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The Search For Everything – Wave One (Impressões e Experiência)

O ano de 2017 começou incrível para todos os fãs do John Mayer! Logo no dia 01 de janeiro ele anunciou nas redes sociais a data de lançamento das primeiras quatro músicas (Wave One) do seu novo álbum The Search For Everything. Felizmente eu e mais alguns fãs não precisamos esperar até o dia 20 para ouvir as músicas novas, pois graças a uma promoção pudemos participar da audição das músicas na Sony Music um dia antes do lançamento oficial. Sei que, como quase tudo na internet, as músicas já tinham até vazado… Mas pelo menos pra mim foi uma experiência única, que sempre vou guardar com carinho. ❤

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Here’s to the ones who dream (La La Land sem spoiler)

No último dia 12 La La Land, o filme que arrasou no Globo de Ouro e que já é o queridinho do Oscar, teve sua pré-estreia no Brasil e felizmente eu pude ir ao cinema vivenciar essa maravilha. O filme foi muito além das minhas expectativas e vou falar por quê.

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Top 5 John Mayer -Pra você pensar na vida

Que felicidade poder começar os posts esse ano aqui no blog já falando sobre o John Mayer! Fiz questão de que o primeiro post de 2016 fosse mais queridíssimo Top 5 John Mayer, dessa vez uma listinha que organizei mentalmente há uns dias atrás no ônibus enquanto pensava na minha vida…

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Top 5 BR – Músicas para término de relacionamentos amorosos (Só nacionais)

Já fazia um tempinho que eu não preparava uma playlist com um tema específico (na verdade fazia um tempinho inclusive que eu já nem escrevia no blog – shame on me). Mas nessa linda noite de quinta-feira eu resolvi trazer pra vocês uma listinha com as minhas 5 músicas nacionais preferidas sobre o tema “término de relacionamentos amorosos”. Me julguem por não ter colocado a clássica “não era amor, era cilada”, mas espero que gostem da minha seleção.

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5 bandas que mudaram minha vida! (História da Música na minha vida)

Pra falar de coisas na minha vida que me fizeram ser a pessoa que eu sou hoje, eu não poderia deixar de falar em música, mais uma vez. A minha família nunca foi muito ligada a música, quer dizer, não tenho nenhum músico na família e nenhum dos meus parentes mais próximos são muito de ir a shows e outros eventos que envolvam música. Além do mais, durante toda a minha infância as músicas que eu conhecia eram só músicas evangélicas, porque era o que se ouvia lá em casa. A coisa começou a mudar pra mim quando eu comecei a ouvir Rádio Cidade e assistir MTV escondida. Hahaha

Mas bem, sem mais delongas, vamos à listinha das 5 bandas que mudaram de alguma forma a minha vida.

1 – Legião Urbana

Música preferida: Perfeição

Eu não poderia começar falando de outra banda que não fosse Legião! É até hoje uma das bandas que mais ouço, mais gosto e com mais músicas que me inspiram a escrever (mesmo que indiretamente).

Lembro até hoje do meu primeiro contato com a banda, eu tinha uns 11 anos e estava fazendo uma pesquisa de português em um livro da minha prima. E eis que folheando o tal livro eu encontrei a letra de “Eduardo e Mônica”. Achei a história super fofa e fiquei chocada de saber que era uma música. Fiquei mega curiosa pra saber como aquilo tudo poderia ser cantado. Agora já não sei dizer como eu fiz pra ouvir a música naquela ancestral época em que eu não tinha computador em casa e nunca tinha nem acessado a internet na vida. Mas sei que eu ouvi e me apaixonei.

Fiz questão de aprender a letra toda e quando fiquei sabendo da existência de “Faroeste Caboclo” fiz o mesmo! Me orgulho de dizer: “sim, cara, eu sei a letra toda de “Faroeste Caboclo”.

Passei e ainda passo muitas tardes da minha vida viajando ouvindo Legião e pensando no quanto o Renato Russo foi um cara incrível e em tantas coisas parecido comigo. Ainda quero bater um papo com ele. Espero que seja possível!

2 – Charlie Brown Jr.

Música preferida: Não uso sapato

Hoje em dia eu não tenho mais a coragem de dizer pra ninguém que eu tenho uma banda favorita, mas dos 12 aos 13 anos de idade eu saía sim dizendo por aí que minha banda favorita era Charlie Brown!

A primeira música que eu ouvi do Charlie Brown foi “Vou te levar” porque era tema de Malhação. Mas como sempre tocava na Rádio Cidade eu acabei conhecendo várias outras e sempre que tocava eu gravava em uma das minhas fitas.

Pausa pra dizer que sim: eu passava minhas tardes de início dos anos 2000 sentada na frente do rádio esperando tocar minhas músicas preferidas pra gravar na fita e ouvir depois no meu lendário walkman. ❤ Era legal, mas não sou saudosista, prefiro baixar da internet mesmo. Vamos continuar.

Na minha escola algumas meninas tinham uma situação melhor que a minha e tinham CDs do Charlie Brown. Você está achando que eu peguei emprestado e copiei pra mim? Não, eu peguei emprestado e gravei na minha fita.

Charlie Brown me ajudou muito na minha revolta de pré-adolescência. Foi realmente muito marcante pra mim, apesar de depois de um tempo eu ter parado de ouvir com tanta frequência.

3 – Blink 182

Música preferida: I miss you

Cara… Blink! ❤ Blink mudou tanto minha vida que eu nem sei muito o que dizer! A primeira música do Blink que eu ouvi foi “Feeling this”. E eu não apenas ouvi, mas vi também esse clipe na MTV e falei: “Que maneiro!” Eu já estava naquele estilo meio querendo ser skatista e loucona por conta do Charlie Brown, com Blink então eu praticamente incorporei um novo estilo na minha vida!

Aos 13 anos eu ganhei um diskman! \o/ Um presente que mudou totalmente minha vida! O cd era mais prático , não precisava rebobinar e eu já pedia pra minhas amigas gravarem os CDs delas pra mim e até tinha alguns com artistas variados e tal! Foi tudo de bom!

E foi por causa de Blink 182 que eu quis fazer curso de inglês. Eu queria entender as músicas sem precisar ver a tradução. E até minha mãe poder me colocar no curso eu ficava lá tentando entender e traduzir horrivelmente todas as letras com a ajuda do meu limitadíssimo dicionário escolar. “I miss you” foi a primeira música em inglês que eu aprendi a cantar toda sabendo de verdade a letra toda.

Blink é até hoje uma das bandas que moram no meu coração, que eu curto muito ouvir e que representou uma fase, musicalmente falando, que marcou muito a minha vida.

4 – System of Down

Música preferida: Toxicity

System foi a primeira banda de rock mais pesado que eu ouvi. E juro pra vocês que eu pensei que alguma coisa de ruim poderia me acontecer ouvindo esse tipo de música. Mas eu vi que não aconteceu nada e que era super de boa e que eu me sentia muuuuuito muito bem ouvindo System! Mergulhei de cabeça! \o/

System of a Down é uma das poucas bandas que nunca saiu das minhas playlists, do walkman até o celular, desde que eu ouvi pela primeira vez! E como na época que a banda começou a ser conhecida e tal eu já tinha mais recursos e já tinha uma noção melhor de inglês eu fiquei apaixonada também pelas letras do System. Ainda vou em algum momento da minha vida escrever na parede do meu quarto: Somewhere between the sacred silence and sleep. A desordem já está instaurada então nem precisa escrever. 😉

Lembro de quando eles lançaram B.Y.O.B. em 2005! Noooossa! Eu ouvia todo dia (no fone) e dançava muito! Ainda demorou um tempinho pra eu poder ouvir System no último volume em casa. Mas quando esse dia chegou, foi muito lindo! ❤

Um aviso: se a gente estiver em um barzinho, show, whatever e começar a tocar System, esquece da Thaís! Porque eu vou dançar e pular e cantar como se não houvesse amanhã! ❤

5 – Epica

Música preferida: Cry for the moon

E como essa listinha veio em ordem cronológica, pra fechar tenho que falar de Epica que foi uma banda que conheci em 2007. Até o momento foi a última que teve um papel marcante na minha vida.

Fiquei muito encantada com Epica por ser uma banda que juntava dois lados meus, uma coisa mais fofinha (o que falar da voz maravilhosa da Simone?), aquela coisa do piano, violinos e tal e também o escândalo, os gritos e a revolta!!!

Por causa de Epica eu entrei em aula de canto, aula de teclado e inventei de ficar ruiva. Sim eu queria bastante ser a Simone Simons e ser vocalista de uma banda. Eu acompanhei durante um bom tempo a banda, e era bem fãzona mesmo. Tinha um álbum no Orkut só com fotos da banda. Além disso o meu querido e lendário baixista amado Yves Huts foi por um bom tempo minha proteção de tela no PC. E na verdade secretamente eu também queria me casar com ele.

Divo! ❤

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Bem, encerro essa listinha com alegria, alguma saudade e um certo aperto no peito porque são muitas as bandas que eu amo e que me marcaram de alguma forma. Foi difícil ter que deixar de lado Nirvana, Aerosmith, Bon Jovi, Pearl Jam, ForFun, Creed, Oasis, Guns’n Roses, The Cure, Coldplay, ACDC… Enfim! É muita banda! Hahaha

Mas foi ótimo relembrar um pouco da minha história com a música pra compartilhar com vocês! Comentem também sobre bandas que mudaram suas vidas!

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Projeto – Conheça a nossa banda!

Não há como negar que sou um pessoa apaixonada por música e que eu adoro conhecer música nova.
Então, pensando em poder ajudar a divulgar um pouco o trabalho de bandas que estão começando a carreira e/ou ainda não são conhecidas por um grande público, resolvi criar esse projeto especial para o mês de julho.

A ideia é bem simples:

As bandas interessadas em ter uma entrevista sua divulgada aqui no blog e também na página do facebook, possibilitando que mais gente conheça não só as músicas mas também um pouquinho mais da trajetória de vocês, devem responder a essas 10 perguntas que estão aqui embaixo e enviar para o e-mail praquedormir@gmail.com até o dia 29 de junho. Farei um post na página com os nomes de todas as bandas selecionadas no dia 01 de julho.

Vou escolher a entrevista de 10 bandas pra postar aqui ao longo do mês de julho, às quintas e sextas. Fiquem à vontade pra mandar também fotos e vídeos. E não esqueçam de colocar links para baixar EP/CD, Soundcloud, Facebook e tudo mais que quiserem divulgar. Durante julho todo também farei posts na página com trechos das letras que eu gostar mais e compartilhar vídeos das músicas!

*Isso não chega a ser uma regra pra participar, mas se você se interessarem em curtir a página no facebook, compartilhar com os amigos etc, será bem bacana. 😉

Estou ansiosa pra conhecer a sua banda! \o/

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1- Como e quando vocês se conheceram?
2- Como surgiu a banda? (contem um pouco sobre a história da formação)
3- Como funciona a composição das músicas? (em conjunto, cada um faz um pouco etc… comentar um pouco sobre esse processo)
4- Qual foi a primeira música autoral de vocês? Contem um pouco sobre a história dela.
5- O que vocês consideram a maior dificuldade para uma banda que está começando? Por quê?
6- Vocês se lembram quando foi o primeiro show de vocês? Como foi?
7- Qual foi o pior e o melhor momento da banda de vocês até agora?
8- Quais são os projetos atuais de vocês?
9- Qual o maior sonho de vocês como banda?
10- O que a música representa pra vocês?

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Ter uma banda

Ter uma banda é um desejo comum a muitos daqueles que se apaixonam pela música. É um sonho que geralmente surge na adolescência, na época da escola, e talvez por isso a ideia de ter uma banda ainda é considerada por muitos como uma coisa infantil. Tanto é que, quando alguém te pergunta o que é que você faz da vida, se você responde “Ah, eu toco numa banda”, é provável que a pessoa faça perguntas do tipo “Mas você não trabalha? Você SÓ toca nessa banda aí e pronto? Não faz mais nada da vida não?”. É triste, mas é uma realidade!

O mais curioso é esse ar com que muitos falam, como se ter uma banda fosse algo simples, tipo: cada um pega seu instrumento e toca enquanto um lá canta e beleza. Mas ter uma banda é um desafio. Ou melhor, são vários. Primeiro tem o desafio de montar a banda, achar pelo menos mais duas pessoas com quem você tenha o mínimo de afinidade e compatibilidade musical. O outro desafio é que uma dessas duas pessoas tem que saber tocar bateria! Eu me atrevo a dizer que encontrar o baterista é um desafio nível master! Acho que pra cada 500 garotos que se interessam por tocar violão (que é só um pulo pra guitarra e baixo) tem 50 que decidem aprender bateria.

Mas OK, tendo pelo menos um que cante e toque guitarra, um pra tocar baixo e outro na bateria aí está a banda! \o/

Porém… isso ainda é só a ponta do iceberg. Vocês ainda precisam arrumar lugar pra ensaiar e depois de muito ensaio lugar pra tocar. Geralmente começa na escola, parte pra eventos locais ainda pequenos e depois de um tempo um barzinho aqui, outro ali até que vocês percebem que não querem mais viver só de cover! Vocês querem o seu som, com a sua cara! Vocês querem as pessoas cantarolando a música de vocês pelas ruas! E é aí que ele entra: o poeta da banda!

Às vezes acontece de o poeta da banda nem deixar o resto do pessoal saber que ele é poeta. Só resolve mesmo mostrar o que escreve porque afinal vocês querem uma música e ele já tem alguns rascunhos “Não é nada demais”, ele diz. E depois de muito rabiscar e apagar, tentar nesse tom, tentar um tom abaixo, colocar mais esse arranjo, encaixar um solo ali e… eis que fica pronto o primeiro single!

Hoje em dia com a internet ainda é mais fácil de divulgar seja lá o quê que você decida divulgar. Então depois de passar uns meses ensaiando muito e juntando dinheiro, lá vão vocês pro estúdio gravar o single pra então divulgar em todo grupo, toda página, todo espaço possível e imaginável aquela querida primeira música, o filhinho de vocês.

Até aí muita coisa boa já aconteceu, mais gente já conhece a banda, vocês já foram chamados pra fazer shows maiores, mas… dinheiro que é bom continua brabo!

Ter uma banda é muito mais paixão do que qualquer outra coisa! Se você não continuar sendo aquele guri apaixonado por música lá da tua adolescência, você não vai superar os vários ensaios desmarcados porque não havia dia no calendário em que todos pudessem ir; não vai aguentar o desdém com que outras bandas vão olhar pra vocês ‘meros iniciantes’ e muito menos passar por cima daquela experiência horrível do show em que deu tudo errado.

Porque, na verdade, até as coisas começarem a dar certo mesmo, até vir o reconhecimento do trabalho e do talento, é um caminho longo pra maioria dos artistas. É por isso que ter uma banda é sonho de muitos,  mas manter e seguir com uma banda acaba sendo realidade só de alguns porque não são todos os que conseguem abrir mão às vezes até da própria vontade e individualidade pra ver a coisa funcionar.

Mas, se vale a pena? Sim, com certeza! Não há nesse mundo sonho que seja feito com paixão que não valha a pena. ❤

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Entrevista com o músico e escritor Pippo Pezzini

  • Você tem projetos tanto na literatura quanto na música. Como é a sua relação com essas duas artes?

Elas se complementam. Preenchem espaços diferentes no meu âmago, mas em algum momento, acabam se encontrando numa poesia musicada, quando escrevo e escuto música. O que muda é a linguagem, a forma e a técnica. Não consigo viver sem as duas. Como diria Nietzsche: Sem a música, a vida seria um erro. E completo: Sem a literatura também.

  • O que veio primeiro na sua vida, o desejo de ser músico ou de ser escritor? Como foi isso pra você?

A música esteve sempre presente na minha vida. Ouvia meu pai cantando quando era pequeno, ficava mexendo nos discos e ouvindo. Sempre tive um fascínio. Passei uma parte da infância no Japão, então tive aulas de música na escolinha. Quando vim para o Brasil, só fui estudar aos 12 anos, no caso, Violão. Ficava encantando de assistir as bandas tocando em palcos enormes, sempre tive esse desejo de ser um rock star. A escrita veio bem mais tarde, depois dos 18 anos.

  • Você se sente capaz de se expressar melhor em uma dessas duas artes mais do que na outra? Por quê?

Sentia. Pois não gostava das minhas composições musicais. Agora já me sinto seguro pra compor, mas é bem diferente do que escrever. A música pode movimentar sentimentos que jamais podem ser transpostos à linguagem literária.

  • Fale um pouco da sua trajetória como músico.

Comecei a estudar com doze anos. Aos quinze, toquei pela primeira vez num palco. E não foi pouco, tinham 700 pessoas ocupando um teatro. Fato que me marcou muito e me fez aspirar essa carreira. Desde então, toquei em diversas bandas, em mil lugares, eventos, bares, shows, praças, parques, ruas. Tive oportunidade de fazer uma canja com artistas nacionais, como Detonautas, Fresno, entre outros. Abri shows de muitas bandas nacionais, e já cheguei a tocar para um público de 20 mil pessoas. Muita estrada, experiências e histórias que dariam um livro. Toco diversos instrumentos, mas gosto de cantar e tocar violão/guitarra.

  • Que cantores e/ou bandas mais te inspiram e influenciam?

Difícil escolher. Mas estou numa fase de apreciação da música brasileira e latina. Escutando muita coisa. De Caetano à Perota Chingó.

  • Fale um pouco dos seus projetos musicais atuais, o Ar-te Livre e o seu EP ‘Bucólico’.

O embrião do Ar-te Livre foi uma construção de uma ideia que tive o ano passado, com meu amigo Eduardo Siqueira, parceiro de projetos musicais. Amadureci a ideia de tocar nas ruas, praças e parques e pus em prática no início desse ano, em Florianópolis, sozinho. Mas me senti muito solitário (risos), fato que me fez recrutar outros músicos para integrar esta proposta de levar arte ao ar livre, livre de custos. Tudo aconteceu muito rápido, estamos na crista da onda, muito felizes com a repercussão do projeto. O nome da banda é Maragá, e o projeto é Ar-te Livre.

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O EP foi uma necessidade que eu tive de registrar as canções que compus. Uma estreia nesse universo autoral. Prezei pela sinceridade e funcionou. As músicas foram bem recebidas, apesar de terem esse clima ‘’bucólico’’. Estou feliz, mas louco pra gravar novas canções, desta vez com banda.

  • Além desses, você tem algum outro projeto envolvendo música em andamento?

Eventualmente sou convidado para tocar como instrumentista em algumas bandas, mas nada fixo. Estou evitando me envolver, pois não tenho tempo para doar. Às vezes é melhor ter um projeto e dar foco total nele.

  • Agora comente um pouquinho da sua carreira como escritor.

Bem, vamos lá. Acho que só me senti um pouco escritor após lançar o primeiro livro. Comecei a escrever depois do ensino médio, por pura necessidade de expressão. Em blogs, diários, cadernos, e depois em redes sociais. Chegou um momento (2013) em que senti que tinha material para organizar um livro. Fiz a seleção e misturei contos, crônicas e poesias. Fiz toda a edição, até a capa e contracapa. Peguei o acerto de um emprego e investi na publicação. Em 2014 fui premiado na cidade onde resido (Caxias do Sul – RS), no concurso literário, na categoria de contos. Participei da feira do livro no lançamento dessa antologia. Em 2015, tive o prazer de lançar meu primeiro romance pela editora quatrilho, financiado pelo financiarte, ‘’Tempestade de Outono’’. Penso que já fiz muita coisa desde que me propus a escrever seriamente. E a melhor parte é receber mensagens de pessoas que se beneficiam e se identificam com a minha escrita, me sinto útil levando arte e reflexão.

  • Você está lançando agora o seu segundo livro, Tempestade de Outono. Conte um pouquinho sobre esse trabalho em relação aos anteriores.

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Este é o primeiro romance. A história mais longa que escrevi até então. Conta a história de um escritor vivencia um outono depressivo e turbulento. Encharcado de questionamentos existenciais, entranhado por elementos policiais. Utilizo da metalinguagem, meu personagem escreve dentro meu livro. Foi uma aventura escrever esse romance, e é um orgulho enorme vê-lo pronto, acessível a todos.

  • Pra você, o que significa ser artista?

Artista é todo aquele que imprime a sua subjetividade numa linguagem estética. O marceneiro é um artista, desde que ele dê valor a sua sensibilidade, e não apenas fique reproduzindo peças como se fosse uma máquina. O artista deve ouvir o coração. Nietzsche diz que o verdadeiro artista é aquele que respira a arte, e não cobra dela mais do que a sua subsistência.

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Clique aqui pra ouvir o EP “Bucólico”

Publicado em Sobre Música, Sobre o Amor

Em par (ou “Fone estragado”)

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Quem vive de música conhece o drama
De notar que seu fone estragou de um lado.
Que tristeza! Que incompletude!
Porque a música demanda um sentir total
Tanto que às vezes ficamos
Com todos os sentidos voltados ao som
E não percebemos que o arroz está queimando.

Quem coloca seus fones quer só a música
Só a música.
Nada mais.
Ninguém mais.
E é por isso que só um lado do fone não basta.

Há muitas outras coisas na vida
Que só dão certo se estiverem em par.
O namoro é uma delas.

Por incrível que pareça
Há quem namore sozinho,
Que curte a música do amor pela metade.
É um amor que toca de um lado só.
O outro lado é estéril.

E por mais que você goste do seu fone
Quando isso acontece,
Não negue,
Ele já não te satisfaz.
E ainda que você não possa ter outro por hora
Jogue esse inútil fora
E curta o seu som em alto-falante.

Thaís Bartolomeu – 2015

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Esse é o meu fone que estragou essa semana, devidamente jogado fora. Pequenas inspirações do dia-a-dia. ^^