Publicado em Sobre a Vida, Sobre o Amor

Nós, geração de desapegados

Logo do início desse ano tivemos que lidar com a morte de Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo que em diversas obras nos falou sobre a liquidez das relações neste século. Mas para entender do que quero falar aqui você não precisa ser leitor de Bauman nem estudioso de sociologia ou antropologia, basta olhar um pouco ao seu redor.

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Publicado em Sobre o Amor, Sobre Ser Você

Quem é você fora do ‘nós’?

Um dia desses perguntei a uma pessoa que estava reclamando do namoro (que realmente vai mal das pernas): o que você faria da sua vida se seu namorado terminasse com você agora? Ela me disse “Ah, eu iria ao cabeleireiro mudar um pouco o  visual, iria marcar um cinema com minhas amigas que já não vejo faz algum tempo, iria retomar alguns projetos que estão largados há meses…” E foi então que eu perguntei: por que você não pode fazer isso tudo agora mesmo?

A minha pergunta ficou sem resposta e foi aí que eu resolvi escrever a respeito.

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Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre o Amor

How I Met Your Mother e a Teoria do Caos

Apesar de ser uma pessoa genuinamente “de humanas”, sempre me interessei muito por física. Apesar de não saber nada das fórmulas, sou encantada por muitas teorias e uma das que mais gosto é a Teoria do Caos que (resumindo) diz que uma pequena mudança em um evento do presente pode trazer grandes mudanças para o futuro. E como eu já conhecia a teoria antes de começar a assistir a minha querida série How I Met Your Mother, inevitavelmente fui fazendo associações à ela ao longo das temporadas.

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Publicado em Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre Música, Sobre o Amor

Here’s to the ones who dream (La La Land sem spoiler)

No último dia 12 La La Land, o filme que arrasou no Globo de Ouro e que já é o queridinho do Oscar, teve sua pré-estreia no Brasil e felizmente eu pude ir ao cinema vivenciar essa maravilha. O filme foi muito além das minhas expectativas e vou falar por quê.

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Publicado em Sobre Música, Sobre o Amor

Top 5 BR – Músicas para término de relacionamentos amorosos (Só nacionais)

Já fazia um tempinho que eu não preparava uma playlist com um tema específico (na verdade fazia um tempinho inclusive que eu já nem escrevia no blog – shame on me). Mas nessa linda noite de quinta-feira eu resolvi trazer pra vocês uma listinha com as minhas 5 músicas nacionais preferidas sobre o tema “término de relacionamentos amorosos”. Me julguem por não ter colocado a clássica “não era amor, era cilada”, mas espero que gostem da minha seleção.

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Publicado em Sobre o Amor

Namore alguém que… – (Sobre as coisas que realmente importam)

Às vezes a gente passa tanto tempo solteiro, tanto tempo sem estar com alguém do lado e tanto tempo desejando ter uma pessoal especial com a gente pra chamar de “meu amor”, que chega uma hora que a gente se perde entre medos e desejos. O desejo de amar de novo, de namorar, e o medo de se decepcionar outra vez.

Isso me faz lembrar mais uma vez do gato de Schrödinger e até eterna dúvida de abrir ou não a caixa. Seguindo o meu próprio conselho de posts atrás, eu resolvi abrir a caixa há pouco mais de um mês e hoje sei que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.

A gente às vezes idealiza tanta coisa, deseja tanta coisa… E a gente às vezes se desespera, fica na merda e já nem sabe mais o que esperar. Talvez eu mesma já não soubesse o que eu estava procurando, mas agora que eu encontrei eu sei.

Há coisas que são bobagens, eu mesma já disse aqui algumas vezes, como se importar com aparência física ou esperar encontrar alguém que goste exatamente de tudo que você também gosta e na mesma proporção. Mas… há coisas que importam e muito quando o assunto é namorar.

Namore alguém que te trate com respeito, que te ouça com atenção, que goste de conversar com você.

Namore alguém que seja seu amigo, que te faça rir, que goste de ver sorrir e que saiba te arrancar sorrisos inesperados.

Namore alguém em quem você confie ao ponto de contar coisas que ninguém mais sabe, alguém que também se abra com você sem você nem precisar pedir.

Namore alguém que seja carinhoso da mesma forma que você é, com ou sem excessos, da forma que faz sentir acolhido.

Namore alguém que não precise de dinheiro pra se divertir.

Namore alguém que apoie os seus projetos, que sonhe os seus sonhos junto com você.

Namore alguém que você saiba dizer só de olhar se está bem ou se ‘tá sofrendo’, alguém que não pretenda te esconder nada e que sempre converse sobre tudo com você (até sobre os assuntos mais bizarros).

Namore alguém que dê valor ao seu cuidado e que seja cuidadoso com você também. Cuidadoso ao ponto de te pedir desculpas mesmo sem entender bem o porquê só pra você não ficar triste.

Namore alguém que não ache sacrifício vir te ver, que saiba que quando a gente ama tudo fica doce e mais suave.

Se você tem alguma pretensão além dessas no namoro, eu te digo que é bobagem. E se você acha que é impossível encontrar uma pessoa assim, eu te digo que eu também achava. Mas quando você encontrar a pessoa certa, vai ver que tudo isso aparece naturalmente, vai sorrir todo dia sem saber direito a quem agradecer… Sorte, Destino, Deus, Teoria do Caos, Mãe Natureza… Aí você é que escolhe. Eu prefiro agradecer a Vida mesmo, sempre tão surpreendente e tão cheia de razão.

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Para o meu amor, com todo o amor.

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O que é namorar?

Publicado em Sobre a Vida, Sobre o Amor

Estar solteiro no dia dos namorados é chato sim!

Esse texto é meio que um protesto a alguns textos que tenho visto na internet desde o início do mês. Os textos a que me refiro são direcionados àqueles que estão solteiros nessa época de dia dos namorados. Eles ficam apregoando aquela coisa de que “Nossa, que bom que você está solteiro! Uhuul! Ótimo! Melhor coisa!”. Só que não é bem assim né, gente. Estar solteiro no dia dos namorados é chato sim!

É claro que de maneira nenhuma essa ‘chatice’ justifica você insistir em um namoro que já está pelas pontas e que você já percebeu claramente que não tem como continuar, e muito menos justifica você namorar ‘qualquer pessoa’ só pra dizer que está namorando. Todavia, não vamos dizer que a solteirice é esse mar de rosas todo que muitos apregoam convenientemente só por estarem solteiros.

É bem verdade que tem gente que está sim de boa com o fato de estar solteiro e está até achando incrível mesmo, principalmente se a pessoa acabou de sair de um relacionamento tenso ou algo do tipo. Mas acredito que a maioria dos solteiros, aqueles que já estão assim há um tempinho e especialmente os que são românticos, queriam sim ter alguém pra compartilhar dessa data tão fofa.

O mais chato mesmo é que seja lá o que a gente arranje pra fazer no dia dos namorados, a gente sempre acaba pensando que poderia ser muuuuuuuuuito mais legal se a gente estivesse fazendo esse seja lá o quê com aquela pessoa especial. Seja fazer um passeio, ir a um show, uma festa ou até mesmo ficar em casa assistindo TV. Como seria bom ficar abraçadinhos no sofá vendo filme e comendo brigadeiro! ❤

Mas, por favor, pessoas! Não fiquem deprimidas! Por mais chatinho que seja ficar vendo seus amigos aí trocando presentes e mensagem e viajando e nhe nhe nhe, pense que seria pior estar ao lado de alguém que está com você só por estar e/ou que não te dá valor e/ou te trai e/ou só te deixa mal e por aí vai.

Então que fique claro que o intuito desse texto não é que você volte pro seu ex-namorado insensível ou pra sua ex que dava em cima de todos os seus amigos. Também não é pra você ficar sendo desesperado no Tinder e outros whatever do tipo antes que chegue o dia 12. É só pra quando alguém falar “Poxa, você está solteiro no dia dos namorados…” você não se sentir quase que obrigado a dizer ” Ah, mas eu tô amando! Era tudo que eu queria mesmo!”. Não há mal nenhum em admitir que não era bem essa sua vontade.

Mas, como já bem disse Vinícius, a vida tem sempre razão. Então se esse é o seu momento de estar solteiro, prefira acreditar que é porque a vida acha melhor assim. Por enquanto.

Publicado em Sobre o Amor

Falei “Eu te amo” sem querer

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De todas as coisas na vida que a gente faz sem querer ou sem pensar direito, dizer “Eu te amo” por quem a gente está apaixonado é uma das que mais nos traz consequências!

E quem dera que fosse uma consequência só, aquela que mais se quer ouvir, chamada “Eu também te amo!” seguido de um felizes para sempre! Mas a vida gosta de ser múltipla e incerta, de modo que a gente nunca sabe o que poderá ouvir depois de um “Eu te amo” dito sem pensar.

Se ele foi dito por whatsapp ou chat do facebook ou qualquer whatever desses, você ainda pode tentar dizer: Eita! Foi o corretor! , caso a resposta do outro não seja o que você quer receber ou caso se faça o doloroso drama do visualizou-e-não-respondeu-mais-nada.

Nesse caso um “Eita, janela errada!” também resolve. Aí vai da sua criatividade e da sua capacidade de improvisação.

Mas se você insanamente disser “Eu te amo + o nome da pessoa”, aí já complica um pouco caso você não conheça pelo menos uma meia dúzia de pessoas com o mesmo nome. Se sair de um “Eu te amo, Bruno!” ou “Eu te amo, Gabriel!” ainda é de boa. Quero ver se for um “Eu te amo, Aristóteles!”.

De qualquer forma, o pior mesmo é o “Eu te amo”-sem-querer versão ao vivo. Aí tem que torcer muito pra ele ter se distraído com algo no celular ou com algum amigo que passou na hora e chamou “Ei, Aristóteles!”.

(Continua)

Publicado em John Mayer, Sobre a Vida, Sobre o Amor

Se machucar é bom

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Esse post não é propaganda de band-aid nem muito menos uma campanha de auto-mutilação. É só algo pra gente pensar um pouco nas vantagens e nas coisas boas que ganhamos toda vez que a gente se machuca. E eu parto aqui do machucado físico para o machucado sentimental, que às vezes parece ser bem pior.

Eu comecei a pensar nesse assunto quando li a seguinte frase do John Mayer:

Stay hurtable. Stay human. Stay open. It’s always worth it.

Essa palavra hurtable não tem uma tradução muito usual para o português, mas ficaria mais ou menos

Continue machucável. Continue humano. Continue aberto. Sempre vale a pena.

E assim que eu li, eu logo li de novo e repeti pra mim mesma em tom de pergunta: Hurtable? 
Depois de alguma reflexão e de tentar juntar tudo isso que ele disse eu finalmente entendi sobre a importância de se machucar, de ser uma pessoa machucável. Se você se machuca é porque você tem sensibilidade e é isso o que de jeito nenhum nós podemos perder.

Fiquei com isso de se machucar e de sentir e de dor e me lembrei de uma das minhas frases preferidas do livro A culpa é das estrelas: A dor precisa ser sentida. E precisa mesmo! Há algum tempo atrás eu assisti uma reportagem sobre pessoas que não sentiam dor, que se cortam ou se queimam e nem se davam conta porque não podiam sentir dor. A dor precisa ser sentida!

E por mais horrível que seja passar por decepções e ter os sentimentos feridos por alguém, se machucar é bom! É prova de que estamos vivos e estamos tentando coisas! É preciso se manter humano, se manter sensível por mais que isso doa às vezes. É sempre bom lembrar que um corpo frio é um corpo sem vida.

E retomando a questão do curativo, também vale lembrar que hoje em dia tem band-aid de todo tipo, com várias estampas fofas e super-amorzinho! Você pode melhorar a aparência do seu machucado se quiser, por mais que ainda doa. Você pode transformá-lo em algo bonito de se ver. Eis a poesia! Eis a chance de fazer desse drama a sua hora! (Sempre vale a pena)

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Publicado em Sobre Música, Sobre o Amor

Em par (ou “Fone estragado”)

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Quem vive de música conhece o drama
De notar que seu fone estragou de um lado.
Que tristeza! Que incompletude!
Porque a música demanda um sentir total
Tanto que às vezes ficamos
Com todos os sentidos voltados ao som
E não percebemos que o arroz está queimando.

Quem coloca seus fones quer só a música
Só a música.
Nada mais.
Ninguém mais.
E é por isso que só um lado do fone não basta.

Há muitas outras coisas na vida
Que só dão certo se estiverem em par.
O namoro é uma delas.

Por incrível que pareça
Há quem namore sozinho,
Que curte a música do amor pela metade.
É um amor que toca de um lado só.
O outro lado é estéril.

E por mais que você goste do seu fone
Quando isso acontece,
Não negue,
Ele já não te satisfaz.
E ainda que você não possa ter outro por hora
Jogue esse inútil fora
E curta o seu som em alto-falante.

Thaís Bartolomeu – 2015

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Esse é o meu fone que estragou essa semana, devidamente jogado fora. Pequenas inspirações do dia-a-dia. ^^