Quando namorei um cineasta

Cineasta-Tarantino

No começo era um romance açucarado
O que vivia com o meu culto namorado.

Ele era bonito, barbudo e cineasta,
Mas minha história com ele foi nefasta.

Passamos do clássico roteiro de amor
Para o mais trash dos filmes de terror.

Não fosse o drama presente em cada cena
Eu poderia até dizer que valeu a pena.

Mas ele gostava era gritos, sangue, morte!
Acho que ter saído viva foi pura sorte!

Se soubesse que seu estilo era meio Tarantino…
Ah… Eu não teria namorado esse cretino!

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Thaís Bartolomeu

Vinícius

Rafael e Pamela

Você chegou quando eu já não estava esperando mais nada. Quando eu estava contente com a nova rotina que eu havia inventado de ir pra praia todo domingo no fim da tarde para ler algum livro de poesia. Desde que comecei com isso li várias antologias enquanto o sol se punha bem na frente. E então você chegou. Em uma daquelas tardes você também surgiu bem na minha frente quando eu estava lendo os sonetos do Vinícius. Você apareceu e declamou um trecho do Soneto de Fidelidade pra eu tirar os olhos do livro e olhar pra você, todo charmoso dizendo “de tudo ao meu amor serei atento” pra uma perfeita desconhecida. Mais clichê impossível! Que bom pra nós que há certos clichês que me fascinam! E assim foi.
Você sentou do meu lado e começamos a falar dos nossos poetas preferidos e dos poemas que mais nos tocam. E anoiteceu. Pôs-se o sol sobre o dia mais bonito de abril. E desde lá, alguns domingos se passaram e em todos eles nós nos despedimos juntos do astro-rei. E com o tempo os seus olhos acolhedores foram se tornando irresistíveis, assim como as suas mãos que tentavam me ajudar a “segurar no lápis como todo mundo”. Ainda bem que você também não resistiu à sabe-se lá o quê que te chamou a atenção em mim. Quando eu não esperava mais nada, você chegou pra me mostrar que eu já não precisaria mesmo esperar mais. Porque você chegou.

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