John Mayer, Sobre a Vida, Sobre o Amor

Não deu tudo errado o tempo todo

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Eis a nossa tendência quando algo não tem o desfecho que a gente esperava, logo vamos dizendo “Que droga! Deu tudo errado!” Há tanto o que se pensar sobre isso…

A primeira questão é: o que é que nós, meros mortais, sabemos da vida, afinal? Quem foi que disse que o ‘dar certo’ teria que coincidir exatamente com a nossa expectativa? Por milhares de vezes eu já quis muito alguma coisa e até chorei, praguejei contra ao vento, quando a tal coisa não aconteceu como eu queria. “Mas que droga! Por que é que tinha que dar tudo errado?” Mas também não foram poucas às vezes que depois eu dei graças a Deus por as coisas não terem acontecido do meu jeito. Concluí que foi melhor assim.

“Nada acontece por acaso”, “Há males que vêm para o bem” , “Deus sabe o que faz”. Tudo frase-feita, tudo cliché, tudo verdade. E que bom que as coisas não seguem os nossos planos! Não só porque muitas vezes nós erramos feio nas nossas vontades, mas também porque a vida seria extremamente chata se seguisse um roteiro (ainda que você tenha certeza que o seu roteiro é impecável! O meu, por exemplo, inclui o John Mayer gravando uma música escrita por mim!)

Mas quando se trata de fim de relacionamento, então! Essa sensação de “AAAAh, deu tudo errado!” é quase sempre presente. Vamos pensar. Não deu tudo errado o tempo todo, nem que tenha sido por poucos meses, ou algumas semanas ou por um único dia tudo deu certo. Em algum momento as coisas deram certo, mas tão certo, que ambos creram no amor e deixaram o resto do mundo pra lá pra viver aquela coisa boa, só vocês dois. Mas… vai lá saber por que, não tinha que ser assim. E isso também não quer dizer que tenha dado errado.

O que hoje você chama de certo, poderá descobrir amanhã que é o errado. O que você chama agora de “dar errado” pode ter sido a melhor coisa que já te aconteceu. A gente sofre na vida porque nós não sabemos esperar , porque queremos tudo para ontem e tudo do nosso jeito. Take it easy! A Vida é boa e o Destino é um carinha bacana, eles são cautelosos e pacientes (ao contrário de nós). E, como já bem disse Tiago Iorc, nada como um dia após o outro. O tempo é que dirá se de fato deu errado ou não.

*Agradeço a Derick Dellasierra e Bruno Fontes pela inspiração desse texto.

Sobre o Amor

Como é que se diz ‘Eu te amo’?

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Há muitas maneiras de se dizer ‘eu te amo’. A mais comum e a que eu mais uso é aquela em que você simplesmente chega para a pessoa que você ama e diz “Eu te amo!”.

No entanto, apesar de parecer algo simples para alguns, dizer ‘eu te amo’, assim dessa forma e com todas as letras pode ser um pouco difícil para certas pessoas. Não porque elas não amem (raramente esse é o caso). E para saber porque algumas pessoas não dizem ‘eu te amo’ com facilidade é preciso investir um pouquinho de tempo as conhecendo melhor.

Há pessoas que evitam dizer ‘eu te amo’ porque não sabem bem como classificar o que é amor ou se estão de fato amando ou não. Outras evitam justamente por terem a dimensão do quanto isso significa. Porque sabem que amar não é algo pequeno ou passageiro.

Há pessoas que demoram em dizer ‘eu te amo’ porque sabem que amar significa deixar-se um pouco de lado, significa dar um pouco de si para o outro tomar conta… significa deixar outra pessoa ocupar um espaço da sua alma que antes era todo seu.

Há ainda os que receiam dizer ‘eu te amo’ por medo de não ouvir de volta ‘eu te amo, também!’

E por mais fácil que possa ser isso de dizer ‘eu te amo’, amar de fato nunca é fácil. Quando amamos colocamos parte dos nossos sentidos na existência de outra pessoa, o que significa dizer que tudo de bom ou ruim que ela sentir nós sentiremos também. Estamos prontos?

Se sim, tudo que queremos é que esse amor se torne algo externo, não palpável mas perceptível. Quando amamos, queremos sim, sempre, dizer ‘eu te amo’. Mas é bobagem esperar que essas três simples palavras sejam capazes de dizer o que você realmente quer dizer.

E é por isso que alguns dizem ‘eu te amo’ compondo uma canção para a pessoa amada, outros escrevendo poemas, outros aprendendo a tocar a sua música preferida, outros deixando um chocolate escondido nas coisas dela, outros fazendo ela rir quando ela teve um dia ruim.

Não sinta falta de alguém que te diga ‘eu te amo’, mas queira ter por perto alguém que te ame ainda que sem palavras.

Dizendo ou não ‘eu te amo’, o fato é que inevitavelmente todos nós amamos ou amaremos alguém um dia. Cada um com seu jeito, cada um com a forma que aprendeu a amar. Cada um dizendo ‘eu te amo’ a seu modo e tentado de um jeito ou de jeito fazer com que a outra pessoa perceba que o que você sente é realmente amor.

Sobre a Vida, Sobre Música, Sobre o Amor

O Tempo Certo

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Quase duas semanas se passaram até que o presente momento chegasse! O momento em que eu finalmente me senti com inspiração suficiente para escrever algo de relevante para vocês!

Quem convive comigo ou está sempre conversando comigo já deve ter percebido que, no geral, infelizmente eu sou uma pessoa ansiosa (apesar de estar tentado a cada dia me livrar desse mal) e que especialmente nessas últimas semanas eu ando com a cabeça a mil e consequentemente ando ainda mais impaciente e até um pouco desconcentrada. Resolvi então parar um pouco, desacelerar, ouvir minhas músicas com mais calma, refletir…

Com isso acabei percebendo que a grande lição que a vida está tentado me ensinar nesse ano é esperar o tempo certo das coisas. Até em alguns posts anteriores eu já falei sobre essa questão da ansiedade, da afobação e do quanto isso atrapalha as nossas vidas. Mas me faltou ainda escrever sobre o oposto disso, que é justamente o que eu quero: paciência.

Uma música que sempre me ajuda em relação a isso é “Um dia após o outro”, do Tiago Iorc (que inclusive já foi tema de um post meu aqui e inspirou indiretamente alguns outros). Mas uma outra música, com uma letra muito mais sucinta e, por outro lado, muito mais metafórica, tem ocupado meus pensamentos recentemente e ela se chama “Ensaio sobre o Amor”, do meu querido amigo Ian Veras.

É muito bom você poder conhecer o autor de um texto ou o compositor de uma música para poder fazer a típica pergunta: “O que você quis dizer com isso?”. Eu já conheço o Ian há bastante tempo e conheço a música desde o dia em que ela foi escrita, mas antes de ‘conferir’ se eu tinha entendido tudo certo, resolvi escrever aqui a minha reflexão. E como acredito que a maioria dos meus possíveis leitores não conhece a música, vou colocar a letra aqui para facilitar a compreensão do que eu vou dizer depois…

“Nascerá no tempo certo uma flor

Diferente de tudo o que você já viu

Deixa estar, sim

Quem procura geralmente não vai encontrá-la assim tão fácil

Ela acontece enfim, quando aquieta sua alma e ela pode descansar

 

Chega e faz morada em mim, ó linda flor

Floresça e mostre que isso tudo foi um ensaio sobre o amor”

Uma das coisas que mais me chamou atenção nessa música logo de cara, que grudou mesmo na minha cabeça e que aparece logo no primeiro verso é a expressão “tempo certo”. O maior problema de uma pessoa ansiosa é achar que o tempo certo para alguma coisa acontecer coincide com o tempo que ela quer que a tal coisa aconteça. Até hoje eu nunca vi tal coincidência, mas tenho aprendido que realmente há um tempo específico, certo e perfeito para tudo que tem de acontecer em nossas vidas.

Esse tempo é justamente o que a música apresenta como o momento em que a gente “aquieta nossa alma e ela pode descansar”. Enquanto estamos atormentados pela ansiedade, nervosismo, afobação, pressa e tudo que não combina com a velha e boa paciência, nada na nossa vida anda. Só ficamos cansados, estressados, com dor de cabeça e tudo isso em vão! Então descanse e aquiete sua alma porque o seu tempo está por vir!

Mas o que dizer dessa flor que está para nascer em cada um de nós? Essa música não poderia ser tão especial para mim se não falasse da minha eterna matéria de poesia: o amor. Sim, essa flor é o amor que um dia surgirá em nossas vidas (acredito que na vida de todos os que acreditam e esperam por ele). Um amor simples, suave, sublime, ideal e pontual! Um amor que surgirá no tempo certo e que, assim como uma flor, não nascerá de uma hora para outra e que, além de tempo, vai depender de adubo e de terreno fértil.

Esse amor é raro e portanto não pode ser encontrado “assim tão fácil” e o seu florescer há de ocorrer na sua alma e jamais fora dela. Esse amor é frágil e precisará ser cercado de cuidados… Mas como esperar que esse amor cresça e floresça em meio aos espinhos da inquietação? Em meio ao terreno pedregoso da ansiedade? Ele precisa ser regado a cada dia com esperança, com calma, com paciência.

É esse amor único, extraordinário e singular que esperamos que brote em nossa vida. O amor capaz de nos mostrar que todo o resto eram apenas flores comuns e vulgares… que todo o resto não passou de experiências, apenas um grande Ensaio sobre o Amor!

Assim como tudo na vida, o amor certo há de surgir no tempo certo!

John Mayer, Sobre Música, Sobre o Amor

Top 15 do John Mayer para o Dia dos Namorados

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Como vocês sabem, sou uma grande fã do John Mayer. E ele que me acompanha em tantos momentos, também será minha companhia nesse dia dos namorados. Pensando nisso, resolvi partilhar com vocês, meus queridos leitores, algumas sugestões de como passar bem o seu Dia dos Namorados ao som do John Mayer.

No meu caso, a minha companhia será só o John mesmo… Mas resolvi fazer aqui três Top 5 para todo mundo poder se encontrar e achar a trilha sonora certa.:Top 5 para os solteiros, Top 5 para os enamorados e Top 5 para os corações partidos. Eu adorei preparar esse post super diferente de tudo que eu já coloquei aqui no meu blog junto com o meu querido amigo e super fã do John Mayer, Joe Fernandes! Espero que vocês gostem também!

Vamos começar com o Top 5 “Dia dos namorados sem namorado/a – by John Mayer” porque esse é o meu grupo e porque estar solteiro/a é algo que faz parte da vida de todo mundo em algum momento…

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1 – Bigger Than My Body (Para você se sentir bem consigo mesmo em primeiro lugar)

2 – The Age of Worry (Que tal aproveitar um pouco a vida sem se preocupar tanto?)

3 – Perfectly Lonely (Sobre algumas vantagens de não ter um/a namorado/a)

4 – Who Says ( Para fazer coisas fora da rotina e se libertar)

5 – Good Love Is On The Way (Vamos pensar positivo!)

O Top 5 “Dia dos namorados com namorado/a – by John Mayer”, além de ser uma trilha sonora inspiradora ainda funciona como um roteiro da conquista quase infalível, já que o seu desenvolvedor é um pegador e tanto!

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1 – Heart of Life (Ainda amiguinhos, mostrando que você quer cuidar da pessoa)

2 – St. Patrick’s Day ( Dizendo que quer passar o ano todo ao lado dela)

3 – Edge of Desire ( Se declarando de vez, aquela coisa beeem romântica)

4 –  Your Body is a Wonderland ( Dizendo o quanto ela é linda, o quanto você quer ficar com ela e o quanto você quer… enfim, ouçam a música)

http://www.vh1.com/video/misc/476667/your-body-is-a-wonderland-live-from-vh1-storytellers.jhtml

5 – Come Back to Bed (Porque simplesmente você quer não deixar ela ir embora)

Por fim temos o Top 5 “Dia dos Namorados com coração partido – by John Mayer”, afinal as vezes a gente acaba mesmo é cultivando aquela dorzinha ou aquele caso de amor mal resolvido do passado… Fazer o que né…

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1 – Comfortable (‘Que droga, conheci uma garota nova mas ainda penso em você’)

2 – I’m Gonna Find Another You (‘Tudo bem, você foi embora mas nunca mais farei um verso sequer pra você’)

3 – In Your Atmosphere (‘Agora nem ir em Los Angeles eu vou mais só pra não te encontrar’)

4 – All We Ever Do Is Say Goodbye (‘Ela me partiu meu coração e eu ainda pensando em reconsiderar’)

5 – Dreaming With a Broken Heart ( Quando eu ouço essa música eu só consigo pensar “Cara, quem fez isso com o John?” 0.0 )

Agora cabe a você escolher como quer passar o seu Dia dos Namorados, o que importa mesmo é que o John Mayer faça parte dele! Aproveitem!

Sobre a Vida, Sobre Escrever, Sobre o Amor

Isso é também o que eu quero na vida

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Hoje eu vivi uma experiência muito linda na minha vida, que foi assistir no cinema o filme “A culpa é das estrelas”. Sei que o filme estreou há dois dias e que nesses dois dias várias pessoas já assistiram e já relataram de suas lágrimas e comoção no facebook (o que eu mesma também fiz). Mas logicamente, sendo eu uma pensadora em tempo integral, resolvi elaborar um texto minimamente estruturado para falar das minhas reflexões.

Há muito tempo que eu não parava para assistir uma filme romântico assim, e na verdade não me lembro de ter chorando vendo algum filme no cinema. A história de “A culpa é das estrelas” é realmente muito bonita e tocante, e me deixou encantada porque eu encontrei nela certa profundidade. Gostei muito de ver como o amor entre os protagonistas foi surgindo aos poucos e que começou de um interesse mútuo, por mais que a Hazel tivesse tentado disfarçar ou evitar sentir o que estava sentindo por algum tempo.

Também fiquei completamente encantada pelo Augustus, que de fato é um cara incrível e que provavelmente não existe em sua totalidade na vida real. Tanto ele quanto a Hazel têm umas falas muito bonitas a respeito da vida e especialmente do amor, mas eu me identifiquei muito com o Gus desde o início devido ao seu medo de ser esquecido, porque isso é algo de que de certa forma eu também temo.

Eu também quero ser lembrada pelas pessoas quando eu já não estiver mais por aqui. Na verdade é mais do que isso. Eu quero morrer sabendo que eu fiz a diferença na vida de alguém e que por isso essa pessoa jamais se esquecerá de mim. Por conta disso eu resolvi começar a divulgar meus textos aqui, porque creio que assim, de uma certa forma, eu estou deixando um legado. Se não sair do ar ou acontecer qualquer coisa do tipo, mesmo quando eu já tiver partido, todos vocês poderão vir aqui e ler meus textos e talvez alguma palavra minha faça bem a alguém que ainda nem nasceu e que eu nunca vou conhecer.

Eu fico feliz em saber que, mesmo com pouco tempo, o meu blog tem sido relevante na vida de algumas pessoas. Bem que eu gostaria de ser como Machado de Assis e ter meus textos lidos mesmo depois de um século de que foram escritos… Mas pelo menos eu acho que deixar algumas das minhas palavras registradas já me dá uma certa imortalidade. E quem não quer ser, além de inesquecível, imortal? Todos os poetas são imortais. Mas seria isso o bastante? Não para mim…

Porque, assim como acontece no romance/filme, eu tenho o desejo de ser memorável para alguém especial. Ser o amor da vida de alguém e ser inesquecível para essa pessoa de uma maneira única. Diante disso percebi que além de ser lembrada eu também quero amar e ser amada nessa vida. Isso é também o que eu quero na vida.

Como eu pensei sobre o amor hoje! E pensei tanto, tanto… e no fim das contas acho que tenho mais peguntas do que respostas. Como é que a gente sabe que ama uma pessoa? Como é que a gente sabe que está sendo amada? Como é que a gente sabe que aquela pessoa é o amor da nossa vida? Por que e como a gente se apaixona por alguém? O que é de fato amar alguém?

O amor nem sempre é uma certeza, na maior parte das vezes é mesmo uma grande dúvida… porque a gente não sabe muito bem nem falar sobre ele, apesar de sempre parecer haver muito a se dizer. Acho que quando a gente ama uma pessoa, nós não conseguimos imaginar mais o nosso mundo sem ela, parece que sem ela tudo vai ficar sem graça e sem sentido. Se o amor for isso mesmo, será que eu já amei?

O amor é algo tão fora dos limites da compreensão humana que simplesmente não há uma definição exata e fechada sobre ele e nem dá pra dizer exatamente quando ele surge. E eu fiquei pensando que a gente pode começar a amar uma pessoa através de tantos caminhos diferentes… Eu estava inclinada a achar que isso tinha algo a ver com gostos em comum, afinidades no modo de pensar… Mas não é isso. Porque eu conheço alguns rapazes que tem tanto em comum comigo, na música, na poesia, nos valores, nos sonhos… e no entanto são meus amigos porque o meu coração não bate além do normal quando estamos juntos e os meus olhos não brilham. Como o amor é subjetivo!

Então talvez amar tenho mesmo as suas próprias razões, aquelas que até a própria razão desconhece. E talvez amar alguém tenha muito mais a ver com estar disposto a abrir as portas do seu mundo para o mundo desconhecido de alguém, e talvez o mundo dele não tenha necessariamente muito em comum com o seu. Talvez você simplesmente perceba que o sorriso desse alguém era tudo o que ainda estava faltando na sua vida e pronto. Talvez seja só isso. Talvez seja só não poder mais ser totalmente você sem o sorriso da outra pessoa.

E é claro que, como eu mesma já disse aqui, não precisamos de outra pessoa para sermos felizes. Podemos ser felizes só com o que a vida já nos proporciona, mas seremos sem dúvida pessoas incompletas se vivermos sem amor… sem aquele abraço que te abriga e sem aquele beijo que te dá arrepio. E é claro também que todos nós encontraremos o amor das nossas vidas. Isso eu não digo por experiência própria, mas porque conheço pessoas que já encontraram.

O amor é um sentimento que existe necessariamente para ser compartilhado. E se você ainda não encontrou alguém pra você dar todo esse amor que todos nós temos, ainda te falta algo, como falta a mim. E talvez exista mesmo esse tal acaso que vá nos proporcionar, qualquer dia desses, tamanho encontro de almas! Pra essa pessoa deixar pra sempre um pouco dela em você e pra você poder deixar um pouco de você nela para sempre.

Sobre o Amor

Você quer alguém pra te fazer feliz?

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Se alguém me fizesse essa pergunta até ontem, eu diria “Claro que sim, ora! Quem não quer?!” Ainda bem que hoje é outro dia!

O mês de maio ainda nem acabou e eu já estou recebendo e-mails promocionais a respeito do dia dos namorados. E como se isso não fosse o bastante para lembrar aos solteiros o quanto eles estão solteiros, ainda somos levados a acreditar que se estamos solteiros, estamos sozinhos, e já que estamos sozinhos, estamos tristes.

É verdade que Tom Jobim bem disse que “é impossível ser feliz sozinho” e eu concordo com ele. Então parei para analisar melhor os conceitos de estar sozinho e de ser feliz. Será que eu consigo? Vamos lá.

A primeira conclusão que eu cheguei é que estar namorando não significa não estar sozinho, e eu digo isso por experiência própria. Isso desconstrói todo um ideal romântico amplamente divulgado desde os contos de fadas do século XV até as novelas da televisão de hoje. E não digo essas coisas porque sou contra o romantismo ou contra os finais felizes. Quem me conhece minimamente sabe que eu sou uma das pessoas mais românticas que existem e que Jane Austen fez parte da formação da minha personalidade.

Realmente deve ser ótimo ter a sorte de encontrar uma pessoa que nos ame, que tenha tudo a ver com a gente e que nos proporcione lindos momentos ao seu lado. O erro está em acreditar que essa tal pessoa possa ser a responsável pela nossa felicidade. Se pensarmos dessa forma nunca conseguiremos ser felizes com ninguém. O maior absurdo que há é acreditar que a nossa felicidade está em algo ou alguém fora de nós.

Ser feliz não depende de um status de relacionamento ou mesmo de uma companhia física. Felizmente eu sou cercada de pessoas incríveis que fazem com que todos os meus dias sejam diferentes um do outro, mas ainda que eu não tivesse isso, eu seria feliz só por ser quem eu sou. Por sorrir ao ouvir solos de violão, por viajar lendo textos do século XIX, por ter aprendido a rir de mim mesma e das minhas imperfeições. E ter em mim tudo isso e todos os sonhos do mundo, me fazem nunca estar sozinha.

Imagina que tragédia: duas pessoas que pensam que precisam de alguém para fazê-las felizes se encontram nesse mundo e resolvem namorar. Um infeliz buscando a felicidade em outro infeliz! Chega a ser irônico!

Se você não consegue ser feliz só por ser quem você é e acha que está sozinho só porque não tem namorado(a), reveja sua vida como eu estive revendo a minha nesses últimos tempos. Não procure nos outros aquilo que você só pode encontrar dentro de você. E não queira encontrar alguém que dependa de você pra ser feliz, mas que apenas deseje compartilhar a felicidade dele com você e estar ao seu lado para compartilhar da sua felicidade também.

Ainda está meio longe para o dia dos namorados, mas se até lá eu ainda estiver solteira, eu não estarei nem sozinha nem triste, mas apenas sem alguém especial com que eu possa dividir toda a alegria que eu trago no peito.

Filmes e Séries, John Mayer, Sobre a Vida, Sobre o Amor

“Acabei de te conhecer mas já te adoro”

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Sempre que eu penso no quanto eu tenho facilidade de me afeiçoar às pessoas e passar a tratá-las subitamente com um apego fora do normal, eu me lembro dessa frase do Dug no filme Up – Altas Aventuras : Acabei de te conhecer mas já te adoro!

Eu me sinto exatamente como ele quando me dou conta de que, por muito pouco, eu passo a gostar das pessoas mesmo ainda as conhecendo muito pouco. Mas… o que será nos faz gostar tanto de alguém de uma hora para outra? E porque frequentemente nos desapontamos ao fazer tal coisa? Trago aqui uma possibilidade.

Hoje conversando com o João, meu grande amigo e fiel leitor, ouvi dele algo muito interessante: é perigosa essa nossa busca por pessoas parecidas conosco.

A verdade é que nós, pessoas um pouco incomuns, com gostos mais excêntricos e que frequentemente se sentem deslocadas no tempo e no espaço, sempre ficamos com a impressão de que não há ninguém no mundo parecido conosco. Sendo assim, quando encontramos alguém com gostos parecidos com os nossos, ainda mais quando elas possuem características que não temos mas que adoraríamos ter… PRONTO! Amor incondicional!

Aí começa aquela história de não conseguir passar um dia sem falar com a pessoa, ouve música = pensa na pessoa, vê um filme = pensa na pessoa,  olha um passarinho em cima do muro = pensa na pessoa. Gasto de tempo, gasto de dinheiro, gasto de cérebro… Tudo em vão!

E o grande perigo mencionado pelo João ocorre porque, em quase 100% dos casos, a pessoa em questão não está nem aí para toda essa atenção que damos a ela, e isso porque ela não é nada daquilo que imaginávamos. Construímos uma imagem de perfeição em cima dela que simplesmente não existe, nos prendemos a um detalhe que temos em comum e logo criamos uma série de expectativas que não são correspondidas.

É muito difícil ser uma pessoa fora dos padrões (no meu caso em vários sentidos) quando ainda há em nós certa insegurança. Eu gostaria de ser mais confiante e de não me preocupar em encontrar pessoas que gostem de John Mayer, Tiago Iorc e afins e que apreciem literatura, por exemplo. Porque encontrar pessoas com gostos parecidos com os nossos não significa que elas pensam como nós, sentem como nós e que tem os mesmos preceitos e valores que os nossos.

Que possamos ir além de compatibilidades momentâneas e esperar alguns meses (pelo menos) para ver se vale mesmo a pena ‘adorar’ aquela tal pessoa e dar a ela o precioso título de nossa amiga.

Filmes e Séries, Sobre o Amor

“A gente aceita o amor que acha que merece”

YouDeserveBetter1-3890A frase que dá título à minha postagem de hoje faz parte do livro “As vantagens de ser invisível”.

Ao contrário do que pode parecer, eu não li esse livro, nem sequer cheguei a começar e por isso não sei exatamente em que contexto essa frase aparece no romance. O que de fato eu sei é que ela faz todo o sentido do mundo!

Eu me deparei com essa frase por acaso no facebook ano passado e ela mexeu muito comigo, tanto que ela ficou meses na minha cabeça até hoje quando resolvi procurar saber a quem ela pertence e logo em seguida escrever minhas impressões sobre ela.

De fato, cada um aceita o amor que acha que merece e isso pode representar algo bom ou ruim na sua vida, vai depender somente da sua autoestima.

Eu, que sou dona de uma autoestima instável, frequentemente caio na bobagem de achar que não mereço nada da vida. Assim sendo, tudo que chega às minhas mãos eu recebo com tanto entusiasmo e me apego tanto que vocês podem imaginar que na maior parte das vezes isso não acaba bem.

Se apegar demais, correr atrás de pessoas que não fazem questão de você, implorar por atenção, considerar o máximo na sua vida alguém que mal te considera como amigo são um pequeno exemplo da tragédia existencial que ocorre quando você não se ama o suficiente.

Por não se amar o suficiente você passa a acreditar que ninguém vai te amar também e com isso qualquer mínimo gesto de atenção ou coraçãozinho no bate-papo se torna motivo de enorme comoção. Digo comoção porque isto está longe de ser amor. Acreditamos que estamos amando aquela pessoa porque sentimentos uma possível chance de reciprocidade, então fazemos a nossa mente crer que estamos amando e sendo amados de volta… Pura ilusão!

Enquanto ficarmos achando que não somos bons o suficiente e não nos amarmos o suficiente vamos crer que qualquer “amor” para nós está bom. Ficaremos nos contentando com migalhas de atenção, migalhas de afeto, migalhas de tudo!

Por achar que não vai conseguir ninguém melhor (ou amor melhor) muitas pessoas ficam “presas” em relacionamentos desgastantes por meses e até anos. Pessoas que acham que aquilo é o máximo que podem conseguir…

Por outro lado, se nos amarmos, se formos capazes de enxergar nossas qualidades e nosso valor, não ficaremos sujeitos a situações humilhantes em nenhum tipo de relacionamento. Seremos capazes de compreender que o amor que merecemos tem que ser um amor mesmo e não qualquer palavrinha doce. Veremos que o amor que merecemos é o mesmo que estamos dispostos a dar, é aquele que lá no fundo temos guardado a vida toda para alguém que também o mereça de fato.

John Mayer, Sobre a Vida, Sobre o Amor

Você não é ninguém até alguém te desapontar

711ysmQSMRL._SL1200_Hoje eu tive o prazer que parar para ouvir o álbum mais recente do John Mayer, Paradise Valley. Eu já conhecia uma música ou outra, mas parar para escutar o álbum todo, música por música, na ordem que o artista quis colocar e tudo mais faz toda a diferença sempre!

E eu ouvi o CD todo (pela primeira vez) apaixonadamente. E antes de escutar mais uma vez resolvi dar uma olhada no título das canções e um em especial me chamou muito a atenção não só por ser o maior de todos, mas principalmente por falar muito em poucas palavras: “You’re no one till someone lets you down”

Eu pensei “nossa, verdade… essa deve ser uma das músicas mais tristes”. E resolvi botar essa pra tocar logo, mesmo sendo a 9ª faixa. E qual não foi a minha surpresa quando percebi que essa era na verdade uma das mais alegres! Uma melodia tranquila, com uma batida meio country, folk (não sei bem). Enfim… linda!

Parei para pensar o que é que tinha a ver uma verdade tão triste sendo dita de uma forma tão relaxada. Ouvi a música uma vez e depois peguei a letra para ouvir de novo, (porque ouvir uma música olhando a letra, mesmo que você tenha entendido tudo, também faz toda a diferença, nos ajuda a entrar ainda mais na poesia dela) e foi aí que percebi que eu estava equivocada, que não havia mesmo razão para uma música com esse título ser triste. Tudo o que o John fala nessa música é verdade e de fato se desapontar, se decepcionar, se desiludir (e o que mais essa expressão possa querer dizer) é uma coisa boa na nossa vida!

“COMO ASSIM?!!”

Eu explico.

Como o John fala na música através de suas brilhantes metáforas e jogos de palavras e imagens, se desapontar no amor e ter o coração partido algumas vezes é algo que faz parte do nosso crescimento e que no final acaba nos fazendo bem sim. É lógico que depois de levar um fora, ver a pessoa que você gosta com outro, ver que se enganou muito com alguém e coisas do tipo ninguém se sente bem. Realmente na hora não tem como.

Mas se pararmos para pensar, muitas vezes, se decepcionar pode ser a melhor coisa do mundo. Depois de uma decepção começamos a pensar nas nossas vidas, nas nossas escolhas, no que andamos fazendo e para quem estamos entregando nosso coração de mão beijada, e então temos a chance de mudar tudo daí para frente, se quisermos.

E depois de refletir sobre a mensagem nessa música comecei a pensar na minha própria história e em quantas vezes eu já fui desapontada, em quantas vezes já estive em pedaços. Percebi que realmente eu não seria quem eu sou hoje se não tivesse vivido todas aquelas experiências. E penso que quem tem uma vida sem percalços, sem decepções, na verdade tem uma vida vazia. De fato ainda não é ninguém. Quem nunca caiu não sabe que pode se levantar, não conhece a força que tem.

E, além do mais, como ser poeta tendo sido feliz e correspondido em todos os seus amores?! Como escrever sobre a vida com um olhar iludido, como se as rosas não tivessem seus espinhos?! O sofrimento, além de nos trazer reflexão e auto-conhecimento, também dá ao amante das letras matéria de poesia. Como já disse Vinícius de Moraes ” pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza”.

É por isso que eu sou feliz com as minhas tristezas e por isso que eu sempre acho lindo um poema ou música triste que alguém escreve. Porque, por mais deprimente que seja, e por mais profunda que seja aquela dor, colocá-la para fora é sempre uma maneira de amenizá-la e, quando se faz isso através da arte passa a ser também uma maneira de tocar a alma de outras pessoas.

Que não fujamos do amor por medo de sofrer, assim como não devemos evitar as rosas só por causa de seus espinhos. E que possamos cada vez mais ser capazes de transformar mesmo a mais forte dor em belas palavras e doces melodias.

Filmes e Séries, Sobre a Vida, Sobre o Amor

O Rei Leão e Eu

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Bem, este é o meu primeiro post e eu estou um pouco nervosa (nunca tive um blog antes!).

Pensei um pouco sobre qual deveria ser o tema da minha primeira postagem e concluí que deveria ser sobre algo que me tocasse e que tivesse um pouco a ver com a minha história de vida. Foi nesse momento que percebi que deveria começar o meu blog falando sobre O Rei Leão.

Quem me conhece pelo menos um pouquinho sabe o quanto eu amo esse filme, mas talvez poucos saibam por que ele é tão importante para mim.

Quando eu assisti O rei Leão pela primeira vez, em fita cassete, eu deveria ter uns 5 anos no máximo, e ao longo da minha vida eu já assisti mais outras incontáveis vezes. Mas o que eu mais me lembro desse meu primeiro contato com o filme é do Hakuna Matata (não só da frase, mas principalmente da música).

E hoje em dia eu penso no quanto a minha vida seria mais tranquila se, pelo menos de vezes em quando, eu não me preocupasse tanto com ela e apenas a vivesse…

Conforme o tempo foi passando e eu fui crescendo e, consequentemente, me tornando mais capaz de refletir, a cada vez que eu assistia O Rei Leão eu aprendia uma coisa nova para a minha vida.

Com O Rei Leão eu já aprendi que mesmo na sua própria família pode haver gente que queria te derrubar e que as vezes encontramos uma família de verdade em pessoas que aparentemente são totalmente diferentes de nós mas que nos acolhem como se fossemos do mesmo sangue, como Timão e Pumba fizeram.

Também aprendi que nunca é tarde para retomarmos sonhos antigos, como o sonho de infância do Simba de ser rei, e que as pessoas que nos amam de verdade sempre nos aceitam de volta, não importa o tempo que passamos distantes.

E junto disso tudo, hoje também percebo que além de ter aprendido muitas coisas, também passei a criar ideais para a minha vida a partir de O Rei Leão.

Passei a querer um pai como o Mufasa, que me aconselhasse, que estivesse sempre presente na minha vida, mesmo que não fosse uma presença física, e que fosse capaz até de sacrificar sua vida por mim.

Mas eu acho que o que o mais comecei a idealizar mesmo para minha vida foi um amor como o do Simba e da Nala. Um amor que começasse como a inocência doce de uma brincadeira e que fosse fruto de uma grande amizade e que durasse para sempre, não importando nem tempo, distância nem nada. Passei a desejar um amor que fosse grande demais para ser partilhado somente por duas pessoas. Passei desde então a sonhar com a minha família.

Agora estou em uma espécie de jornada de auto-conhecimento, só eu e meu Rafiki interior, descobrindo de verdade quem eu sou e qual é o lugar a que pertenço nesse mundo.

Até agora já descobri que, assim como disse Machado de Assis, “o menino é o pai do homem” e que de fato a criança que fomos outrora é que gera o adulto que somos hoje. E descobri sou feliz por ver que a sociedade não me corrompeu tanto como ela costuma fazer com as pessoas em geral e que o meu filme favorito sempre será o filme que assisti e me encantei aos 5 anos de idade e que os meus projetos de vida sempre girarão em torno de amor, amizade e família.

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