Sobre a Vida, Sobre Escrever

Cansaço

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Estou com a vista cansada de olhar sempre para as mesmas coisas

E com os ouvidos desacreditados por ouvir tantas mentiras.

As pernas hoje já não querem correr e a voz quer ficar escondida no fundo da garganta

Porque essa tarde cinza me fez achar que tudo é vão.

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A não ser escrever, é claro. Escrever continua sendo eficaz!

Talvez ainda a única coisa capaz de me dar novas perspectivas, ainda quando uso as palavras de sempre.

Porque há nas palavras sempre alguma novidade, se você crer nelas.

E ainda que o mundo lá fora me faça não querer crer em mais nada, aqui dentro ainda creio nas palavras.

Elas não se cansam, nem se enfadam ou desistem.

Elas não mentem, não me decepcionam nem me abandonam.

Ao contrário das pernas exaustas, minhas mãos ainda correm ao papel em branco em busca de algo.

E enquanto houver espaços em branco e palavras a serem ditas, nenhum cansaço me fará desistir.

Filmes e Séries, Sobre a Vida

Gostar de chuva (Rain will make the flowers grow)

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Eu sou uma das poucas pessoas, dentre aquelas com as quais convivo, que gosta de chuva. O que mais ouço é gente reclamar dela. A chuva acaba com os planos.

Se começa a chover, nada de passeio, nada de show, nada de luau, nada de piquenique, nada de nada que seja ao ar livre. Será então que gostar de chuva é coisa de gente que gosta de ficar em casa?

Uma professora já me disse que gostar de chuva é característica de pessoas melancólicas. Pode ser. Se for isso mesmo até que faz sentido.

Mas seja lá o que for, a chuva tem para mim só significados positivos. E o que mais tenho pensado ultimamente é no da renovação.

Penso em chuva e penso no final de O rei leão, penso na questão do ciclo da vida e que a chuva também faz parte disso. Não só porque ela participa de um ciclo mais específico, o da água, mas porque para que haja florescimento, é necessário que haja chuva.

Rain will make the flowers grow! Esse é o trecho da música A little fall of rain, uma das minha preferidas do musical Os miseráveis e essa frase traduz muito bem a esperança que eu sinto toda vez que chove.

Não sei dizer quando comecei a gostar da chuva, do cheiro da terra, do barulho, do clima mais ameno… E também não sei quando comecei a pensar em significados para ela. Mas desde criança até hoje eu gosto de olha-la da minha janela e pensar que a vida pode ser totalmente nova quando a chuva passar.

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Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Escrever

Top 5 – Filmes que marcaram minha infância

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Já é uma tradição eu compartilhar aqui no blog algumas das minhas impressões sobre filmes que eu gosto e que são importantes na minha vida de alguma forma. E realmente eu AMO cinema! Há muitos e muitos filmes que acho incríveis e tudo mais, mas resolvi pela primeira vez organizar essa listinha com 5 dos filmes que assisti quando era criança e que marcaram muito a minha infância, contribuindo muito para quem eu sou hoje.

1 – Edward, mãos de Tesoura 

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Só pra ir na contramão, vou começar minha listinha com um filme que não é infantil! rsrs

Eu me lembro de assistir Edward, mãos de tesoura várias e várias vezes na Sessão da Tarde e acho que foi o primeiro filme que chorei assistindo. (Segundo minha mãe não eram poucas às vezes que ela me surpreendia chorando assistindo algum filme na TV quando criança.)

Lembro do quanto eu achava tudo muito injusto! O criador dele morrer justo quando ia lhe dar as mãos e o Edward sempre sendo prejudicado pelos outros sendo inocente! Que peninha que eu sentia dele! Ficava achando que ele merecia ser feliz e ter o direito de conviver com as pessoas e poder estar perto da garota que amava… Mas… Não.

Acho que ali de certa forma eu comecei a pensar que nem tudo na vida iria acontecer da maneira que a gente achasse certa ou justa e que muita gente simplesmente nunca iria compreender a nossa peculiaridade ou até mesmo estranheza. E acima de qualquer coisa sempre admirei o Edward por ele ser um artista. Com certeza esse era o lado mais humano dele e essa sensibilidade ele manteve o tempo todo.

2 – Matilda

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E ainda sobre isso de ser “a pessoa diferente” temos Matilda, que é até hoje muita minha ídola! Por que será?! 😀

Como não amar a menina que vivia em uma família que não tinha nada a ver com ela mas acabou encontrando conforto e companhia nos livros?! E fora que eu achava tão legal os superpoderes dela de conseguir controlar as coisas! Metaforizando um pouco, eu acho que isso tem a ver com o poder que passamos a ter sobre o mundo a partir da leitura. Pelo menos é assim que eu entendo.

3 – Harriet, a espiã

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Nooooosssa, como eu amo esse filme! Esse é um filme que de fato me marcou demais! Isso porque foi depois de assisti-lo que eu decidi começar a anotar tudo que acontecia na minha vida, assim como a Harriet fazia. E isso com certeza mudou minha vida. Foi ali com uns 12 anos que resolvi começar a escrever sistematicamente e passei a me encontrar na escrita.

Acho que esse filme não é muito conhecido, então vai aqui uma breve sinopse! Ele trata dos conflitos de uma pré-adolescente que queria ser jornalista e fazia investigações na sua vizinhança e também anotações sobre as pessoas com quem convivia. Quando seu caderno vai parar nas mãos daquelas típicas ‘meninas malvadas’ da escola, todo mundo acaba sabendo das observações que ela fazia das pessoas, nem sempre coisas agradáveis. E então durante o filme, excluída por todos, sofrendo bullying e não sendo compreendida pelos pais, Harriet tem que achar um jeito de consertar as coisas. (Eu acho que não sou muito boa com sinopses em geral, mas vale muito a pena assistir!)

4 – Titanic

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“Oi? Como assim?” Sim, pessoas! Titanic marcou minha infância! rsrs Minha prima mais velha tinha as duas fitas de vídeo (eu me entregando) do filme e a gente assistia praticamente todo dia assim que ela comprou. (E sempre adiantavam aquela parte dele no carro quando eu estava junto, afinal eu tinha só 7/8 anos.)

Até hoje Titanic é um dos meus filmes preferidos, que eu assisto toda vez que está passando em algum canal e me sinto incapaz de assistir sem comentar porque eu o acho perfeito demais!!! Muito bem feito, todos os detalhes, tudo incrível!!! Se eu pudesse eu daria mais Oscars pra Titanic porque realmente é merecido! Mas enfim…

Considero que Titanic tenha marcado minha infância também porque eu assisti muitas vezes ao longo dela e porque sempre pensava várias coisas. Tipo que foi azar pro Jack ter ganhado a passagem porque acabou morrendo… Mas, por outro lado, sem ele a Rose teria se matado. E também sempre pensei no quanto às vezes pessoas que acabamos de conhecer fazem por nós coisas incríveis que outras que nos conhecem há anos jamais fariam. Porque o Jack fez questão de ficar com ela até o final. ❤

E quanto ao problema se eu cabia ou não cabia lá no pedaço de madeira eu prefiro me abster mais uma vez. rsrs

5 – O Rei Leão

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Ah! Por essa ninguém esperava! hahaha

Acho que todo mundo já sabe que O Rei Leão é o meu filme preferido. Não é o desenho preferido, não é o ‘da Disney’ preferido. É de fato o meu filme preferido entre todos os filmes já feitos na história da humanidade! \o/

Os motivos para eu amar O Rei Leão são tantos que daria mais vários posts pra falar a respeito. Mas pra mim esse filme é o que mais me ensinou (e ainda ensina) coisas até hoje. Se um dia eu realmente fizer uma tatuagem ela será da frase “Lembre-se de quem você é”. Que é um dos meus maiores desafios na vida, me lembrar de quem eu sou e não abandonar os meus sonhos, por mais que sempre tenha gente ruim pra nos convencer que isso é o melhor a fazer.

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Bem, esse foi o meu Top 5 dos filmes que marcaram a minha infância e eu curti demais fazer isso. Eu acho que deveria ser uma criança meio estranha! hahaha Foi engraçado perceber que em todos esses filmes tem alguém que se sente ou é literalmente excluído e que há essas lições sobre a vida não parecer mesmo justa às vezes… Mas o bom é que todos eles me motivaram, me fizeram pensar um pouco sobre como as coisas funcionam e sobre tentar encontrar um sentido pra tudo isso.

Literalmente eu cresci com esses filmes. ^_^

Sobre a Vida

Brevidade

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.Se a gente for pensar
.
.Que nada dura e tudo passa,
.
.Que o segundo que acabou já não volta
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.E que os segundos não param de passar
.
.E tudo o que passou não volta,
.
.Acho que a gente iria enlouquecer de vez!
.
.
..E enquanto a gente pensasse
..Em todos os segundos perdidos
..Mais e mais segundos estariam se perdendo
..E toda a vida seria tempo a se perder.
.
.
.Mas e se a gente resolver viver cada momento
.
.Fazendo de conta de que tudo é eterno?
.
.Pois ainda que do eterno não se tenha certeza,
.
.É certo que existe o infinito
.
.E o infinito cabe
.
.Na brevidade da vida.

.
.
.
Thaís Bartolomeu – 2015

Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Escrever, Sobre Ser Você

Becoming me

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Eu conheci a Jane Austen quando eu tinha cerca de 16 anos e, explorando a linda biblioteca da minha escola, resolvi começar a ler um livro chamado Orgulho e Preconceito. Pelo título eu achei que o livro trataria de ódios e rancores, tramas de vingança! Mas para a minha surpresa, o livro era um romance belíssimo! Até hoje é um dos livros que mais amo na vida! Como eu aprendi com ele! Como ele é parte de quem eu sou!

Esses dias, dando uma olhada em adaptações da Jane para o cinema, acabei descobrindo que havia um filme sobre a vida dela chamado Becoming Jane, horrivelmente traduzido para o português como Amor e Inocência. Fui assisti-lo e simplesmente… é muito lindo e é muito amor! E eu ressaltei aqui o quanto foi ruim o nome dado ao filme em português porque ele trata fundamentalmente de como a Jane Austen se tornou a Jane Austen, como se tornou a escritora que hoje nós conhecemos e (falando de mim e de minhas amigas) amamos.

E depois de conhecer mais da história de vida dela ao assistir Becoming Jane, depois de saber como ela foi crescendo como escritora a partir das experiências que passou como filha, como irmã, como mulher naquela época e principalmente como leitora, eu fiquei pensando em como é que eu me tornei essa pessoinha peculiar e projeto de escritora que sou hoje.

Fiquei lembrando da música Capitão Gancho, da Clarice Falcão, em que ela fala de diversas coisas aleatórias de sua vida que, segundo ela, são responsáveis por ela ser quem é. E acho que é bem assim mesmo, não são só os grandes acontecimentos que nos formam. Cada pequena coisa, palavra dita ou ouvida, carinho recebido ou negado, tudo que até hoje já nos aconteceu foi direcionando os nossos sonhos e as nossas escolhas. E a maneira como nós lidamos com tudo de bom e ruim que acontece ao nosso redor vai aos poucos formando o nosso caráter.

E mais uma vez eu retomo aqui a importância das decepções na nossa vida pra que a gente cresça, pra que a gente descubra a nossa força e a nossa capacidade de se levantar do chão.  E ainda bem que todos os meus amores de adolescência foram platônicos! Pois assim eu fui pesquisar o que queria dizer platônico e assim conheci Platão. E ainda bem porque, por conta disso e da minha mania de ficar escrevendo o nome dos meninos por quem me apaixonava em todo lugar, comecei a rascunhar poemas onde eu repetia e repetia os seus nomes infinitamente.

Talvez se a Jane Austen não tivesse amado tanto o Thomas, ela não tivesse criado um homem tão perfeito como o Darcy. E talvez, se ela tivesse se casado com ele, ela teria visto que ele não era tão tudo de bom assim, daí o Darcy e seus outros protagonistas talvez não seriam tão idealizadamente perfeitos. Vai saber! Mas o que eu quero dizer é: ainda bem que as coisas são como são! Eu aprendi com Luís Fernando Veríssimo que a versão real da nossa vida, aquela que de fato vivemos, é sempre a melhor de todas porque é a única de fato possível. O restante é fantasia.

E por mais que a gente, vez ou outra, se pergunte “E se eu tivesse aceitado aquele emprego?” , “E se eu tivesse entrado para aquela faculdade?” , “E se eu não tivesse terminado com aquele cara?” , o fato é que a vida é como é, e escolhas são sempre difíceis e sempre significam abrir mão de uma outra possibilidade.

Mas se você por acaso se sente insatisfeito com quem você se tornou hoje, é como minha avó semopre diz: ‘enquanto há vida, há esperança’. Busque para você o que ainda te falta e não abra mão do privilégio de ser uma pessoa única para ser só mais uma igual a tantas outras!

Eu me sinto feliz demais por ter me tornado quem sou hoje, com meus gostos, minhas paixões e meus sonhos, por mais que às vezes eu me sinta meio incompreendida e até solitária. Ainda bem que minha vida foi dessa forma e não de outra! Ainda bem que em uma manhã de 2007 eu resolvi ler Orgulho e Preconceito e não outra coisa qualquer. Porque, parafraseando a Clarice Falcão, se não fosse a Jane Austen não seria eu! ❤

Sobre a Vida

The past is only the future with the lights on

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Imaginem só se existisse uma máquina de testes do futuro? Afinal, quem é que nunca perdeu pelo menos alguns minutos da vida pensando “como seria se eu tivesse feito tal escolha?” , “como seria se ao invés de sim eu tivesse dito não?” , “como seria o futuro pra mim se eu tivesse agido de forma diferente?”. Pois bem, a máquina funcionaria assim: sempre que você estivesse em dúvida sobre que decisão tomar você poderia testar como seria a consequência de cada uma delas no futuro, assim você nunca tomaria a decisão errada.

Mas querem saber?! Depois de pensar um pouco sobre isso eu dei graças a Deus por não existir tal máquina. O futuro é realmente esse grande enigma que se apresenta diante de nós segundo após segundo, é o incerto, é aquilo que não podemos ter domínio sobre. E acho que a nossa maior dificuldade em tomar certas decisões é o medo de saber se aquilo vai mesmo dar certo, medo de fracassar, medo de estar tomando um caminho que no fim das contas você poderá perceber que não foi o mais satisfatório.

Desde que me mudei recentemente, eu mesma tenho me perguntado se foi a melhor escolha. Me pergunto como estariam sendo as coisas se eu tivesse ficado bem quietinha onde eu estava. Mudar é bom, ver lugar novos, ter acessos a novas experiências como a que eu estou tendo aqui de poder escrever minhas poesias sentindo o vento nos meus cabelos e tendo o mar no fim de tarde pra me inspirar. Mas o que eu ganhei e perdi com essa escolha? O que nós ganhamos e perdemos com cada escolha? ‘Thaís, você tem certeza que não seria bom ter essa máquina de testes do futuro?’ .Tenho sim.

“The past is only the future with the ligths on”. Essa frase incrível que dá título ao texto de hoje foi retirada de uma música que se tornou muito especial para mim, chamada ‘Baby, come on’. E refletindo um pouco sobre ela na noite passada eu me dei conta de que, talvez, o futuro não seja tão enigmático assim se nós tomarmos como base o nosso próprio passado. Como eu já disse aqui algumas outras vezes, todas as experiências que já vivemos é que formam quem nós somos hoje, tanto as boas quanto as ruins.

O passado é somente o futuro com as luzes acessas, ou seja, o futuro é somente o passado com as luzes apagadas. Como então acender as luzes do futuro? Como poder enxergar melhor o caminho à nossa frente? Olhando para o passado e para as nossas experiências não com saudosismo ou arrependimento, mas com papel e caneta na mão pra tomar nota dos nossos erros e acertos. Temos uma perspectiva melhor do futuro quando nos deixamos iluminar por nossas vivências anteriores.

Por mais complicada que a vida pareça ser às vezes, não se pode negar que ela é muito generosa. Sempre nos dá tantas chances! Às vezes sentimos que estamos fazendo tudo errado ou que fizemos a pior besteira da nossa vida tomando uma decisão precipitada. É então que a vida, essa linda, vem e coloca essa lanterna nas nossas mãos que nos permite circular em torno de nós mesmos com mais clareza. Quanto aos erros cometidos, quanto às coisas que nos arrependemos de ter dito e feito? Isso está no passado, você pode querer fugir dele ou aprender com ele (já bem disse o Rafiki). Olhe para o futuro sob um novo foco de luz, use o passado a seu favor. The past is only the future with the lights on.

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John Mayer, Sobre a Vida

It’s just a season thing

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Se esse mês de janeiro está sendo tranquilo pra você, só praia e picolé como eu tenho visto nas fotos da maioria das pessoas no facebook, eu fico feliz por você, mas não te invejo. Não porque o meu janeiro esteja sendo melhor ainda do que o seu, pelo contrário. Para mim esse tem sido um mês de muitos conflitos, problemas e decisões difíceis a serem tomadas. (Inclusive, no momento estou fazendo um esforço enorme para digitar esse post, já que meu braço direito está enfaixado e estou sentindo bastante dor.)

Diante disso tudo eu deveria sim estar invejando as suas férias de praia e picolé e reclamando insistentemente da minha vida. Já fiz isso, mas segui em frente. Aqui estou eu mais uma vez querendo pensar em coisas bonitas e alegres e escrever o texto que possa ajudar tanto a mim quanto a vocês. Vamos lá?!

Desde outubro de 2013, todas as minhas crises e conflitos têm destino certo: John Mayer. E é tão incrível porque sempre que recorro a ele e começo a ouvir todos os álbuns na ordem e no repeat eu sempre encontro algo novo e que fala comigo de uma forma tão profunda que é como se eu nunca tivesse ouvido aquilo antes (apesar de já ter ouvido 500 mil vezes).

Na crise atual encontrei o que eu precisava novamente em Wheel (quem diria?!). Já ouvi tantas vezes essa música (já tenho até outro post sobre ela, clique aqui) e acho que por me prender tanto naquele final maravilhoso eu até então não tinha dado atenção a outras coisas igualmente incríveis que ele diz ao longo da música, uma delas é o título desse post.

Wheel é uma música que fala de diferentes momentos que são comuns na vida de todo mundo, que fazem parte justamente desse ciclo sem fim (olha que lindo, falando de O Rei Leão e John no mesmo post

Quando eu ouvi Wheel dessa vez, ela passou a ser para mim uma música que fala de encontros e despedidas e que fala também de escolhas que temos que fazer. Escolher entre voar ou não, escolher entre ouvir a cabeça ou o coração, escolher entre ficar ou partir. Nós temos que fazer escolhas, mas a vida não vai parar pra que as façamos. A sua roda vai continuar a girar e a seguir o seu caminho.

Mas o que dessa vez mais me chamou a atenção mesmo mesmo mesmo foram esses versos:

You can’t build a house of leaves
And live like it’s an evergreen
It’s just a season thing
It’s just this thing that seasons do

(Você não pode construir uma casa de folhas e morar nela como se fosse uma sempre-viva, isso é só uma fase/estação, e é isso que as estações fazem)

O John é tão perfeito que às vezes fica até complicado traduzir as ideias geniais dele, mas tentei. O fato é que, quando estamos em uma fase boa nos apegamos a tudo que faz parte daquele momento tão ótimo da nossa vida como se aquilo fosse durar pra sempre. Sabemos que não dura, nada dura pra sempre. E quando vemos as folhas verdes e vivas queremos fazer dali o nosso lar e a nossa alegria, mas a estação das folhas verdes passará. Elas morrerão e em breve estarão secas e caídas ao chão. Mas veja pelo lado bom: isso também é só mais uma estação.

As coisas não estarão verdinhas e bonitas o tempo todo e nem tão pouco estarão sempre obscuras. It’s just a season thing. E cada fase que passamos na nossa vida é importante, cada riso e cada choro. E é passando por isso tudo com a consciência de que são fases necessárias para o nosso crescimento que conseguimos nos tornar mais maduros. Seja bom ou seja ruim, tudo vai passar, a roda vai continuar a se mover.

Como dá vontade de pausar a vida de vez em quando naqueles dias em que tudo sai bem do jeito que a gente quer, sai tudo perfeito! Mas a vida não é uma evergreen (aguardem um texto com esse título explicando isso melhor) e nem poderia ser. Passar pelos altos e baixos da vida, pelas perdas, pelos ganhos, conhecer gente que se torna amiga, conhecer gente que só vem pra tirar, tudo isso faz parte da complicada matemática que resulta, por fim, em quem somos. E que bom por tudo!

Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Ser Você

O Que Eu Quero Mais é Ser Rei (para relembrar dos seus sonhos de infância)

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Entra ano, sai ano e uma coisa não muda pra mim: O Rei Leão continua sendo o melhor filme da história. Não é a toa que o primeiro artigo desse ano tem a ver com o meu tão querido filme, que inclusive também foi tema do primeiro post que eu fiz aqui há quase 1 ano atrás. Pois bem, agora vamos ao que interessa.

Dia desses lá estava eu ouvindo a trilha sonora de O Rei Leão no meu celular enquanto andava de ônibus por aí. E quando começou a tocar “O que eu quero mais é ser rei” eu fiquei pensando ‘Como é que pode? Quando o Simba era filhote ele era doido pra ser o rei, mas depois de tudo que aconteceu ele acabou aceitando a vida que o Timão e Pumba mostraram pra ele e simplesmente esqueceu do próprio sonho… Como é que pode?’

E então eu comecei a tentar lembrar das coisas que eu queria ser quando eu era criança, dos sonhos que eu tinha, das coisas que eu queria fazer na vida e principalmente da pessoa que eu queria me tornar. Será que está tudo caminhando como eu gostaria? Quando a Nala reaparece na história ela logo se preocupa e fazê-lo lembrar da infância e do seu sonho. É como se o próprio Simba criança voltasse para falar ‘Que história é essa de ficar aí comendo esses insetos e deixar de lado todo o reino que seu pai te deixou?’

E eu fiquei imaginando, se a Thaisinha criança viesse aqui falar comigo, o que será que ela iria me dizer? Acho que começaria com algo do tipo ‘Você está ficando doida???’. Quando eu era criança sempre inventava muita história pras minhas Barbies e por várias vezes comecei a escrever livros com essas histórias, o que é algo que eu ainda trago comigo. Mas fora isso, eu também brincava de ter vários empregos, até porque eu podia fazer de tudo, desde um bolo de terra até apresentar um Talk Show. Hoje em dia o que eu faço com todas as coisas que eu sei? Com certeza eu poderia estar fazendo mais.

Muitas vezes a vida adulta nos leva a uma acomodação como a do Simba em sua nova filosofia de vida Hakuna Matata. Não que ela não seja muito válida, mas a verdade é que viver com menos problemas também significa viver menos. Escolhemos fazer o que nos dá menos trabalho, o que nos cansa menos mas muitas vezes isso também pouco nos satisfaz. Será que não estamos nos subestimando e levando uma vida medíocre, fazendo coisas medíocres?

O que acontece conosco quando estamos nessa situação é aquilo que o Mufasa (em espírito) vem dizer pro Simba: Você se esqueceu de quem você é. Sendo assim, vale lembrar também do que ele fala em seguida e que para mim é uma das frases mais marcantes do filme: Lembre-se de quem você é!

O tempo passa, coisas ruins acontecem, pessoas aparecem pra dizer que você não deve insistir em determinado projeto ou que você não é capaz de alcançar algumas coisas. Nós sentimos medo, nós nos sentimos pressionados, nós paramos, nos reformulamos e esquecemos de quem somos, daquilo que queríamos ser. Esquecemos quem podemos ser, da nossa força, dos nossos talentos, dos nossos sonhos, da nossa capacidade de reerguer das cinzas um mundo destruído.

Quando eu era criança eu queria ter um quarto só pra mim numa casa de dois andares com uma sacada, queria saber falar todos os idiomas e aparecer na televisão. Queria que as pessoas parassem para ouvir minhas histórias e emoldurassem pra pôr na parede os desenhos que eu fazia. Eu queria saber desenhar pessoas e queria gravar uma música. Queria ter um cabelo grande e bonito, queria não ter que ouvir piadinhas por causa dele. Eu queria ser feliz, ter as coisas que eu queria ao meu alcance, queria não me sentir inferior a ninguém em nenhum sentido. Quem eu sou hoje?

Hoje finalmente tenho a independência que eu e toda criança sonha, mas condiciono muitas coisas que pertencem só a mim à opinião dos outros, como a minha auto-estima, por exemplo. Quem nós nossos? Somos uma rotina chata? Somos um emprego maçante? Somos estudar só pelo diploma? Somos o nosso facebook? Somos a descrição do Twitter ou do Instragram? Somos a quantidade de curtidas numa foto? Somos a quantidade de ‘amigos’ e seguidores? Não, nós não somos isso. Não acredite se alguém disser que você é isso. Lembre-se de quem você é. Seja o Rei pelo menos da sua própria vida e, como diz Tiago Iorc, procure a criança dentro do homem adulto.

Lembre-se de quem você é.

Sobre a Vida

“São as ilusões o que nos faz felizes?”

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Há cerca de uma semana comecei a ler um livro que já estava na minha lista de espera há um bom tempo chamado ‘Os sofrimentos do jovem Werther’. Esse livro é de fato incrível e tem me inspirado a escrever muita coisa desde então, e o título desse post é retirado de uma passagem dele.

Quando eu me deparei com esse questionamento ‘São as ilusões o que nos faz felizes?’ durante a minha leitura, eu respondi para mim mesma: ‘É óbvio que não!’. Mas depois comecei a pensar que apesar de a resposta ser definitivamente NÃO, talvez isso não seja tão óbvio assim, então resolvi escrever.

De fato, quando nos encontramos nesse estado de estar iludido com algo, a impressão que dá é que estamos felizes. Mas ao fim percebemos que era só mesmo uma impressão. Porque quando nos iludimos nos tornamos incapazes de ver o que está bem na nossa frente, criamos uma realidade paralela, uma universo que não existe, ou seja, uma grande ficção. É só quando finalmente acordamos para o que é real que nos damos conta de que aquela tal felicidade também era fictícia.

Por mais difícil que pareça, é melhor assim ( apesar do susto que levamos quando nos damos conta de quanto tempo perdemos e do quando mentimos para nós mesmos, nos enganando presos a determinada situação)! Eu sei que na hora é como se acordássemos de um sonho e passássemos a ficar presos em um pesadelo sem fim. Mas eu digo que não é nem sonho nem pesadelo, é apenas a vida real.

E a vida real é boa, é linda, é surpreendente! Não são as ilusões o que nos faz felizes, elas apenas nos fazem perder tempo, perder oportunidades… Mas a vida tão gracinha como é, sempre nos dá novas chances, nos traz novas pessoas que nos mostraram que o que é real é muito mais incrível, forte e verdadeiro do que qualquer ilusão com suas vagas impressões de felicidade.

Sobre a Vida

10 Vantagens de ter um gato

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Essa semana eu comemorei o meu primeiro mês junto com mais novo e fiel companheiro, o meu lindo gatinho Johnny Dylan.
A minha família nunca foi muito afeita a animais de estimação e os poucos que passaram pela nossa casa ficaram por muito pouco tempo. Quando me vi pela primeira vez na vida com uma casa inteira só pra mim tive a mesma ideia de Deus quando viu Adão sozinho no Éden e fui tratar de arrumar um companheiro pra mim.
Com a ajuda da minha querida amiga Luíza adotei o Johnny de uma clínica que cuida de bichinhos órfãos/abandonados. Antes de ele chegar eu até quis desistir, fiquei com medo de não saber cuidar direito, de não ter dinheiro pra comprar as coisinhas dele… Mas a Luíza me encorajou a seguir em frente com a minha ideia e hoje eu vejo que foi a melhor coisa que eu fiz!
E que esse post possa incentivar as pessoas a adotarem um gatinho também! Não há nada melhor! ^_^

10 Vantagens de ter um gato:

1- Gatos são quietinhos

A minha maior alegria foi descobrir que se eu passar uma tarde toda lendo ou escrevendo ele vai ficar quietinho bem ali perto de mim!

2- Gatos gostam de dar e receber carinho

Porque não tem nada melhor do que fazer um carinho da barriguinha dele e ver ele fechando os olhinhos todo feliz! E os gatos sabem retribuir muito bem brincando com o seu pé.

3- Gatos não crescem muito

Deus sabe o quanto eu gosto de tudo que é pequeno nesse mundo!

4- Gatos tem mais noção de higiene do que muita gente

Eu fiquei boba de ver como realmente eles só fazem as necessidades deles na caixinha de areia. Você não precisa ter medo porque eles não vão sujar a casa toda.

5- Gatos são fofos!

Acho que esse motivo nem precisa de maiores explicações! Quem não gosta de coisas fofas?! ❤

6- Gatos comem pouquinho

É bom saber que você não vai ter que gastar horrores com ração.

7- Gatos respeitam os livros

Foi uma conclusão que eu cheguei mas não sei explicar o fundamento.

8- Gatos não deixam você se sentir sozinha

Porque mesmo quando você estiver tristinha ou meio deprê, sem nada pra fazer ou algo assim, lá estará o seu gato firme e forte deitadinho do seu lado.

9- Gatos são lindos!

Pesquisas apontam que ficam atrás apenas dos Pandas em matéria de lindeza.

10- Gatos são felizes com muito pouco

Basta uma bolinha de papel ou qualquer outra coisa do tipo e eles brincam uma tarde inteira na maior alegria!

Esse foi um post bem curtinho e bem resumidinho, cheio de palavrinhas no diminutivo porque desde que virei mãe do Johnny fiquei assim!
E segue aqui embaixo o link para a página da clínica veterinária de onde adotei o Johnny, há muitos outros gatinhos lindos por lá esperando por uma casa nova também! ^_^

Veterinária SOS