Gato vivo, gato morto

Não são poucas as vezes na vida em que nos sentimos com medo de se arriscar ou se aventurar em algo novo por temer os resultados e consequências que aquilo irá nos trazer. Quando isso acontece, às vezes acabamos preferindo não tomar decisão nenhuma.

O fato é que não tomar uma decisão já é tomar uma decisão: a decisão de não fazer nada.

É como com o tal gatinho do Schrödinger lá preso (ou não) na caixa. Enquanto você decide não abrir a caixa ele está vivo e morto ao mesmo tempo, já que, sem abri-la, não dá saber se ele está só vivo ou só morto, não dá pra saber se o veneno se espalhou pela caixa ou não. E há também quem diga que, na verdade, ele não está nem vivo nem morto, e sim num estado particular de vivomorto.

Seja como for, sem abrir a caixa você nunca irá saber o que de fato aconteceu ao gatinho, e tudo que terá serão suposições.

Mas aí é que entra o nosso velho e conhecido “e se…”. E se eu abrir e acabar fazendo o pobre bichinho morrer? Afinal, a física quântica nos mostra que a simples observação de um fenômeno pode afeta-lo. Sendo assim, a sua cursiosidade pode mesmo matar o gato.

Ô dificuldade de saber que decisões tomar na vida certas vezes!

Vou ou não vou?
Faço ou não faço?
Digo ou não digo?
Mas…
E se eu disser?
E se?

Pensando um pouco sobre essas coisas, eu acabei percebendo que o que nos deixa tão indecisos e até mesmo apavorados diante de uma decisão a ser tomada é o enigma que ela representa. Um enigma tão grande quanto esse da física.

Mas como já bem disse o Chris Martin, If you never try, you’ll never know.

E como eu mesma já disse uma vez há alguns posts atrás, não existe (ainda?) uma máquina de testes do futuro pra gente saber de antemão as consequências ou os destinos dos caminhos que escolhemos tomar e assim evitar de fazer “a escolha errada”.

Mas o meu conselho é que você troque o medroso “e se…?” pelo aventureiro “vai que…!”. Respire fundo, conte de 1 até 3 e… Abre logo essa caixa!!! Vá em frente, explore, se arrisque! Vai que…!

Caso contrário, o tempo vai passar e a sua vida toda vai ter sido apenas um experimento imaginário, cheio de suposições mas que foi incapaz de se realizar no mundo real.

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