo que me faltam palavras pra expressar o quanto eu amo de tão lindinho que é! E sem falar das cenas extras… Enfim! Não posso ocupar o post todo só falando desse filme! hahaha

4 – Vivendo na eternidade

Acho que esse filme não é muito conhecido mas vale muito apenas assistir! Ele é muito lindinho e trás uma reflexão muito interessante sobre o que é a vida, o amor e sobre o valor do tempo. Vai aqui uma sinopse breve.

A história se passa no início do século XX e a protagonista Winnie conhece e se apaixona por um rapaz chamado Jesse. Com a convivência com ele, ela acaba descobrindo uma realidade bem diferente da que conhecia de ficar sempre presa em casa, limitada pelas regras sociais. Porém, pra que ela pudesse ficar com ele, teria que fazer uma escolha que mudaria tudo na sua vida. (Eu sou péssima com sinopses porque eu sempre acabo dando um spoiler.)

Enfim, assistam esse filme assim que puderem! Ele muda a nossa percepção das coisas e é muito amor e tem um final surpreendente. (Sou péssima com sinopses :/ )

5 – Escola de Rock

E pra fechar não poderia faltar Escola de Rock! Vi muuuito esse filme e, aliás, sempre que está passando eu paro pra ver e cantar junto, é lógico!

Como eu queria que acontecesse algo do tipo na minha escola! Do dia pra noite todas as matérias seriam relacionadas a rock e música!!! \o/ E como seria tudo ter um professor como o Jack Black!

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Bem, gente, esse foi o Top 5 de hoje! Espero que tenham gostado e se identificado! Eu, particularmente adorei fazer esse flashback pra vocês! ❤

Estar solteiro no dia dos namorados é chato sim!

Esse texto é meio que um protesto a alguns textos que tenho visto na internet desde o início do mês. Os textos a que me refiro são direcionados àqueles que estão solteiros nessa época de dia dos namorados. Eles ficam apregoando aquela coisa de que “Nossa, que bom que você está solteiro! Uhuul! Ótimo! Melhor coisa!”. Só que não é bem assim né, gente. Estar solteiro no dia dos namorados é chato sim!

É claro que de maneira nenhuma essa ‘chatice’ justifica você insistir em um namoro que já está pelas pontas e que você já percebeu claramente que não tem como continuar, e muito menos justifica você namorar ‘qualquer pessoa’ só pra dizer que está namorando. Todavia, não vamos dizer que a solteirice é esse mar de rosas todo que muitos apregoam convenientemente só por estarem solteiros.

É bem verdade que tem gente que está sim de boa com o fato de estar solteiro e está até achando incrível mesmo, principalmente se a pessoa acabou de sair de um relacionamento tenso ou algo do tipo. Mas acredito que a maioria dos solteiros, aqueles que já estão assim há um tempinho e especialmente os que são românticos, queriam sim ter alguém pra compartilhar dessa data tão fofa.

O mais chato mesmo é que seja lá o que a gente arranje pra fazer no dia dos namorados, a gente sempre acaba pensando que poderia ser muuuuuuuuuito mais legal se a gente estivesse fazendo esse seja lá o quê com aquela pessoa especial. Seja fazer um passeio, ir a um show, uma festa ou até mesmo ficar em casa assistindo TV. Como seria bom ficar abraçadinhos no sofá vendo filme e comendo brigadeiro! ❤

Mas, por favor, pessoas! Não fiquem deprimidas! Por mais chatinho que seja ficar vendo seus amigos aí trocando presentes e mensagem e viajando e nhe nhe nhe, pense que seria pior estar ao lado de alguém que está com você só por estar e/ou que não te dá valor e/ou te trai e/ou só te deixa mal e por aí vai.

Então que fique claro que o intuito desse texto não é que você volte pro seu ex-namorado insensível ou pra sua ex que dava em cima de todos os seus amigos. Também não é pra você ficar sendo desesperado no Tinder e outros whatever do tipo antes que chegue o dia 12. É só pra quando alguém falar “Poxa, você está solteiro no dia dos namorados…” você não se sentir quase que obrigado a dizer ” Ah, mas eu tô amando! Era tudo que eu queria mesmo!”. Não há mal nenhum em admitir que não era bem essa sua vontade.

Mas, como já bem disse Vinícius, a vida tem sempre razão. Então se esse é o seu momento de estar solteiro, prefira acreditar que é porque a vida acha melhor assim. Por enquanto.

Se machucar é bom

hurtable

Esse post não é propaganda de band-aid nem muito menos uma campanha de auto-mutilação. É só algo pra gente pensar um pouco nas vantagens e nas coisas boas que ganhamos toda vez que a gente se machuca. E eu parto aqui do machucado físico para o machucado sentimental, que às vezes parece ser bem pior.

Eu comecei a pensar nesse assunto quando li a seguinte frase do John Mayer:

Stay hurtable. Stay human. Stay open. It’s always worth it.

Essa palavra hurtable não tem uma tradução muito usual para o português, mas ficaria mais ou menos

Continue machucável. Continue humano. Continue aberto. Sempre vale a pena.

E assim que eu li, eu logo li de novo e repeti pra mim mesma em tom de pergunta: Hurtable? 
Depois de alguma reflexão e de tentar juntar tudo isso que ele disse eu finalmente entendi sobre a importância de se machucar, de ser uma pessoa machucável. Se você se machuca é porque você tem sensibilidade e é isso o que de jeito nenhum nós podemos perder.

Fiquei com isso de se machucar e de sentir e de dor e me lembrei de uma das minhas frases preferidas do livro A culpa é das estrelas: A dor precisa ser sentida. E precisa mesmo! Há algum tempo atrás eu assisti uma reportagem sobre pessoas que não sentiam dor, que se cortam ou se queimam e nem se davam conta porque não podiam sentir dor. A dor precisa ser sentida!

E por mais horrível que seja passar por decepções e ter os sentimentos feridos por alguém, se machucar é bom! É prova de que estamos vivos e estamos tentando coisas! É preciso se manter humano, se manter sensível por mais que isso doa às vezes. É sempre bom lembrar que um corpo frio é um corpo sem vida.

E retomando a questão do curativo, também vale lembrar que hoje em dia tem band-aid de todo tipo, com várias estampas fofas e super-amorzinho! Você pode melhorar a aparência do seu machucado se quiser, por mais que ainda doa. Você pode transformá-lo em algo bonito de se ver. Eis a poesia! Eis a chance de fazer desse drama a sua hora! (Sempre vale a pena)

5

Cansaço

depressed

Estou com a vista cansada de olhar sempre para as mesmas coisas

E com os ouvidos desacreditados por ouvir tantas mentiras.

As pernas hoje já não querem correr e a voz quer ficar escondida no fundo da garganta

Porque essa tarde cinza me fez achar que tudo é vão.

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.
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A não ser escrever, é claro. Escrever continua sendo eficaz!

Talvez ainda a única coisa capaz de me dar novas perspectivas, ainda quando uso as palavras de sempre.

Porque há nas palavras sempre alguma novidade, se você crer nelas.

E ainda que o mundo lá fora me faça não querer crer em mais nada, aqui dentro ainda creio nas palavras.

Elas não se cansam, nem se enfadam ou desistem.

Elas não mentem, não me decepcionam nem me abandonam.

Ao contrário das pernas exaustas, minhas mãos ainda correm ao papel em branco em busca de algo.

E enquanto houver espaços em branco e palavras a serem ditas, nenhum cansaço me fará desistir.

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